O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

15 de outubro de 2017

Vigésimo oitavo Domingo do Tempo Comum - Ano A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

 

> 2 - Atualizando:     Hoje, Deus quer enxugar toda a lágrima dos nossos olhos e construir conosco uma comunhão definitiva. Quem são hoje os participantes da festa que Jesus inaugurou com sua vida? Cremos que o Senhor coloca entre seus convidados os pobres que assumem com totalidade a alegria desse convite? O Senhor reúne a nossa comunidade constituída de excluídos, pobres e pecadores e nos faz experimentar a alegria de sua amizade. A palavra de Deus vivida hoje: A celebração é a festa do encontro de Deus conosco, pobres e pecadores. O Pai chama a todos/as para a alegria de sua amizade e já nos permite saborear do banquete que Ele nos preparou para o final dos tempos. Na eucaristia, Jesus nos faz participantes de seu corpo e sangue. O Espírito Santo nos transforma e nos faz descobrir que o essencial é a convivência, a reunião fraterna, a relação de amor entre nós.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Aprofundando os textos bíblicos deste domingo: Isaías 25,6-10a; Salmo 22(23); Filipenses 4,12-20; Mateus 22,1-14: A 1ª. leitura fala do festim que o Senhor vai oferecer, dentro da tradição dos banquetes sagrados que acompanhavam os sacrifícios de comunhão, notadamente nos dias de festa. Este festim será oferecido a todos os povos sobre a montanha de Jerusalém, em que se encontra o Senhor. Este festim universal abre uma nova era. O AT e o judaísmo falavam de Deus como Rei. O Evangelho retoma em Mt 8,11; Mt 22, 1-10; Lc 14, 15-24; Apocalipse 19,9 esse tema do casamento messiânico. Casamento lembra a aliança entre Deus e seu povo. O texto fala de bodas, núpcias, no plural, porque a festa estendia-se por vários dias. Nesta parábola o acento não é posto no filho, mas na recusa do convite pelos primeiros convidados. Eles tinham sido convidado com antecedência e deviam aguardam a convocação, o sinal de a que festa estava para começar. O incêndio da cidade pode ser uma alusão à destruição de Jerusalém no ano 70 D.C.pelos romanos. A ida às encruzilhadas, ao lugar onde acaba a cidade e começam os caminhos da roça, os caminhos do interior, insistindo na universalidade do convite. A graça de Deus convida à alegria do Reino todas as pessoas, especialmente os excluídos, os pobres. É com eles e a partir deles que o Reino da justiça irá transformar a sociedade, e a festa haverá, e o povo a cantar, aleluia! O convite de Deus é gratuito, mas é exigente. É preciso ter a veste de festa!

> 4 - Dicas e Sugestões:    Encontram-se sugestões diversas no Dia do Senhor TC Ano A, p. 241-247.

 

Maria do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez