O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

28 de maio de 2017

Solenidade, Ascensão do Senhor – Ano A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

~~Solenidade, Ascensão do Senhor – Ano A

1-Aprofundando os textos bíblicos: Atos 1,1-11; Salmo 47(46); Efésios 1,17-23; Mateus 28,16-20:
O Evangelho condensa toda cristologia e eclesiologia de Mateus. Compreende o último encontro de Jesus com seus discípulos e suas palavras finais à comunidade. A montanha e a Galiléia são lugares de revelação. Distante do centro do poder religioso, Jesus se encontra com toda a comunidade, testemunha de sua ressurreição. Nos vv. 18b-20 são resumidos temas importantes do Evangelho: 1· A autoridade suprema foi dada a Jesus pelo Pai; e com essa autoridade Ele envia toda a comunidade para a missão universal, não mais limitada aos judeus. Não vão ter discípulos próprios, mas fazer discípulos de Jesus. 2· O seguimento de Jesus é partilhado com todas as nações, incentivo à comunidade de Mateus, constituída de judeus; como rito de consagração indica o batismo em nome da Trindade. 3· Jesus ressuscitado é o Deus-conosco para sempre, até o fim do mundo.
Nos evangelhos, a ressurreição é o fim da vida de Jesus e a duração é de apenas um dia. Nos Atos dos Apóstolos, a ressurreição é o começo da missão, com duração de 40 dias, quando Jesus fala do Reino de Deus. O número 40 é simbólico e designa preparação, reeducação, discernimento, e também crise e tentação.
 Na Ascensão Jesus não se retira; é exaltado, glorificado. A parusia não é o retorno de um ausente, mas a manifestação gloriosa de Jesus sempre presente na comunidade. A ascensão não significa o fim da história desejada pelos discípulos. É começo da missão em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até os confins da terra.
2- Atualizando: A montanha representa o programa da comunidade que é o mesmo de Jesus. É necessário mexer-se, descer da montanha, baixar os olhos para as realidades deste mundo, indo ao encontro de Jesus na “Galiléia”, anunciando suas palavras e ações em favor dos excluídos, exercendo a mesma autoridade dele, que quer salvar a todos. O Ressuscitado é o Emanuel que está no meio de nossas comunidades; sua glória é estar conosco e nós o glorificamos quando o reconhecemos e o aceitamos como Senhor único e absoluto, única Cabeça da Igreja, razão de nossa esperança.
3- A palavra de Deus na celebração:  Com Jesus, somos elevados, introduzidos na intimidade do Pai e confirmados na missão como suas testemunhas. Comendo sua carne e bebendo seu sangue, comungamos seu corpo glorioso e já estamos em ascensão, antecipando na esperança a vida plena e definitiva.
         4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p. 338-347.
1. Preparar o círio pascal, junto à pia batismal, enfeitando-os com flores e fitas brancas ou amarelas, ou conforme o gosto da comunidade.
2. Hoje, iniciamos a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”: A mesa da Palavra poderá ser enfeitada com uma colcha de retalhos ou fitas coloridas. Em cada retalho ou fita, colocar a letra inicial das Igrejas Cristãs presentes na localidade.
3. Uma mãe poderá acender e incensar o círio pascal, enquanto a assembleia entoa um refrão apropriado, conforme os domingos anteriores. A comunidade poderá ser também incensada.
4. Valorizar a participação das mães nos vários momentos. Valorizar também todas as respostas da assembleia, quando diz: “Ele está no meio de nós!” Todos respondem, dando-se as mãos e elevando-as.
5. A 1a. leitura poderá ser contada ou dialogada com muita expressão.
6. Cantar o salmo, se possível, acompanhado de expressão corporal.
7. Fazer com especial unção a proclamação do Evangelho.
8. A profissão de fé poderá ser feita com a versão ecumênica cantada do “Credo Apostólico”, aprovada pelo CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs).
9. O prefácio poderá ser cantado e nas celebrações da Palavra, fazer a Ação de Graças com a seguinte louvação, indicada no Hinário Litúrgico, 2, CNBB, p. 103.  
Todos: É bom cantar um bendito, / Um canto novo, um louvor !
• Ao Deus Pai que nesta hora  /  As chaves da glória ao Filho entregou.
• Jesus subiu para o Céu, /  Ao lado de Deus, na glória sentou.
• Os anjos se admirando  /  Aplaudem, exclamando: “O homem chegou”.
• Mostrando ao Pai suas chagas: / O preço da graça por nós pagou.
• E os céus se juntam com a gente  /  E o povo contente canta com amor !
   Santo, Santo, Santo...
10. O Pai-Nosso é a oração de todos os cristãos. Rezá-la ou cantá-la, de mãos dadas, em comunhão com todas as Igrejas Cristãs.
11. Incentivar a comunidade a fazer a “Semana de Oração pela Unidade dos cristãos”  - aproveitando o subsídio preparado pela equipe do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC), com celebrações ecumênicas. Será importante alargar o nosso horizonte ecumênico, fazendo comunhão também com outras religiões e com todo o universo que clama pela paz mundial. Já existe uma prática em algumas comunidades de orar em comunhão com uma religião a cada dia da novena.
12. Muitas comunidades celebram a festa de Pentecostes começando com uma bonita vigília que retoma a vigília da Páscoa e dá à pentecostes a densidade de plenitude da festa pascal. Em anexo, nas últimas páginas deste livrinho está uma sugestão de roteiro, conforme nos apresenta o Ofício Divino das Comunidades, p. 588.
13. Cuidar para que a linguagem dirigida a Deus, nas várias orações, saudação e bênção final, considere a dimensão feminina e materna do ser de Deus, revelada pela Bíblia e pelas atitudes de Jesus.
14. Dar destaque especial ao Envio em Missão, no final, com a bênção solene, conforme Missal Romano, p. 523.
Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     A montanha representa o programa da comunidade que é o mesmo de Jesus. É necessário mexer-se, descer da montanha, baixar os olhos para as realidades deste mundo, indo ao encontro de Jesus na “Galiléia”, anunciando suas palavras e ações em favor dos excluídos, exercendo a mesma autoridade dele, que quer salvar a todos. O Ressuscitado é o Emanuel que está no meio de nossas comunidades; sua glória é estar conosco e nós o glorificamos quando o reconhecemos e o aceitamos como Senhor único e absoluto, única Cabeça da Igreja, razão de nossa esperança. Com Jesus, somos elevados, introduzidos na intimidade do Pai e confirmados na missão como suas testemunhas. Comendo sua carne e bebendo seu sangue, comungamos seu corpo glorioso e já estamos em ascensão, antecipando na esperança a vida plena e definitiva.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Atos 1,1-11; Salmo 47(46); Efésios 1,17-23; Mateus 28,16-20: O Evangelho condensa toda cristologia e eclesiologia de Mateus. Compreende o último encontro de Jesus com seus discípulos e suas palavras finais à comunidade. A montanha e a Galiléia são lugares de revelação. Distante do centro do poder religioso, Jesus se encontra com toda a comunidade, testemunha de sua ressurreição. Nos vv. 18b-20 são resumidos temas importantes do Evangelho: 1· A autoridade suprema foi dada a Jesus pelo Pai; e com essa autoridade Ele envia toda a comunidade para a missão universal, não mais limitada aos judeus. Não vão ter discípulos próprios, mas fazer discípulos de Jesus. 2· O seguimento de Jesus é partilhado com todas as nações, incentivo à comunidade de Mateus, constituída de judeus; como rito de consagração indica o batismo em nome da Trindade. 3· Jesus ressuscitado é o Deus-conosco para sempre, até o fim do mundo. Nos evangelhos, a ressurreição é o fim da vida de Jesus e a duração é de apenas um dia. Nos Atos dos Apóstolos, a ressurreição é o começo da missão, com duração de 40 dias, quando Jesus fala do Reino de Deus. O número 40 é simbólico e designa preparação, reeducação, discernimento, e também crise e tentação. Na Ascensão Jesus não se retira; é exaltado, glorificado. A parusia não é o retorno de um ausente, mas a manifestação gloriosa de Jesus sempre presente na comunidade. A ascensão não significa o fim da história desejada pelos discípulos. É começo da missão em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até os confins da terra.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p. 338-347. 1. Preparar o círio pascal, junto à pia batismal, enfeitando-os com flores e fitas brancas ou amarelas, ou conforme o gosto da comunidade. 2. Hoje, iniciamos a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”: A mesa da Palavra poderá ser enfeitada com uma colcha de retalhos ou fitas coloridas. Em cada retalho ou fita, colocar a letra inicial das Igrejas Cristãs presentes na localidade. 3. Uma mãe poderá acender e incensar o círio pascal, enquanto a assembleia entoa um refrão apropriado, conforme os domingos anteriores. A comunidade poderá ser também incensada. 4. Valorizar a participação das mães nos vários momentos. Valorizar também todas as respostas da assembleia, quando diz: “Ele está no meio de nós!” Todos respondem, dando-se as mãos e elevando-as. 5. A 1a. leitura poderá ser contada ou dialogada com muita expressão. 6. Cantar o salmo, se possível, acompanhado de expressão corporal. 7. Fazer com especial unção a proclamação do Evangelho. 8. A profissão de fé poderá ser feita com a versão ecumênica cantada do “Credo Apostólico”, aprovada pelo CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). 9. O prefácio poderá ser cantado e nas celebrações da Palavra, fazer a Ação de Graças com a seguinte louvação, indicada no Hinário Litúrgico, 2, CNBB, p. 103. Todos: É bom cantar um bendito, / Um canto novo, um louvor ! • Ao Deus Pai que nesta hora / As chaves da glória ao Filho entregou. • Jesus subiu para o Céu, / Ao lado de Deus, na glória sentou. • Os anjos se admirando / Aplaudem, exclamando: “O homem chegou”. • Mostrando ao Pai suas chagas: / O preço da graça por nós pagou. • E os céus se juntam com a gente / E o povo contente canta com amor ! Santo, Santo, Santo... 10. O Pai-Nosso é a oração de todos os cristãos. Rezá-la ou cantá-la, de mãos dadas, em comunhão com todas as Igrejas Cristãs. 11. Incentivar a comunidade a fazer a “Semana de Oração pela Unidade dos cristãos” - aproveitando o subsídio preparado pela equipe do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC), com celebrações ecumênicas. Será importante alargar o nosso horizonte ecumênico, fazendo comunhão também com outras religiões e com todo o universo que clama pela paz mundial. Já existe uma prática em algumas comunidades de orar em comunhão com uma religião a cada dia da novena. 12. Muitas comunidades celebram a festa de Pentecostes começando com uma bonita vigília que retoma a vigília da Páscoa e dá à pentecostes a densidade de plenitude da festa pascal. Em anexo, nas últimas páginas deste livrinho está uma sugestão de roteiro, conforme nos apresenta o Ofício Divino das Comunidades, p. 588. 13. Cuidar para que a linguagem dirigida a Deus, nas várias orações, saudação e bênção final, considere a dimensão feminina e materna do ser de Deus, revelada pela Bíblia e pelas atitudes de Jesus. 14. Dar destaque especial ao Envio em Missão, no final, com a bênção solene, conforme Missal Romano, p. 523.

 

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira