O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

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BOLETIM CELEBRA 81

Texto complementar
Como a nuvem da travessia do povo de Israel
pelo deserto (Exodo 24,9-18) Marcos, em seu evangelho,
joga com o velar [esconder] e o desvelar [revelar. Mais do
que os milagres, interessa a Marcos o Mistério de Jesus.
Marcos possui a luz da fé na ressurreição, mas ao longo do
seu relato não abusa desta luz, e deixa-a velada aos olhos
dos seus espectadores. Há uma grande incompreensão
no evangelho de Marcos (da família de Jesus, dos
concidadãos, dos discípulos) e um silêncio imposto por
Jesus (aos demônios, às testemunhas, aos discípulos).
Para Jesus a transfiguração foi um provisório
desvelamento do seu mistério para três testemunhas
privilegiadas (mistério a ser desvelada totalmente
na ressurreição). Situada entre dois anúncios da
paixão, quer revelar aos discípulos que o destino do
Messias é a glória, mas o caminho para chegar lá é a
cruz. Os discípulos estão cegos diante do anúncio da
paixão, mas Jesus pode curar os cegos (Mc 8,22).