O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

24 de março de 2019

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA - ANO C

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

 

3º Domingo da Quaresma – Ano C

 

1-Aprofundando os textos bíblicos:

Êxodo 3,1-8a.13-15; Salmo 103(102); 1Coríntios 10,1-6.10-12; Lucas 13,1-9: A Palavra de Deus, em Êxodo, revela-nos o início da libertação do povo hebreu no Egito. O fogo é uma teofania e traduz a experiência da presença de Deus. O lugar, que provavelmente era de culto das tribos nômades, é sagrado, não pode ser tocado com “pés calçados” por costumes trazidos do Egito. Moisés não pode se aproximar muito, pois é Deus quem se aproxima de seus escolhidos. Deus se identifica com o Deus dos patriarcas; Deus que “vê, ouve, conhece” a situação sofrida de seu povo no Egito. O clamor humano nasce da tomada de consciência da situação opressora e é desejo, fé, esperança de libertação. Esse clamor se liga à iniciativa de Deus de salvar seu povo em dois tempos: libertar da escravidão, tirar da terra opressora e levar para uma terra fértil, “onde corre leite e mal”.

Jesus, no evangelho mostra que ele e seus discípulos conheciam os acontecimentos desencadeados pelos opressores no momento atual: matança comandada por Pilatos e as mortes com a desmoronamento da torre. Jesus não aceita a interpretação simplista do que está ocorrendo. É preciso saber ler o que está por traz dos fatos. O trabalhador da vinha é a figura de Jesus que pede por seu povo, sempre comparado tanto à figueira como à vinha. Ele é o Redentor, que se empenha na libertação de seu povo, resgatando-o de suas misérias e escravidões.

O Salmo 103(102) é um hino de louvor a Deus e convida todas as criaturas a fazerem o mesmo. O convite final é amplo e cósmico. São quatro convites: convida os anjos, os astros, todas as coisas criadas e a própria pessoa que entoa o salmo. Deus se apresenta em sete ações: perdoa, cura, redime da cova, coroa a vida de amor e compaixão, sacia, faz justiça e defende os oprimidos. É mais uma vez o Aliado fiel do povo sofrido!

A segunda leitura nos recorda fatos importantes da história de nossos antepassados na fé. Traz um resumo das lições da história do povo de Israel, principalmente do Êxodo: a passagem pelo mar Vermelho, o maná, a água do rochedo. São exemplos para que não repitamos as mesmas falhas e erros, mas não nos julguemos melhores que nossos antepassados, “pois quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair.”

 

2- Atualizando: Quaresma é tempo de conversão, de volta ao projeto de Deus. Temos consciência de que somos a figueira pela qual Jesus pede tempo, que somos pecadores e temos que nos converter, “tirar as sandálias” dos pés? Qual é a idéia que temos de Deus e que conseqüências concretas isso tem em nossa vida?

3- A palavra de Deus na celebração: Humildes e agradecidos, reconhecemos os inúmeros benefícios que o amor paciente de Deus nos dá a cada dia. Acolhemos a chance que Ele, amorosamente, mais uma vez, nos dá de produzirmos frutos de paz, justiça e fraternidade, em comunhão com Cristo. Suplicamos o auxílio de Deus para permanecermos fiéis ao seu projeto de salvação e vida plena.

4- Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p. 138-142. Concluir as preces da comunidade com a oração da Campanha da Fraternidade.

M.do Carmo e M. de Lourdes Zavarez

 

 

> 2 - Atualizando:    

> 3 - A palavra de Deus na celebração:    

> 4 - Dicas e Sugestões:   

 

M. Carmo de Olieira e M. Lourdes Zavarez