O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

7 de maio de 2017

Quarto Domingo da Páscoa - Ano A -

Imprimir Voltar

1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Ano A - Quarto Domingo da Páscoa

1-Aprofundando os textos bíblicos:
João 10,1-10; Atos 2,14a.36-41; Salmo 23(22); 1 Pedro 2,20b-25:
O capítulo 10 de João tem como pano de fundo a festa da Dedicação do Templo. Um dos textos lidos nessa festa era Ezequiel 34 que denuncia os líderes (pastores) de Israel. Eles tinham se tornado lobos do rebanho. Jesus se apresenta como a Porta das ovelhas, interessado por cada uma, não como os ladrões e assaltantes que sobem as paredes do redil para matar e roubar. É pastor quem entra pela porta, conduz as ovelhas a pastar e elas conhecem sua voz. O texto termina com a proclamação do objetivo da vida de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.”

Os Atos continuam o sermão de Pedro, no dia de Pentecostes, declarando que Jesus é o Cristo, o Messias anunciado pela Escritura. Na carta, Pedro fala de como enfrentar com firmeza, paciência e tolerância as tribulações advindas por causa da fé. O modelo é Jesus, apresentado como servo sofredor cujas feridas nos curaram. Ele, pastor e guarda de nossas vidas nos reuniu de novo, como povo santo, raça eleita, pois andávamos como ovelhas desgarradas.

2-Atualizando: Somos lideranças que vamos ao encontro das pessoas, ou ficamos de braços cruzados esperando que elas venham? Estamos saindo para fora, para as pastagens do mundo, passando por Jesus e seu projeto, ou vamos levando a ideologia imperialista que domina hoje? Sabemos discernir entre pastores e assaltantes? Também nós cedemos à tentação de nos servir do povo para subir na vida? A tarefa da comunidade, das lideranças, agentes de pastoral, e de quem tem qualquer responsabilidade no rebanho de Jesus Cristo é lutar pela VIDA, em qualquer lugar onde ela esteja ameaçada.

3-A palavra de Deus na celebração:
Hoje o Ressuscitado, Pastor e Porta nos reúne, ovelhas de seu rebanho. Revela-nos seu plano de amor, no desejo de que escutemos sua voz. Na profissão de fé, renovamos nosso compromisso de seguir seus passos que vão à nossa frente, conduzindo-nos para as fontes de água viva, onde nos faz repousar e ganhar forças. Suplicamos para que Ele nos faça viver na justiça e, como pastores solícitos no amor, estejamos a serviço da vida, principalmente onde ela estiver mais ameaçada. Assim rebanho e pastores possamos atingir, apesar da fraqueza, a fortaleza do Pastor. Agradeçamos ao Pai, que sempre nos oferece mesa farta com o pão da Palavra e da eucaristia, fazendo nossa taça transbordar de vida e esperança.

4-Dicas e sugestões: Vejam o Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p 272-277.
1.  Preparar o local com o círio pascal e a pia batismal em destaque, além da mesa da Palavra e da eucaristia, usando a cor branca ou amarela, conforme a preferência da comunidade. Um ícone (estampa) com o rosto do Senhor poderá ajudar a comunidade a contemplar melhor sua presença no seu meio.
2.  Acender solenemente o círio pascal, cantando um refrão apropriado. Em seguida, incensá-lo e incensar as pessoas presentes, como sinal da presença do Ressuscitado, hoje. O ícone poderia ser incensado junto com o Círio, no início da celebração.
3.  Na liturgia da Palavra, fazer uma acolhida especial da Bíblia, com um refrão adequado. Dar um destaque especial à aclamação do Evangelho: apresentar o livro para a assembléia, abri-lo à vista de todos, beijá-lo no final e apresentá-lo novamente. Cantar o evangelho.
4.  A primeira leitura poderá ser dialogada, (narrador e Pedro). Seria bom que a parte de Pedro fosse decorada.
5.  Após a homilia, quem preside se dirige à pia batismal e convida a comunidade a ficar de pé e fazer a renovação do batismo, em que cada pessoa é chamada e reconhecida pelo NOME, pelo Bom Pastor.  Quem preside faz uma oração de bênção sobre a água e, em seguida, asperge a assembléia que canta um canto apropriado, como já foi indicado nas sugestões gerais.
6.  Na  Oração Eucarística, cantar o prefácio, as aclamações, o Santo e o Amém final.

7.  Nas celebrações da Palavra, fazer um momento de louvação após as preces, com a seguinte introdução, conforme nos sugere o Hinário Litúrgico, 2, CNBB, p. 101:  
D.  Irmãos e irmãs, demos graças ao Pai, por Jesus Cristo, nosso Bom Pastor, que nos conhece e nos dá vida plena por sua ressurreição. 
Todos: É bom cantar um bendito !  Um canto novo, um louvor ! (bis)
. Ao nosso Pai verdadeiro  /  Que o filho seu nos mandou.  Da morte é triunfante / Da vida Ele é  Senhor. (bis)
. Cordeiro sacrificado  /  Senhor da Paz, nosso irmão  /  Dos tristes consolador  /  Dos pobres libertação. (bis)
. Pastor se faz das ovelhas / Por seu amor doação / As mãos se dão céu e terra, / É uma só louvação! (bis)
   Santo, Santo, Santo ...

8.  Onde for possível, partilhar o pão, ou outros alimentos, como lembrança do gesto de entrega da vida feita por Jesus.
9.  Fazer o abraço da paz como expressão de comunhão fraterna, desejando a cada pessoa força e alegria para testemunhar o amor, mesmo na perseguição e no sofrimento.
10.  Bênção final própria para o tempo pascal, conforme Missal Romano, p. 523

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     João 10,1-10; Atos 2,14a.36-41; Salmo 23(22); 1 Pedro 2,20b-25: Somos lideranças que vamos ao encontro das pessoas, ou ficamos de braços cruzados esperando que elas venham? Estamos saindo para fora, para as pastagens do mundo, como multiplicadores da Palavra de Jesus e seu projeto, ou vamos levando a ideologia imperialista que domina hoje? Sabemos discernir entre pastores e assaltantes? Também nós cedemos à tentação de nos servir do povo para subir na vida? A tarefa da comunidade, das lideranças, agentes de pastoral, e de quem tem qualquer responsabilidade no rebanho de Jesus Cristo é lutar pela VIDA, em qualquer lugar onde ela esteja ameaçada. Hoje o Ressuscitado, Pastor e Porta nos reúne, ovelhas de seu rebanho. Revela-nos seu plano de amor, no desejo de que escutemos sua voz. Na profissão de fé, renovamos nosso compromisso de seguir seus passos que vão à nossa frente, conduzindo-nos para as fontes de água viva, onde nos faz repousar e ganhar forças. Suplicamos para que Ele nos faça viver na justiça e, como pastores solícitos no amor, estejamos a serviço da vida, principalmente onde ela estiver mais ameaçada. Assim rebanho e pastores possamos atingir, apesar da fraqueza, a fortaleza do Pastor. Agradeçamos ao Pai, que sempre nos oferece mesa farta com o pão da Palavra e da eucaristia, fazendo nossa taça transbordar de vida e esperança.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     João 10,1-10; Atos 2,14a.36-41; Salmo 23(22); 1 Pedro 2,20b-25: O capítulo 10 de João tem como pano de fundo a festa da Dedicação do Templo. Um dos textos lidos nessa festa era Ezequiel 34 que denuncia os líderes (pastores) de Israel. Eles tinham se tornado lobos do rebanho. Jesus se apresenta como a Porta das ovelhas, interessado por cada uma, não como os ladrões e assaltantes que sobem as paredes do redil para matar e roubar. É pastor quem entra pela porta, conduz as ovelhas a pastar e elas conhecem sua voz. O texto termina com a proclamação do objetivo da vida de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.” Os Atos continuam o sermão de Pedro, no dia de Pentecostes, declarando que Jesus é o Cristo, o Messias anunciado pela Escritura. Na carta, Pedro fala de como enfrentar com firmeza, paciência e tolerância as tribulações advindas por causa da fé. O modelo é Jesus, apresentado como servo sofredor cujas feridas nos curaram. Ele, pastor e guarda de nossas vidas nos reuniu de novo, como povo santo, raça eleita, pois andávamos como ovelhas desgarradas.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam o Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p 272-277. 1. Preparar o local com o círio pascal e a pia batismal em destaque, além da mesa da Palavra e da eucaristia, usando a cor branca ou amarela, conforme a preferência da comunidade. Um ícone (estampa) com o rosto do Senhor poderá ajudar a comunidade a contemplar melhor sua presença no seu meio. 2. Acender solenemente o círio pascal, cantando um refrão apropriado. Em seguida, incensá-lo e incensar as pessoas presentes, como sinal da presença do Ressuscitado, hoje. O ícone poderia ser incensado junto com o Círio, no início da celebração. 3. Na liturgia da Palavra, fazer uma acolhida especial da Bíblia, com um refrão adequado. Dar um destaque especial à aclamação do Evangelho: apresentar o livro para a assembléia, abri-lo à vista de todos, beijá-lo no final e apresentá-lo novamente. Cantar o evangelho. 4. A primeira leitura poderá ser dialogada, (narrador e Pedro). Seria bom que a parte de Pedro fosse decorada. 5. Após a homilia, quem preside se dirige à pia batismal e convida a comunidade a ficar de pé e fazer a renovação do batismo, em que cada pessoa é chamada e reconhecida pelo NOME, pelo Bom Pastor. Quem preside faz uma oração de bênção sobre a água e, em seguida, asperge a assembléia que canta um canto apropriado, como já foi indicado nas sugestões gerais. 6. Na Oração Eucarística, cantar o prefácio, as aclamações, o Santo e o Amém final. 7. Nas celebrações da Palavra, fazer um momento de louvação após as preces, com a seguinte introdução, conforme nos sugere o Hinário Litúrgico, 2, CNBB, p. 101: D. Irmãos e irmãs, demos graças ao Pai, por Jesus Cristo, nosso Bom Pastor, que nos conhece e nos dá vida plena por sua ressurreição. Todos: É bom cantar um bendito ! Um canto novo, um louvor ! (bis) . Ao nosso Pai verdadeiro / Que o filho seu nos mandou. Da morte é triunfante / Da vida Ele é Senhor. (bis) . Cordeiro sacrificado / Senhor da Paz, nosso irmão / Dos tristes consolador / Dos pobres libertação. (bis) . Pastor se faz das ovelhas / Por seu amor doação / As mãos se dão céu e terra, / É uma só louvação! (bis) Santo, Santo, Santo ... 8. Onde for possível, partilhar o pão, ou outros alimentos, como lembrança do gesto de entrega da vida feita por Jesus. 9. Fazer o abraço da paz como expressão de comunhão fraterna, desejando a cada pessoa força e alegria para testemunhar o amor, mesmo na perseguição e no sofrimento. 10. Bênção final própria para o tempo pascal, conforme Missal Romano, p. 523

 

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira