O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

20 de agosto de 2020

VIGÉSIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Vigésimo primeiro Domingo T. Comum  - ANO A

  1. Aprofundando os textos bíblicos:

Is 22, 19-23; Salmo 137 / 138; Rm 11, 33-36; Mateus 16, 13-20:

 

O relato do evangelho de hoje se dá em um momento difícil da caminhada de Jesus e seus discípulos, em Cesaréia de Filipe, perto do Monte Hermon, terra pagã, indicando o caráter universal da missão de Jesus. Lugar simbólico da abertura das portas do Reino de Deus para além do povo escolhido. Jesus faz uma avaliação de sua vida e missão, perguntando: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?” A resposta dos discípulos revela que o povo coloca Jesus no caminho e proposta dos profetas, especialmente João Batista, Elias e Jeremias. O título de profeta tem valor messiânico. Conforme a tradição judaica a profecia tinha desaparecido com Malaquias e reapareceria como sinal da era messiânica. A linha profética em Israel está ligada à revelação do amor de Deus e prática da justiça. Historicamente, no tempo de Jesus surgiram muitos outros “profetas”.

A comunidade de Mateus coloca a confissão da Messianidade de Jesus na boca de Pedro e acrescenta a confissão de que Ele é Filho de Deus. Mateus é o único evangelista que coloca a confissão de Filho de Deus, como expressão de Pedro. Ter e assumir essa fé é uma bem-aventurança: “Feliz és tu... foi o Pai quem te revelou!” É graça! Não apenas adesão intelectual, mas aliança de vida, serviço ao Reino! O Filho de Deus entrega sua vida toda e toda humanidade. É nesse contexto da entrega do Filho de Deus, Filho do Homem que Jesus chama Pedro a prestar o serviço da coordenação, da autoridade.

Na língua grega a palavra Petrus, está em letra maiúscula, referindo-se ao filho de Jonas, Simão. “Petrus” significa “pedregulho” que se pode pegar e lançar longe. Tu és “Petrus” e sobre esta “petra” edificarei minha Igreja... A palavra “petra” significa rocha, pedra de alicerce onde se assenta uma construção. O edifício ou comunidade é obra e domínio de Jesus, “minha assembléia”, comunidade sagrada, como lemos em 1 Rs 8, 22-30. Pedro, por sua adesão a Cristo, participará da solidez da rocha que é Jesus.

Isaías critica os que têm autoridade e não se preocupam com o povo, mas se dedicam a construções luxuosas. Eliaquim, cujo nome significa “Deus suscitou”, recebe os símbolos de uma nova autoridade: a túnica, o cinto e a chave. Quem recebe essa autoridade deve ser um pai para o povo. A autoridade vem de Deus. A autoridade é uma tarefa em vista do bem comum. Se não for assim, o próprio Deus decreta a ilegitimidade desse poder.

Pedro também recebe as chaves, não para fechar, mas abrir as portas do Reino de Deus a toda a humanidade.

2- Atualizando: Quem é Jesus para nós hoje? Já respondemos essa pergunta com toda a verdade de nosso ser e de nossa fé? É Ele o centro dinâmico e exigente de nossa vida? Nossa fé em Jesus, nosso Messias, é desafiada no dia-a-dia pelos fatos, pela ação concreta. É adesão ao profetismo de Jesus que deve ser manifesto hoje em nossos compromissos. Como temos assumido nossa missão de cristãos? À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves - isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.
A primeira leitura mostra como se deve concretizar o poder "das chaves". Aquele que detém "as chaves" não pode usar a sua autoridade para concretizar interesses pessoais, mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça. A segunda leitura é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projetos de salvação da humanidade. Entreguemo-nos confiadamente nas mãos de Deus”, porque tudo é dEle, por Ele e para Ele.”

3- A palavra de Deus na celebração: “A todas as pessoas Jesus dirige a pergunta: Quem você diz que EU SOU? “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, EU estarei presente no meio.” Aqui afirmamos e reconhecemos em Cristo aquele que o mundo esperava como libertador e salvador. Na celebração o acolhemos como Palavra viva descida do céu, que torna o lugar sagrado, onde Deus habita e nos ouve. Renovemos nossa fé na presença de Deus Conosco e confessemos: “Tu és o Cristo, o Messias, Filho de Deus vivo.”

 4-Dicas e sugestões:

INSISTIR NA PROFISSÃO DE FÉ: Como eco ao texto do Evangelho (confissão de fé de Pedro), pode-se insistir particularmente na profissão de fé. Poder-se-á tomar a do tipo pergunta/resposta: profissão de fé batismal ou uma das propostas no ritual da confirmação. Recorde-se que a resposta é sempre “CREIO” e não “cremos”.
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS: Na meditação da Palavra de Deus, pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração, no decorrer da semana.

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     Quem é Jesus para nós hoje? Já respondemos essa pergunta com toda a verdade de nosso ser e de nossa fé? É Ele o centro dinâmico e exigente de nossa vida?

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Is 22, 19-23; Salmo 137 / 138; Rm 11, 33-36; Mateus 16, 13-20:

> 4 - Dicas e Sugestões:   

 

M. do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez