O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

31 de março de 2021

QUINTA E SEXTA FEIRAS SANTAS

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

5ª Feira-Santa- Páscoa da Ceia do Senhor:

 

APROFUNDANDO OS TEXTOS BÍBLICOS:

CELEBRAÇÃO VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR: João 13,1-15 – O evangelho de João apresenta com o lava-pés, um novo sentido de eucaristia, diferente dos demais evangelhos que narram a instituição. Tomar refeição juntos é sinal de comunhão. Na ceia pascal, Jesus realiza ações que deverão ser normas para a comunidade: despoja-se do manto (sinal de dignidade) e pega o avental. É o Senhor que se torna servo, para dar a vida. Quem lava as mãos dos comensais eram subalternos e mulheres. O núcleo do amor é o serviço. Comprometer-se com uma nova história, que se constrói a partir da gratuidade do AMOR-SERVIÇO, eis o maior gesto eucarístico que Jesus nos deixou como exemplo. 

Êxodo 12,1-8.11-14 – Na origem, a páscoa era festa de pastores. Celebravam o nascimento das ovelhas, na primavera. Na saída da escravidão do Egito foi adaptada e passou a ser festa histórica da libertação. A páscoa marca o início de vida nova, um novo tempo de libertação, vitória sobre o poder opressor. Era de partilha (v. 4), preservação da vida pelo sangue do cordeiro, memória histórica (v. 11). 

Salmo 116B(115)“Senhor, sou teu servo, teu servo, filho de tua serva.” 

1 Coríntios 11, 23-26 – Este é o primeiro texto do NT que trata da eucaristia, celebrada dentro da comunidade de Corinto, com todos os problemas e divisões entre ricos e pobres. Era momento de partilha que atualizava (memorial/zikkaron) a partilha de vida do Senhor.

ATUALIZANDO: Em nossas comunidades existem sinais concretos de partilha? Promovemos a vida e caminhamos para a libertação? Os ministérios, cargos, lugares que ocupamos na Igreja são motivados pelo exemplo de Jesus no Lava-pés?

     A PALAVRA DE DEUS NA CELEBRAÇÃO:

Damos graças ao Pai pelos gestos de amor, tirando-nos da escravidão. Aceitamos que o Senhor nos lave os pés e acolhemos o novo mandamento, dispondo-nos a doar a vida pelos irmãos. Participamos da sua ceia, comendo seu corpo doado e bebendo de seu sangue derramado, selando nova aliança.

 PREPARAR O AMBIENTE DA CELEBRAÇÃO, como uma verdadeira e festiva refeição: flores, velas, cor branca nas toalhas e vestes, pão (ázimo) e vinho abundante.   Para expressar mais claramente o sentido de refeição e ceia, além do sinal do vinho e do pão, os participantes se reúnem ao redor da mesa.

- Preparar cuidadosamente o lava-pés, que por algum tempo já foi considerado um sacramento, pelas comunidades cristãs. Mesmo ligando-o com o tema da Campanha da Fraternidade, como acontece em algumas comunidades, é importante salientá-lo como sinal da doação de Jesus e gesto profético que anuncia sua morte.

É dia do “novo mandamento”, do acolhimento das pessoas que chegam para a celebração.

Refrão orante, que expressa o sentido desta festa: “Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está!” Repetí-lo várias vezes.

Canto: “Nós devemos gloriar-nos”. 

Sendo início do Tríduo Pascal (Páscoa da Ceia!), todos se saúdam, desejando-se mutuamente “Feliz Páscoa”.

Fazer a memória dos vários grupos e igrejas, com os quais quer estar em comunhão. Ao lembrar cada grupo, uma pessoa acende uma vela de um candelabro preparado para isso e colocado em lugar de destaque.

Abrir a liturgia da Palavra com a recordação dos fatos ou ações concretas, em que durante a quaresma, as famílias vivenciaram sua páscoa.

O lava-pés poderá ser integrado ao longo da  narração do evangelho. Quem preside lava, enxuga e beija o pé de cada pessoa presente.

ANTES DA REFEIÇÃO, se possível cantar a Oração Eucarística, ou pelo menos as aclamações, o Amém final e, no lugar do prefácio, a seguinte louvação pascal, cuja melodia se encontra no H.L.2, p. 97:

      É bom cantar um bendito, / a ti Deus Pai, um louvor.(bis)

      - A ti, ó Deus santo e grande / por Cristo nosso Senhor.(bis)

      - Jesus a nós enviaste,/ numa aliança de amor (bis).

      - Na ceia da despedida,/ a lei do amor nos deixou.(bis)

      - Memória de sua páscoa/ pão e vinho entregou.(bis)

      - Com os santos e com os anjos,/ te bendizemos, Senhor.

       Santo, santo, santo...

M. do Carmo de Oliveira e Maria de Lourdes Zavarez

 

6ª Feira-Santa – Páscoa da Paixão do Senhor:

 

  1. Aprofundando os textos bíblicos: João 18,1-19,42 – Nestes dois capítulos de João se concentra a narrativa da paixão de forma linear: prisão de Jesus, interrogatório diante de Anãs com a negação de Pedro, interrogatório diante de Pilatos e condenação à morte, crucifixão, morte e sepultamento. Nos longos interrogatórios e com discretas alusões bíblicas o narrador medita e expõe o sentido da paixão e morte de Jesus. Os temas fundamentais são: Jesus é o doador da vida nova – o texto começa e termina em um jardim (paraíso/criação); a morte de Jesus é o último sinal do Ev. de João; é a hora de Jesus que revela as opções de cada pessoa; a realeza de Jesus consiste em dar testemunho da verdade que é a fidelidade de Deus ao seu projeto; Jesus é o Cordeiro de Deus – ele morre na hora em que os cordeiros, no templo, eram imolados para a páscoa. Isaías 52,13-53,12 – “O braço do Senhor” (53,1), solidário com o Servo inocente que sofre, intervém para glorificá-lo. Salmo 31(30) – Deus é aliado fiel que não falta na hora decisiva e faz justiça.  Hebreus 4,14-16; 5,7-9 – Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade.

2. Atualizando: Nossas famílias e nossas igrejas continuam sendo fiéis à pessoa, ensinamentos e proposta de Jesus? Será que não estamos empolgados demais com as propostas do mundo moderno individualista?

     3- A palavra de Deus na celebração:

Unimos nossos passos à caminhada da paixão do Senhor até sua morte na cruz. Contemplando e adorando o Crucificado, elevamos nossa oração por toda a humanidade resgatada pelo seu sangue redentor. Comungando de seu corpo, passamos do pecado para a vida que jorra da cruz e recebemos força para, no dia-a-dia, vencer a morte e viver a alegria da ressurreição.

4- Dicas, sentido e lembretes para esta celebração:  O clima de silêncio e o ambiente despojado expressam a dor e o luto dos seguidores de Jesus Cristo. A  cor é vermelha, sinal do sangue do Senhor derramado na cruz. Onde for possível, colocar no ambiente da celebração fotos ou cartazes dos nossos mártires da Am. Latina. Como Jesus, eles foram capazes de entregar a vida pela VIDA.

Por antiqüíssima tradição, não se celebra hoje a Eucaristia. Comunga-se do pão consagrado na Quinta-feira Santa.

A celebração é organizada em quatro momentos: liturgia da palavra, oração universal, adoração da cruz e comunhão.

       O primeiro momento é marcado pelo silêncio. O animador(a) convida toda a comunidade presente a ficar em profundo silêncio, de joelhos, e onde for possível, prostrados. Quem preside se prostra no chão, em sinal de humilhação. Um refrão meditativo pode acompanhar este momento: “Deus santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós!” Depois, todos se levantam  para a oração da coleta.

Durante o beijo da cruz, pode-se cantar: “Povo meu, que te fiz eu”(HL.2, p. 158); “Em Jerusalém”(HL 2, p. 136); “Vitória”(HL 2, p. 199; “Fiel madeiro da santa cruz” (HL 2, p. 145-146); “Bendita e louvada seja no céu a divina luz.”....

M. do Carmo de Oliveira e Maria de Lourdes Zavarez

 

> 2 - Atualizando:    

> 3 - A palavra de Deus na celebração:    

> 4 - Dicas e Sugestões: