O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

27 de março de 2021

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

 

  1. Aprofundando os textos bíblicos: Na bênção de ramos temos Marcos 11,1-10 ou João 12,12-16 – A entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um burrinho, faz memória do projeto de Deus, onde “o maior” é aquele que serve.

A monarquia, onde o maior é o rei e a elite, é simbolizada pelo cavalo. Na monarquia existe uma sociedade de desiguais, onde a elite é servida pela maioria.

Textos para Celebração: Marcos 14,1-15,47, ou Mc 15, 1-39; Isaías 50,4-7; Salmo 22(21); Filipenses 2,6-11:

A paixão de Jesus, que ouvimos de Marcos nos traz uma grande teia de relações: relações de julgamento, traição e condenação por um lado e apoio, fidelidade e amor de outro. Há confronto entre Jesus e sumos sacerdotes e letrados que procuravam um artifício, uma emboscada para matá-lo; por ser tempo de páscoa, tinham medo que o povo se amotinasse. Há outro confronto entre alguns comensais que acham um desperdício o tratamento oferecido a Jesus pela mulher que unge a cabeça de Jesus com perfume caríssimo.  Jesus entra em confronto com quem reclama, ficando a favor da mulher, dizendo que será uma “boa notícia/evangelho” o que ela fez. Judas escolhe ficar contra Jesus e do lado dos que tinham dinheiro, os sumos sacerdotes. Jesus diz que os discípulos tropeçarão. Há confrontação entre Jesus e Pedro que se julga melhor que os demais. Jesus está numa tristeza mortal e os “amigos” dormem. Jesus ainda se confronta, ou se encontra com Pilatos, Barrabás, testemunhas falsas, torturadores, a multidão, os soldados, os crucificadores, os zombadores, centurião, Simão de Cirene, as mulheres: Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, Salomé e muitas outras, José de Arimatéia. Antes de sua prisão, Jesus fica sozinho e se relaciona com o Pai, em oração. Cada pessoa reage de acordo com sua opção de estar comprometido com Jesus ou contra a sua proposta que é opção pelo Reinado de Deus. 

A palavra de Deus que nos vem por Isaías é chamado de cântico do Servo. A missão do servo é o bem de todo o povo, por isso ele recebe do Senhor uma língua que conforte os abatidos; um ouvido de discípulo e proteção para enfrentar as provações. Jesus crucificado gritou, rezou o salmo 22 que a tradição conservou em aramaico o primeiro versículo. Podemos supor que Jesus tenha rezado o salmo inteiro. Ele é o justo confiante que clama. Deus ouve seu clamor e de todos os pobres injustiçados. O hino a Jesus, Messias, Senhor e por ele ao Pai em filipenses, nos fala que Jesus é o verdadeiro Servo sofredor que, sem medo, viveu a experiência da limitação e sofrimento humanos até a morte. Deus o recompensou, dando-lhe o nome de Senhor. É um hino da liturgia das primeiras comunidades que traça uma parábola de descida e subida da existência de Jesus em obediência ao Pai até o extremo da cruz. Ao tocar o fundo do poço, acontece a exaltação por ação soberana de Deus.

  1. Atualizando: Examinemos se nosso projeto de vida eclesial e social coincide com o de Jesus/Servo, ou se preferimos um Jesus triunfalista, sem ser Servo, senhor comprometido com o poder e o sucesso.
  2. A palavra de Deus na celebração:

Em procissão, seguimos os passos de Jesus, fazendo a memória de sua entrada em Jerusalém. Renovando nossa adesão ao seu projeto e, com nossos ramos nas mãos O aclamamos, Senhor da Vida e da história. Escutando e participando do mistério de seu despojamento na Paixão, entramos em comunhão com o mistério de sua glorificação e aceitamos que a páscoa se realize em nossa vida.

LOUVAÇÃO

            É bom cantar um bendito /a ti Deus Pai um louvor! (bis)

            - Ó Deus, do povo oprimido /do pobre ouviste o clamor!

            - Ó Deus, mandaste teu filho/ dos pobres libertador!

- Jesus entra na cidade/ como messias-senhor!

- Jesus por nós Deus a vida, /a lei maior ensinou!

- Um só morrendo por todos,/ o povo todo ajuntou!

- Um povo assim reunido, bendiz o teu nome, ó Senhor!

 

M. do Carmo de Oliveira e Maria de Lourdes Zavarez

 

 

> 2 - Atualizando:     Segunda semana do Saltério; Ofício Dominical próprio.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Procissão de Ramos: Mc 11,1-10 ou Jo 12,12-16 Paixão do Senhor: Mc 14,1-15,47

> 4 - Dicas e Sugestões:    Onde houver celebração da Palavra, ou Missa: I 50,4-7; Salmo 21(22); Fl 2,6-11; Mc 14,1-15,47 ou mais breve 15,1-39 / Mais breve.

 

M. do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez