O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

30 de abril de 2017

Terceiro Domingo da Páscoa

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Terceiro Domingo da Páscoa – 30/04/2017

1- Aprofundando os textos bíblicos:
Lucas 24,13-35 – Atos 2,14. 22-33 – Salmo 16(15) – 1 Pedro 1, 17-21:  Os textos estão centrados no anúncio de que Jesus, aquele nazareno assassinado pelo poder romano e judaico, ressuscitou, está vivo. O texto do evangelho é a narração da experiência do ressuscitado feita pelos discípulos que voltam para Emaús. Lendo Jo 19, 25 vemos que Maria de Cléofas estava aos pés da cruz na hora extrema de Jesus. É possível supor que era Cléofas e sua esposa Maria, que retornavam para seus afazeres comuns, depois da decepção da morte de Jesus. Lucas nos mostra onde o Ressuscitado se manifesta: 1º ele se encontra nos caminhos da humanidade, atento às dores, buscas e sonhos das pessoas; 2º encontra-se na Palavra, na Bíblia; 3º, no gesto da partilha, na Eucaristia, com seu profundo sentido econômico e político, exigindo relações de igualdade e de irmandade em vez de poder; em 4º lugar Jesus está no centro da comunidade cristã. Na 1a. leitura, Pedro de pé, com voz altaneira, fala à multidão, sem medo de dizer quem havia matado Jesus. Mas a cruz não tinha prevalecido, pois Deus O ressuscitara. Pedro cita muitos textos do AT, inclusive o Salmo 15 (16) que anuncia a ressurreição. E na carta, Pedro afirma que os cristãos são migrantes neste mundo, resgatados não com ouro ou prata, mas pelo sangue de Cristo, cordeiro sem mancha, nem defeito, ressuscitado por Deus.
2- Atualizando:
Muitos gostariam que Jesus estivesse só com Deus, nos altos céus; outros, apenas no fundo do nosso coração, ou no templo, preso às estruturas e esquemas clericais, sob controle das instituições. Mas Jesus Ressuscitado está nos caminhos dos desalentados, desesperançados de todas as épocas e de todos os lugares. E, nós, onde encontramos o Ressuscitado?
3- A palavra de Deus na celebração:
Vivemos em cada celebração litúrgica, a experiência dos discípulos de Emaús. Caminhamos, lamentando fracassos, desilusões, mortes. Mas, perceptível aos olhos da fé, o Ressuscitado se faz presente, no encontro de irmãos reunidos no seu amor. Ele abre nossos olhos e faz arder nossos corações com as Escrituras, projetando sobre nossa realidade a luz que é Ele mesmo e nos desvendando o plano do Pai acontecendo. Na ação eucarística Ele senta-se à mesa, parte e reparte em ação de graças o pão, ceia conosco e nos ressuscita com Ele. Devolve-nos a alegria e a coragem para voltarmos à “Jerusalém”, nosso dia-a-dia, lugar do confronto com o poder da morte, lugar da comunhão fraterna e do testemunho.
4- Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p.267-271.
1. Destacar, no espaço celebrativo, o círio pascal, a pia batismal, além das mesas da Palavra e da Eucaristia. Usar a cor branca ou amarela para as vestes e outros ornamentos.
2.  Acender solenemente o círio pascal, que poderá ser trazido na procissão de entrada, ou já estar enfeitado, em lugar bem visível, junto à pia batismal.
3. A pessoa que acende o Círio diz: “Bendito sejas, Deus da Vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por esta luz radiante.” Incensar o Círio enquanto todos cantam um refrão apropriado ou conforme sugestão feita no 2o. domingo.
4. É bom, que neste tempo, a saudação inicial mantenha uma tônica pascal festiva, e o quanto possível, seja acompanhada de um gesto de acolhida e de paz.
5. A aspersão com água batismal acompanhada de um canto apropriado, substitui o ato penitencial e ajuda a comunidade a retomar o batismo, como mergulho na páscoa do Senhor.
6. Solenizar a liturgia da palavra: entrada festiva da Bíblia e proclamação bem viva das leituras principalmente do evangelho.
7. Valorizar, no momento eucarístico, o símbolo do pão: “Eles o reconheceram no partir do pão.”(Lc 24,30). Ao invés de hóstias, usar o pão ázimo como nos propõe o Missal Romano. Nas comunidades onde não for celebrada a eucaristia, fazer um momento de louvação, com a bênção e a partilha do pão entre todas as pessoas presentes.
8. Cantar as aclamações e o amém final da oração eucarística, além do prefácio e do Santo.
M. Carmo de Oliveira e M. de Lourdes Zavarez

 

 

> 2 - Atualizando:     Muitos gostariam que Jesus estivesse só com Deus, nos altos céus; outros, apenas no fundo do nosso coração, ou no templo, preso às estruturas e esquemas clericais, sob controle das instituições. Mas Jesus Ressuscitado está nos caminhos dos desalentados, desesperançados de todas as épocas e de todos os lugares. E, nós, onde encontramos o Ressuscitado? Vivemos em cada celebração litúrgica, a experiência dos discípulos de Emaús. Caminhamos, lamentando fracassos, desilusões, mortes. Mas, perceptível aos olhos da fé, o Ressuscitado se faz presente, no encontro de irmãos reunidos no seu amor. Ele abre nossos olhos e faz arder nossos corações com as Escrituras, projetando sobre nossa realidade a luz que é Ele mesmo e nos desvendando o plano do Pai acontecendo. Na ação eucarística Ele senta-se à mesa, parte e reparte em ação de graças o pão, ceia conosco e nos ressuscita com Ele. Devolve-nos a alegria e a coragem para voltarmos à “Jerusalém”, nosso dia-a-dia, lugar do confronto com o poder da morte, lugar da comunhão fraterna e do testemunho.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Lucas 24,13-35 – Atos 2,14. 22-33 – Salmo 16(15) – 1 Pedro 1, 17-21: Os textos estão centrados no anúncio de que Jesus, aquele nazareno assassinado pelo poder romano e judaico, ressuscitou, está vivo. O texto do evangelho é a narração da experiência do ressuscitado feita pelos discípulos que voltam para Emaús. Lendo Jo 19, 25 vemos que Maria de Cléofas estava aos pés da cruz na hora extrema de Jesus. É possível supor que era Cléofas e sua esposa Maria, que retornavam para seus afazeres comuns, depois da decepção da morte de Jesus. Lucas nos mostra onde o Ressuscitado se manifesta: 1º ele se encontra nos caminhos da humanidade, atento às dores, buscas e sonhos das pessoas; 2º encontra-se na Palavra, na Bíblia; 3º, no gesto da partilha, na Eucaristia, com seu profundo sentido econômico e político, exigindo relações de igualdade e de irmandade em vez de poder; em 4º lugar Jesus está no centro da comunidade cristã. Na 1a. leitura, Pedro de pé, com voz altaneira, fala à multidão, sem medo de dizer quem havia matado Jesus. Mas a cruz não tinha prevalecido, pois Deus O ressuscitara. Pedro cita muitos textos do AT, inclusive o Salmo 15 (16) que anuncia a ressurreição. E na carta, Pedro afirma que os cristãos são migrantes neste mundo, resgatados não com ouro ou prata, mas pelo sangue de Cristo, cordeiro sem mancha, nem defeito, ressuscitado por Deus.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p.267-271. 1. Destacar, no espaço celebrativo, o círio pascal, a pia batismal, além das mesas da Palavra e da Eucaristia. Usar a cor branca ou amarela para as vestes e outros ornamentos. 2. Acender solenemente o círio pascal, que poderá ser trazido na procissão de entrada, ou já estar enfeitado, em lugar bem visível, junto à pia batismal. 3. A pessoa que acende o Círio diz: “Bendito sejas, Deus da Vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por esta luz radiante.” Incensar o Círio enquanto todos cantam um refrão apropriado ou conforme sugestão feita no 2o. domingo. 4. É bom, que neste tempo, a saudação inicial mantenha uma tônica pascal festiva, e o quanto possível, seja acompanhada de um gesto de acolhida e de paz. 5. A aspersão com água batismal acompanhada de um canto apropriado, substitui o ato penitencial e ajuda a comunidade a retomar o batismo, como mergulho na páscoa do Senhor. 6. Solenizar a liturgia da palavra: entrada festiva da Bíblia e proclamação bem viva das leituras principalmente do evangelho. 7. Valorizar, no momento eucarístico, o símbolo do pão: “Eles o reconheceram no partir do pão.”(Lc 24,30). Ao invés de hóstias, usar o pão ázimo como nos propõe o Missal Romano. Nas comunidades onde não for celebrada a eucaristia, fazer um momento de louvação, com a bênção e a partilha do pão entre todas as pessoas presentes. 8. Cantar as aclamações e o amém final da oração eucarística, além do prefácio e do Santo.

 

M. Carmo de Oliveira e M. de Lourdes Zavarez