O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

29 de abril de 2020

Terceiro Domingo da Páscoa – Ano A - 2020

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Terceiro Domingo da Páscoa – Ano A - 2020

Cléofas e sua esposa Maria – Família de Emaús

 

  1. Aprofundando os textos bíblicos:

Lucas 24,13-35 – Atos 2,14. 22-33 – Salmo 16(15) – 1 Pedro 1, 17-21: 

 

Os textos estão centrados no anúncio de que Jesus, aquele nazareno assassinado pelo poder romano e judaico, ressuscitou, está vivo. O texto do evangelho é a narração da experiência do ressuscitado feita pelos discípulos que voltam para Emaús. Lendo Jo 19, 25 vemos que Maria de Cléofas estava aos pés da cruz na hora extrema de Jesus. É possível supor que era Cléofas e sua esposa Maria, que retornavam para seus afazeres comuns, depois da decepção da morte de Jesus. Lucas nos mostra onde o Ressuscitado se manifesta:

1º ele se encontra nos caminhos da humanidade, atento às dores, buscas e sonhos das pessoas; 2º  encontra-se na Palavra, na Bíblia;

3º no gesto da partilha, na Eucaristia, com seu profundo sentido econômico e político, exigindo relações de igualdade e de irmandade em vez de poder;

em 4º lugar, Jesus está no centro da comunidade cristã, na família reunida para oração.

 

Na 1a. leitura, Pedro de pé, com voz altaneira, fala à multidão, sem medo de dizer quem havia matado Jesus. Mas a cruz não tinha prevalecido, pois Deus O ressuscitara. Pedro cita muitos textos do AT, inclusive o Salmo 15 (16) que anuncia a ressurreição. E na carta, Pedro afirma que os cristãos são migrantes neste mundo, resgatados não com ouro ou prata, mas pelo sangue de Cristo, cordeiro sem mancha, nem defeito, ressuscitado por Deus.

2- Atualizando: Muitos gostariam que Jesus estivesse só com Deus, nos altos céus; outros, apenas no fundo do nosso coração, ou no templo, preso às estruturas e esquemas clericais, sob controle das instituições. Mas Jesus Ressuscitado está nos caminhos dos desalentados, desesperançados de todas as épocas e de todos os lugares; ele está na pequena comunidade familiar, unida pela fé e oração. E, nós, onde encontramos o Ressuscitado?

3- A palavra de Deus na celebração:

Vivemos em cada celebração litúrgica, a experiência dos discípulos de Emaús. Caminhamos, lamentando fracassos, desilusões, mortes. Mas, perceptível aos olhos da fé, o Ressuscitado se faz presente, no encontro de irmãos reunidos no seu amor. Ele abre nossos olhos e faz arder nossos corações com as Escrituras, projetando sobre nossa realidade a luz que é Ele mesmo e nos desvendando o plano do Pai acontecendo no momento atual, mesmo que não consigamos entender. Na ação eucarística Ele senta-se à mesa, parte e reparte em ação de graças o pão, ceia conosco e nos ressuscita com Ele. Devolve-nos a alegria e a coragem para voltarmos à “Jerusalém”, nosso dia-a-dia, lugar do confronto com o poder da morte na cruz, mas também lugar da comunhão fraterna e do testemunho de quem tem fé no Ressuscitado..

4- Dicas e sugestões:

  1. Lembrar que onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Jesus, ELE estará no meio.
  2. Destacar, no espaço celebrativo, o círio pascal, a pia batismal, além da mesa da Palavra e um lugar com alimento. Usar a cor branca ou amarela, tiver.
  3.  Acender solenemente uma vela, que poderá ser trazido na entrada, ou já estar enfeitada, em lugar bem visível, junto à uma bacia com água.
  4. No ato penitencial ajudar a família a retomar o batismo, usando a água.
  5. Solenizar a liturgia da palavra: entrada festiva da Bíblia e proclamação bem viva das leituras, ou somente do evangelho.
  6. Valorizar, no momento eucarístico, o símbolo do pão: “Eles o reconheceram no partir do pão.”(Lc 24,30). Usar o pão de cada dia ou o pão ázimo feito em casa. Fazer um momento de louvação, com a bênção e a partilha do pão entre todos os familiares presentes.

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

> 2 - Atualizando:     Cléofas e sua esposa Maria – Família de Emaús - Jesus Ressuscitado está nos caminhos dos desalentados, desesperançados de todas as épocas e de todos os lugares; ele está na pequena comunidade familiar, unida pela fé e oração.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Lucas 24,13-35 – Atos 2,14. 22-33 – Salmo 16(15) – 1 Pedro 1, 17-21:

> 4 - Dicas e Sugestões:    Lembrar que onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Jesus, ELE estará no meio. Destacar, no espaço celebrativo, o círio pascal, a pia batismal, além da mesa da Palavra e um lugar com alimento. Usar a cor branca ou amarela, tiver. Acender solenemente uma vela, que poderá ser trazido na entrada, ou já estar enfeitada, em lugar bem visível, junto à uma bacia com água. No ato penitencial ajudar a família a retomar o batismo, usando a água. Solenizar a liturgia da palavra: entrada festiva da Bíblia e proclamação bem viva das leituras, ou somente do evangelho. Valorizar, no momento eucarístico, o símbolo do pão: “Eles o reconheceram no partir do pão.”(Lc 24,30). Usar o pão de cada dia ou o pão ázimo feito em casa. Fazer um momento de louvação, com a bênção e a partilha do pão entre todos os familiares presentes.

 

M. do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez