O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

24 de setembro de 2017

VIGÉSIMO QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM - ano A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

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VIGÉSIMO QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

“GRATUIDADE, EXIGÊNCIA DO AMOR”

1- Aprofundando os textos bíblicos: Isaías 55, 6-9; Salmo144(145); Filipenses 1,20c-24.27a; Mateus 20,1-16a:
A parábola do bom patrão mostra que Jesus estava muito engajado e por dentro da vida e do sofrimento do seu povo. Mostra também que Ele é um profeta: do cotidiano da vida, ele arranca a novidade de sua mensagem, indo além da realidade. Com essa parábola, Jesus nos revela quem é Deus: Pai bondoso que age além da justiça e compreensão humana. O importante é que todos tenham o necessário para viver bem e ser feliz. Para a justiça do Reino de Deus, não há lugar para discriminações. Seu dom é sem medida e todos podem receber e participar da comunhão com Ele, não por merecimento pessoal, mas, gratuitamente pela sua graça e bondade. Paulo está preso e correndo o perigo de morte. Sua reflexão é: “Uma só coisa importa: Viver à altura do Evangelho de Cristo!” A grande escolha é viver bem, ser uma força positiva no mundo, ter uma vida que faça sentido. O capítulo 55 de Isaías é o final do Dêutero Isaías, onde ele insiste na conversão dos obstinados, na confiança na ternura e perdão de Deus, pois sua sabedoria ultrapassa a nossa e sua Palavra não decepciona. É uma palavra de esperança para o povo que está no exílio. Deus tem uma lógica diferente da nossa, não pensa como nós. A lógica de Deus é a lógica do amor que sempre acha um jeito de nos dar mais que merecemos.
2- Atualizando: A nossa missão, nosso empenho, não é trabalho forçado, mas participação, não motivados pelo moralismo, pelo temor, mas pela graça pela gratidão e alegria por sermos convidados, ainda que tarde. O que importa não é o quanto fazemos, mas o como fazemos. Facilmente julgamos que as pessoas não se esforçam, não se engajam, não fazem o suficiente para participar do Reino. É necessário valorizar a boa vontade e desejo de participação dos que sempre ficaram à margem, excluídos na Igreja e na sociedade: as mulheres, os pobres, as crianças... 

3- A palavra de Deus na celebração: Na celebração, o Pai justo e bom “patrão” nos chama para renovar conosco a aliança, dom gratuito do seu amor, selado em Jesus, com sua morte e ressurreição. Ele não nos trata mesquinhamente conforme nossa eficiência, mas na proporção da imensa ternura de seu coração. Todos, indistintamente, somos convidados a ouvir sua Palavra e participar do banquete da vida, por ele preparado e oferecido generosamente.


4- Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor TC Ano A, p. 223-228.
 Uma acolhida pessoal e muito carinhosa a todos que se aproximam, particularmente aos considerados fracos, impotentes, marginalizados, manifesta desde o início da celebração, a bondade gratuita de Deus.
 Continuar dando especial destaque à mesa da Palavra. Preparar o ambiente com mais flores, lembrando o início da primavera.
 Nos ritos iniciais, após a saudação, fazer a recordação da vida trazendo os fatos que são manifestações da Páscoa do Senhor na vida. Ou mesmo, no início da liturgia da Palavra, antes de ouvir a Palavra que Deus fala pela Bíblia, a comunidade abre-se para ouvir a Palavra dele na vida. A equipe poderá criativamente, ajudar a comunidade recordar acontecimentos , pessoas em que se reconheça a passagem libertadora de Deus, hoje.
 Cuidar que todos os textos bíblicos, inclusive o canto do salmo, sejam bem preparados e proclamados como proposta de Aliança que Deus faz, “acontecimento de salvação” para a comunidade reunida.
 É necessário que a comunidade tenha condições de assumir um compromisso bem concreto, decorrente da Palavra proclamada e atualizada. Uns instantes de silêncio, após a homilia, uma breve partilha ou mesmo uma proposta feita por quem preside poderão ajudar. Assim, a Profissão de fé deixa de ser a repetição de uma fórmula decorada para ser expressão comunitária do compromisso que a assembléia faz, a partir da Palavra ouvida, entendida e aceita.
 A resposta às preces poderá ser cantada e acompanhada do gesto de súplica, com mãos erguidas. Ex: “Na palma da tua mão, acolhe nossa oração.”
 Nas celebrações da Palavra, após o rito da Palavra, cantar a louvação “Elogio  à Palavra” que o Hinário Litúrgico III, p. 74 oferece oportunamente para o mês de setembro.
 Para o canto de comunhão, o Hinário Litúrgico 3, p. 256-7, e p. 387 e 393, apresenta propostas relacionando a mesa da eucaristia com a mesa da palavra deste domingo.Em ambas é o mesmo Pão da vida que nos é oferecido.
 Onde for possível, saudar as pessoas presentes, no abraço da paz, entregando-lhes uma flor, sinal da vida nova que o amor faz gerar.

Maria do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez

 

 

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> 3 - A palavra de Deus na celebração:    

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