O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

14 de junho de 2020

DÉCIMO PRIMEIRO DOMINGO TEMPO DO DISCIPULADO

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

CELEBRAR EM CASA

DOMINGO DA COMPAIXÃO DE JESUS E DA MISSÃO DOS APÓSTOLOS
11º do Tempo Comum – 2020

Prepare um espaço com cadeiras em circulo, coloque no centro sobre um tecido a bíblia e uma vela, convide as pessoas para se juntarem [mantendo a necessária distância]. Alguém acende a vela. Todos ficam em silêncio por algum tempo. A pessoa que vai presidir começa a celebração com os versos da abertura. 1. ABERTURA - Quem preside canta, os demais repetem fazendo o sinal da cruz enquanto canta o primeiro verso:
- Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis)
Vem não demores mais vem nos libertar. (bis)
- Venham adoremos, Cristo ressurgiu! (bis)
A criação inteira, o Senhor remiu. (bis)
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis)
Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (Bis)
- Aleluia, irmãs, aleluia irmãos. (bis)
Povo de sacerdotes, a Deus louvação. (bis)
2. MOTIVAÇÃO
Cada domingo traz aos nossos corações a memória da Ressurreição de Jesus, da sua vitória sobre a morte, razão da nossa alegria e esperança. Neste domingo ele nos convida a pedir ao Pai, trabalhadores para sua colheita, e nos chama a dar a nossa contribuição para apressar a vinda do seu reino entre nós. Podemos recordar nesta nossa oração, pessoas que estão realizando as obras de Jesus, no cuidado com o meio ambiente, na saúde e na educação... O que mais podemos lembrar? (As pessoas podem falar o que lembram).
3. SALMO
Louvemos ao nosso Criador e Pastor, como fazia o antigo povo em suas romarias, e agradeçamos por fazermos parte do seu povo e recebermos em nossa vida o seu favor.
Aclame a Deus, ó terra inteira, / Venha adorar o Senhor!
1. Com alegria sirva a seu Deus / Gritando alegre, ó povo seu!
2. Lembre, o eterno é nosso Deus, / Ele nos fez, nós somos seus.
3. Somos seu povo, vamos cantando, / Somos ovelhas do seu rebanho!
4. Entre no templo agradecendo, / Seu santo nome bendizendo!
5. Sim, o Senhor, só ele é bom; / É para sempre o seu amor!
6. Sua verdade dura pra sempre, / Ele é fiel eternamente!
7. Glória a Deus Pai, glória a Jesus /E ao Divino, eterna luz.
4. ORAÇÃO
Oremos ao Senhor... [breve silêncio]
Ó Deus, força que move e orienta nossas vidas,
escuta as nossas orações e multiplica o pouco que somos
segundo a medida do teu amor.
Como nada podemos em nossa fraqueza, dá-nos o socorro da tua graça, para que possamos agir sempre conforme a tua vontade e caminhar com alegria na estrada dos teus mandamentos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
5. REFRÃO – para acolher o evangelho
Inclinemos o ouvido do coração para acolher o evangelho.
Atenção, atenção. 6. LEITURA DO EVANGELHO – Mateus 9,36-10,8 Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. Naquele tempo: 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37'A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!' 10,1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: 'Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: O Reino dos Céus está próximo'. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! Palavra da Salvação.
7. MEDITAÇÃO
Neste evangelho vemos Jesus movido de compaixão pelas multidões cansadas e abatidas. A compaixão não é apenas um sentimento ou um traço da personalidade de Cristo, mas resume sua missão e seu trabalho. E para que a sua obra de compaixão cresça na face da terra Jesus organiza um grupo de 12, o novo povo de Deus, e o envia para que continue no mundo esta missão de manifestar a compaixão amorosa de Deus aos pobres e sofredores, aos doentes, de libertar os que são dominados pelo ódio.
A missão dos doze e da Igreja, como continuadores da missão de Jesus, implica uma espiritualidade da compaixão, capaz de se compadecer sem esperar retorno, capaz de perdoar até a quem nos faz o mal.
Nesta nossa oração recebemos os sinais da compaixão do Cristo, ao dirigirmos a Ele a nossa prece. Ao mesmo tempo, somos enviados em missão. A liturgia nos coloca em estado de missão e em pé de testemunha do Evangelho.
8. PRECES
Louvemos o Senhor Jesus Cristo, autor da nossa fé, que nos chamou a participar da sua vida e missão e oremos:
Cristo, nosso Deus e Salvador.
- Senhor Jesus, pelo batismo nos conferiste um sacerdócio santo, faze de toda a nossa vida um contínuo sacrifício de louvor.
- Não permitas que neste dia sejamos motivo de tristeza para ninguém mas causa de alegria para todos os que convivem conosco.
- Vem em socorro de todas as nações e de seus governantes, para que busquem, na concórdia e na justiça, o bem comum.
- Fortalece os profissionais da saúde, cura as pessoas que estão doentes e consola as que estão de luto.
- Preces espontâneas... Quem preside conclui:
Atende-nos, ó Pai, por Cristo Jesus, na unidade do Espírito Santo. Amém.
9. PAI NOSSO - - Quem preside faz o convite:
Obedientes à palavra de Jesus, sob a inspiração do seu Espírito que ora em nós, rezemos com confiança: Pai nosso...
10. BÊNÇÃO
Que o Deus de toda consolação disponha na sua paz os nossos dias, sempre nos liberte de todos os perigos, confirme nossos corações em seu amor e nos faça perseverar nas boas obras, hoje e sempre.
Abençoe-nos, o Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO À MESA
- Estando todos/as em torno da mesa , quem preside faz a oração:
Senhor Jesus, vendo a multidão cansada e abatida, mostraste toda a tua compaixão e empenhaste a tua vida a serviço da vida. Nesta hora difícil em que tantas famílias estão em grande dificuldade para ter o pão à mesa, nós te pedimos: “dá o pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão”. Derrama a tua bênção sobre nós e este alimento e fortalece a união entre nós e com nossos vizinhos e amigos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Penha Carpanedo, PDDM

 

 

 

 

 

Décimo primeiro Domingo do Tempo Comum – Ano A

TEMPO DO DISCIPULADO

 

1-Aprofundando os textos bíblicos:

 

O Evangelho de hoje situa-se no final dos sinais de Reino (Mt 8-9) e início da missão dos discípulos (Mt 10). Jesus constata a situação do povo e se reporta ao passado do povo de Deus (Nm 27,17; 1 Rs 22,17), como ovelhas sem pastor, à mercê da ganância dos políticos inescrupulosos.

O conhecimento da realidade provoca compaixão acompanhada de gestos concretos de serviço ao povo que sofre, os marginalizados e despossuídos. Jesus pede que os discípulos façam o que Ele mesmo fez: curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos e expulsem os demônios. A missão das/dos discípulos/as de Jesus é continuar sua prática libertadora.

O grupo dos 12 não se trata de uma elite fechada; o número 12 recorda as 12 tribos da aliança, símbolo da totalidade e de um povo organizado.

O texto da primeira leitura é um resumo sobre a aliança do Sinai e prólogo de Êxodo 24, 3-8. Uma “aliança” que funda e regulamenta as relações entre grupos humanos. Israel usou essa experiência política para expressar o vínculo que unia o povo a Deus e que unia as tribos entre si. Em primeiro lugar há um apelo à memória dos acontecimentos passados: “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como carreguei vocês sobre asas de águia e trouxe vocês a mim.”(v.4) Do passado, passa-se ao presente do deserto(v.5), e depois olha-se para o futuro do povo diante do mundo (vv. 5b – 6a). A aliança faz da vida de Israel um diálogo com Deus, mas não suprime a desigualdade entre os parceiros, pois a aliança é antes de tudo uma resposta à iniciativa absolutamente gratuita de Deus. A obediência à lei da aliança é uma ação de graças, um reconhecimento agradecido daquilo que Deus fez por primeiro. Guardando a aliança, o povo será propriedade pessoal de Deus, reino sacerdotal, nação santa.

2-Atualizando: A realidade de hoje nos mostra multidões abatidas como ovelhas sem pastor. O clamor de excluídas/os é apelo de Deus aos que têm fé para que se comprometam com a libertação de quem foi excluído da terra, da moradia, da saúde. O que temos feito como gestos de compaixão e libertação para uma abundante colheita de justiça, igualdade e verdade, neste tempo da pandemia?

3-A palavra de Deus na celebração: Como povo sacerdotal oferecemos ao Pai o sacrifício de adoração e louvor que nos renova em seu amor e nos move a assumir decididamente a missão, tomados pela mesma compaixão de Jesus, diante da grande multidão de irmãos mortos, abatidos, cansados e abandonados no mundo em que vivemos.

4-Dicas e sugestões:  Vejam no Dia do Senhor, TC Ano A, p.123- 128.

   1) Valorizar os vários ministérios da comunidade, dando destaque especial aos ministros(as) dos doentes, as benzedeiras, os que trabalham na área da saúde ou com grupos de excluídos.

           2) Ajudar a família, o grupo reunido a se constituir como assembleia, como povo da Aliança e povo sacerdotal que celebra a ação libertadora de Deus na vida sofrida de hoje.

          3) Motivar as pessoas a pronunciarem o próprio nome, diante de Deus, ao fazerem o sinal da cruz, no início da celebração.

          4) Valorizar a aliança entre os casais  como aliança de amor.

          5) Introduzir a profissão de fé, convidando a assumir um compromisso concreto junto às multidões abatidas por terem perdido familiares ou amigos, doentes e cansadas.

          6) A benção final poderá ser acompanhada com água perfumada ou mesmo, com óleo perfumado. Ungir os participantes como sinal da unção batismal, pela qual somos ungidos e enviados, em nome de Jesus para continuar sua missão no mundo de hoje.

 

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     Cada domingo traz aos nossos corações a memória da Ressurreição de Jesus, da sua vitória sobre a morte, razão da nossa alegria e esperança. Neste domingo ele nos convida a pedir ao Pai, trabalhadores para sua colheita, e nos chama a dar a nossa contribuição para apressar a vinda do seu reino entre nós. Podemos recordar nesta nossa oração, pessoas que estão realizando as obras de Jesus, no cuidado com o meio ambiente, na saúde e na educação... O que mais podemos lembrar? (As pessoas podem falar o que lembram).

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Êxodo 19, 2-6a; Salmo 100(99); Romanos 5, 6-11; Mateus 9,36-10,8:

> 4 - Dicas e Sugestões:    Prepare um espaço com cadeiras em circulo, coloque no centro sobre um tecido a bíblia e uma vela, convide as pessoas para se juntarem [mantendo a necessária distância]. Alguém acende a vela. Todos ficam em silêncio por algum tempo. A pessoa que vai presidir começa a celebração com os versos da abertura.