O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

9 de julho de 2017

DÉCIMO QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Décimo quarto Domingo do TC – Ano A
CHAMADA DOS HUMILDES

(Segunda semana do Saltério)
1- Aprofundando os textos bíblicos:
Leituras: Zc 9,9-10; Salmo 144(145); Rm 8,9.11-13; Mateus 11, 25-30: 
A compaixão de Javé manifesta-se mediante reabilitação dos caídos e soerguimento dos abatidos, como afirma o Sl 144,14. Por isto, o convite de Deus extensivo aos aflitos e cansados (Mt 11,28), a todos aqueles que, nas presentes condições do mundo, não tiveram a oportunidade de encontrar um espaço digno na vida. A decisão concreta do Pai em sua revelação suscita expressões de intensa alegria e agradecimento em Jesus. Os destinatários desta decisão não são os orgulhosos mestres do saber, que ocupam lugar privilegiado na estrutura social existente em cidades como Betsaida, Corozaim e Cafarnaum, mencionadas no texto precedente, nem qualquer outro tipo de sábios e entendidos. Ao contrário, as obras de Jesus, reveladoras de Deus encontraram a abertura e a compreensão dos simples e pobres. Jesus manifesta o verdadeiro rosto de Deus. Os sábios e entendidos não conseguem captar o sentido dessa inesperada intervenção divina, porque usam sua ciência como instrumento de dominação. Os que se sentem auto-suficientes devido aos seus bens, cultura e poder, fecham-se para a revelação de Deus, porque mesmo sendo universal, para todos, exige uma compreensão e uma “simpatia” que só pode surgir de uma vida de abertura ao querer de Deus. Somente graças à presença do Espírito Santo é possível descobrir o rosto de Deus nessa dependência filial de Jesus. A jubilosa constatação dos efeitos produzidos pelo divino Espírito na vida do cristão - de que fala Rm 8,11 – torna possível uma existência realizada no âmbito da comunhão divina. A íntima união entre o Pai e o Filho, a presença de Deus na atuação de Jesus (“Deus Conosco”) só pode ser reconhecida graças à presença do Espírito na vida. É fruto de uma experiência filial, nascida na sintonia da própria vida com a vida de Jesus.
2-Atualizando: - “Eu te bendigo, Pai, porque revelaste estas coisas aos pequenos”. Poder-se-ia entender esta frase como afirmação de que Deus fez “revelações especiais” aos pobres e simples. Mas, a que “coisas” se referem Jesus? Jesus não se refere à revelação de “afirmações doutrinais”, de “verdades reveladas”, e sim a “coisas” do Reino. O Pai revelou as “coisas” do Reinado de Deus às pessoas simples, aos pobres... Provavelmente, não está falando de nenhum milagre, de nenhuma revelação positiva. Ele está referindo-se a algo facilmente comprovável, porque só o vêem com clareza, só entendem essas coisas) as pessoas simples, os que têm coração de pobre, os que não deixam o egoísmo obscurecer a transparência do olhar...
3-A palavra de Deus na celebração:
 “Porque revelaste estas coisas...”. A palavra de Jesus pode ser ocasião para revisar o conceito de “revelação”. Em muitos setores do povo cristão, revelação é entendida como algo quase mágico: uma revelação que vem de fora, do alto, extrínseca, uma espécie de milagre sobrenatural, cujo conteúdo vem como um pacote pronto e fechado, alheio a toda participação ou implicação da parte dos que a recebem. Esta idéia está há muito superada e deve ser abandonada.

4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor,TC Ano A p. 145-150

Oração: Nós Vos bendizemos, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes grandes coisas aos “sábios e prudentes”, e as revelaste aos pequenos, e vos pedimos, dai que também nós tenhamos um coração de pobre, verdadeiro amor aos pobres e o desprendimento necessário para não nos deixarmos prender por interesse egoístas, de forma que sempre saibamos captar o sentido destas “coisas” que revelais aos simples. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

> 2 - Atualizando:     - “Eu te bendigo, Pai, porque revelaste estas coisas aos pequenos”. Poder-se-ia entender esta frase como afirmação de que Deus fez “revelações especiais” aos pobres e simples. Mas, a que “coisas” se referem Jesus? Jesus não se refere à revelação de “afirmações doutrinais”, de “verdades reveladas”, e sim a “coisas” do Reino. O Pai revelou as “coisas” do Reinado de Deus às pessoas simples, aos pobres... Provavelmente, não está falando de nenhum milagre, de nenhuma revelação positiva. Ele está referindo-se a algo facilmente comprovável, porque só o vêem com clareza, só entendem essas coisas) as pessoas simples, os que têm coração de pobre, os que não deixam o egoísmo obscurecer a transparência do olhar... “Porque revelaste estas coisas...”. A palavra de Jesus pode ser ocasião para revisar o conceito de “revelação”. Em muitos setores do povo cristão, revelação é entendida como algo quase mágico: uma revelação que vem de fora, do alto, extrínseca, uma espécie de milagre sobrenatural, cujo conteúdo vem como um pacote pronto e fechado, alheio a toda participação ou implicação da parte dos que a recebem. Esta idéia está há muito superada e deve ser abandonada.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Leituras: Zc 9,9-10; Salmo 144(145); Rm 8,9.11-13; Mateus 11, 25-30: A compaixão de Javé manifesta-se mediante reabilitação dos caídos e soerguimento dos abatidos, como afirma o Sl 144,14. Por isto, o convite de Deus extensivo aos aflitos e cansados (Mt 11,28), a todos aqueles que, nas presentes condições do mundo, não tiveram a oportunidade de encontrar um espaço digno na vida. A decisão concreta do Pai em sua revelação suscita expressões de intensa alegria e agradecimento em Jesus. Os destinatários desta decisão não são os orgulhosos mestres do saber, que ocupam lugar privilegiado na estrutura social existente em cidades como Betsaida, Corozaim e Cafarnaum, mencionadas no texto precedente, nem qualquer outro tipo de sábios e entendidos. Ao contrário, as obras de Jesus, reveladoras de Deus encontraram a abertura e a compreensão dos simples e pobres. Jesus manifesta o verdadeiro rosto de Deus. Os sábios e entendidos não conseguem captar o sentido dessa inesperada intervenção divina, porque usam sua ciência como instrumento de dominação. Os que se sentem auto-suficientes devido aos seus bens, cultura e poder, fecham-se para a revelação de Deus, porque mesmo sendo universal, para todos, exige uma compreensão e uma “simpatia” que só pode surgir de uma vida de abertura ao querer de Deus. Somente graças à presença do Espírito Santo é possível descobrir o rosto de Deus nessa dependência filial de Jesus. A jubilosa constatação dos efeitos produzidos pelo divino Espírito na vida do cristão - de que fala Rm 8,11 – torna possível uma existência realizada no âmbito da comunhão divina. A íntima união entre o Pai e o Filho, a presença de Deus na atuação de Jesus (“Deus Conosco”) só pode ser reconhecida graças à presença do Espírito na vida. É fruto de uma experiência filial, nascida na sintonia da própria vida com a vida de Jesus.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, TC Ano A p. 145-150

 

M. Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez