O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

23 de julho de 2017

DÉCIMO SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

DÉCIMO SEXTO Domingo do Tempo Comum – Ano A


1-Aprofundando os textos bíblicos: Mateus 13, 24-43;  Sabedoria 12, 13.16-19; Salmo 86(85); Romanos 8,26-27: 

As leituras de hoje nos falam do julgamento, da condenação, da paciência e misericórdia de Deus. No evangelho ouvimos a segunda parábola do Reino, sobre o joio e o trigo. Joio é o nome coletivo designando todas as plantas nocivas à agricultura. Nas primeiras etapas de crescimento é difícil distinguir o joio do trigo. São os frutos, no momento exato que mostram a verdadeira origem da planta. As ervas daninhas eram secadas e queimadas como combustível. Esta parábola só fala da terra boa e amplia o tempo até a colheita. É uma resposta às nossas impaciências históricas. Existe um tempo de tolerância, em que é preciso ter lucidez e paciência, esperando a decisão e a vitória de Deus. A colheita é um símbolo do julgamento escatológico, tanto na Primeira Aliança como no judaísmo.
São dois os que semeiam e dois os reinos: o do Pai e o do mundo. Esperamos um novo mundo possível, mas precisamos estar atentos porque há forças que se aproveitam dos momentos de descuido ou de descanso para semear o que é contra o Reino de Deus. Essas duas propostas podem estar entre quem se diz seguidor de Jesus Cristo.
A segunda leitura nos consola com a certeza de que o Espírito do Ressuscitado é dinamismo na ação e na oração, quando nem sabemos expressar nossos mais profundos desejos e necessidades. É o Espírito que acrescenta seu clamor “inefável” às nossas súplicas. O Espírito é o mediador, intérprete e intercessor. O texto da Sabedoria revela que o poder de Deus se mostra no perdão, na misericórdia e na paciência tanto com o joio, como com o trigo.

2 – Atualizando: O tempo da Igreja é o tempo da semeadura e do crescimento. Nem todos os que foram batizados assumiram o projeto do Reino de Deus, como Jesus propôs. Neste tempo coexistem fé e incredulidade, pecado e perdão, injustiça e misericórdia de Deus.
Estamos envolvidos pelo Espírito de Cristo ou pela auto-suficiência de nosso próprio espírito.

3-A palavra de Deus na celebração: Com nossas infidelidades e fraquezas estamos sempre testando a paciência de Deus. Mas, particularmente no momento celebrativo, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pelo “memorial” do amor de Cristo o Pai continua confiando que nosso joio não sufocará a boa semente, invencível, mesmo pequena como o grão de mostarda, que sua misericórdia lançou no mundo, aguardando a realização definitiva de seu Reino.

4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, TC Ano A, p.159-164.
1) É necessário que a equipe de canto sempre ensaie os cantos com a assembléia, pelo menos dez minutos antes da celebração. Esta é uma maneira de criar um clima orante e alegre para a celebração, além de capacitar a assembléia para uma participação ativa, como sujeito da celebração e não como mera assistente.
2) Em um momento apropriado, no início da celebração, a assembléia poderá lembrar iniciativas comunitárias, mesmo que frágeis e pequenas, que são sinais do Reino de Deus presente entre nós. A cada lembrança a comunidade responde com o refrão: “O Reino de Deus já chegou!”
3) Valorizar o ministério do salmista. O salmo é a resposta cantada que damos a Deus, logo após a primeira leitura. O salmo é também Palavra de Deus, e por isso, não deve ser substituído por um hino qualquer, sem ligação com as leituras. É importante cantá-lo de maneira expressiva e orante. O refrão é resposta cantada por toda a assembléia e as estrofes pelo/a salmista.
4) Fazer um breve silêncio após o canto do salmo e de cada leitura, para melhor interiorizá-los.
5) O Evangelho poderá ser contado ou cantado.
6) Seria oportuno realizar o ato penitencial após a homilia, como resposta à interpelação feita pela Palavra de Deus, nos dando tempo para crescer e ser recolhidos como trigo e não arrancados como joio.
7) A profissão de fé deve ser a expressão de nosso compromisso com a Palavra de Deus proclamada, atualizada e assumida.

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

> 2 - Atualizando:    

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Mateus 13, 24-43; Sabedoria 12, 13.16-19; Salmo 86(85); Romanos 8,26-27:

> 4 - Dicas e Sugestões: