O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

8 de setembro de 2019

Vigésimo terceiro domingo do Tempo Comum – Ano C

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Vigésimo terceiro domingo do Tempo Comum – Ano C

 

1-Aprofundando os textos bíblicos: Sabedoria 9, 13-18b; Salmo 90(89); Filêmon 9b-10.12-17; Lucas 14,25-33:

 

Jesus se dirige às multidões apresentando-lhes as condições para segui-lo. Fazemos parte dessa multidão. Lucas não faz distinção entre discípulos. A palavra odiar é um hebraísmo cujo significado é um desapego concreto e imediato, é amar menos. O significado de “odiar” seria então, “não dar preferência”, colocar em segundo lugar, relativizar. Traduzindo em linguagem nossa: quem é discípulo de Jesus não pode contrariar os valores do evangelho nem que seja para agradar a família. A relação com as pessoas mais queridas deve ser iluminada pela fé, amor e compromisso com Jesus.

As duas curtas parábolas dos vv. 28-30 e 31-32 são de Lucas. Na origem, elas parecem ter sido um exemplo da necessidade de refletir antes de um empreendimento importante, como a opção pelo seguimento de Jesus. O seguimento deve ser radical e exige maturidade e dedicação. Nada pode competir com o seguimento de Jesus. O v. 33 é a conclusão: O seguimento de Jesus exige radicalidade e renúncia a todos os bens.

Paulo alerta para o novo modo de relação cristã, capaz de mudar as relações sociais e econômicas do mundo. Trata-se da questão delicada da escravidão, tão bem conhecida por nós no Brasil. Uma pessoa trata a outra como um objeto. Paulo havia convertido na prisão o escravo Onésimo, que tinha fugido da casa de Filemon. Onésimo, cujo nome significa “útil”, é como filho de Paulo, portanto, pessoa livre. O cristão Filemon deve tratá-lo como amigo e irmão em Cristo. Esta é a exigência para quem segue Jesus e aceita a nova fraternidade pregada pelos cristãos. Naquela cultura e naquela época ainda não tinham alcançado a exigência da extinção de toda e qualquer escravidão. E em nossa época? Mas não se pode ser cristão e tratar o outro como inferior, como uma coisa que me serve e não tem direitos. Para que quem é cristão trata-se do respeito e da acolhida na irmandade. A Bíblia não registra resposta de Filemon. Mas fica registrado que Onésimo seja aceito “não já como escravo, mas como irmão caríssimo”.

2-Atualizando: Nas Américas, Europa e todo o mundo que se diz cristão, com tantas desigualdades sociais e econômicas, exploração de um povo sobre outro, é verdadeira a afirmação da fé em Jesus Cristo? Em quais atitudes nossas a Palavra de Deus nos questiona hoje? Que significado tem hoje o seguimento de Jesus? Que significado tem para cada um de nós a palavra renúncia dos bens?

3-A palavra de Deus na celebração: A celebração é momento privilegiado de renovarmos nossa adesão a Jesus Cristo, pela participação no mistério de sua páscoa na Palavra e na Eucaristia, renunciando a tudo o que nos impede de segui-lo. A paixão, morte e ressurreição foram o preço da radicalidade de sua opção pelo projeto do Pai.

4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, TC Ano C p.169-174.

 

 

> 2 - Atualizando:     Como ser cristão verdadeiro frente as estruturas sociais, econômicas e políticas do mundo...

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     O QUE É PRIORITÁRIO NO SEGUIMENTO DE JESUS? (Lc 14, 25-33)

> 4 - Dicas e Sugestões:   

 

M. do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez