O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

23 de abril de 2017

SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA

1-Aprofundando os textos bíblicos: João 20,19-31 – Atos 2,42-47 - Salmo 118(117)- 1 Pedro 1,3-9:

O evangelho tem como núcleo a declaração de fé de Tomé, o incrédulo que pede provas, que crê apenas em milagres, não acredita na palavra de irmãs e irmãos companheiros. É advertência a todos que devem manter a fé no ressuscitado por meio da palavra anunciada pelas Sagradas Escrituras e testemunho dos que “viram”, e conviveram com Jesus. A 1a. leitura, sumário da vida da comunidade de Jerusalém, é proposta concreta de como devem viver pessoas que acreditam no Ressuscitado. O texto realça uma palavra, quase em desuso entre nós: “perseverança” enlaçando as quatro colunas que sustentam a vida da nova comunidade: a) perseverança no acolhimento da Palavra de Deus que guardam e fazem ecoar (catequese) para as outras gerações; b) perseverança na comunhão fraterna: caridade, solidariedade, ajuda mútua, partilha de bens, serviço à vida; c) perseverança na fração do pão nas casas – eucaristia, como memória de Jesus; d) perseverança nas orações diárias.
A 2ª leitura é uma espécie de homilia batismal. Pelo batismo somos adotados como filhos de Deus. Isto é fundamento de uma grande e viva esperança baseada no Cristo Ressuscitado que produz alegria e firmeza diante das provações.

2-Atualizando: Após a ressurreição de Jesus, quem acreditava nele, acreditava também que fazia parte do novo povo de Deus e se organizava ao redor do pão: o pão das Escrituras, relidas à luz do Ressuscitado; o “pão nosso de cada dia” partilhado para que não houvesse necessitados entre eles; o pão eucarístico, fazendo o que o Senhor mandou: a entrega total da vida; o pão da oração, sustento diário da fé e espiritualidade cristã. Como hoje estamos vivendo estas 4 colunas da vida cristã?

3-A palavra de Deus na celebração:  Somos bem-aventurados/as! Cremos em Jesus, não porque O tocamos como exigiu Tomé, mas porque em sua grande misericórdia Ele nos toca com seu sopro divino. Experimentamos sua presença viva na assembléia de irmãos reunidos para celebrar. Ele nos toca profundamente com sua Palavra que anima nossa fé, sempre tão frágil e nos encoraja para a vivência comunitária e para a missão em nosso dia-a-dia. Ele nos toca, sobretudo pela participação no mistério de sua entrega na eucaristia. Seremos com Ele um só Corpo e um só espírito, enviados para continuar no mundo, o sopro de sua paz, da reconciliação entre as pessoas e povos, realizando sua páscoa.

4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo ABC p.262- 266.

1.  Preparar o espaço celebrativo, destacando o círio pascal, a pia batismal, além da mesa da Palavra e da Eucaristia, usando a cor branca ou amarela, a gosto da comunidade.

2.  Trazer na procissão de entrada, a bandeira da paz.
3.  Acender solenemente o círio pascal, que poderá ser trazido na procissão de entrada, ou já estar enfeitado em lugar bem visível, junto à pia batismal.
4.  A pessoa que acende o Círio diz: Bendito sejas, Deus da vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por esta luz radiante!  Incensar o Círio enquanto todos cantam um hino pascal, como: “ Ó vem cantar comigo, irmão, nesta festa da ressurreição!”, ou “Cristo ressuscitou, verdadeiramente ele ressuscitou!”  ou “Salve, luz eterna / Luz és tu, Jesus! Teu clarão é a fé / Fé que nos conduz!”  ou outro adequado e mais conhecido da comunidade.
5.  Incensar também todas as pessoas presentes na celebração, ou fazer um outro rito de acolhida bem afetuosa entre os irmãos e irmãs, valorizando a comunidade reunida, como sinal da presença do ressuscitado, hoje. Cada pessoa saúda a outra com as palavras: “O Senhor ressuscitou; Ele vive com a gente!”
6.  Quem preside dê à saudação inicial, uma tônica mais pascal e festiva, se possível, cantando-a .
7.  O ato penitencial poderá ser substituído pelo rito da aspersão com água batismal, consagrada na vigília pascal, fazendo memória do batismo.
8.  A assembléia poderá escolher fazer este rito no momento da profissão de fé, como já indicamos nas sugestões gerais, no início deste subsídio.
9.   No final da proclamação do evangelho a assembléia poderá aclamar três vezes, repetindo a profissão de Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”.
10.  O abraço da paz poderá ser feito após o evangelho, se for encenado, ou como de costume, após o Pai - Nosso, enquanto a bandeira da paz circula pelo meio da assembléia.
11.  Nas celebrações da Palavra, pode-se cantar a “louvação pascal”, indicado no Hinário Litúrgico, 2, CNBB, p. 101.
12.  No final da celebração, retomar o gesto de envio e as palavras de Jesus no evangelho, para toda a comunidade.

Sugestão de Profissão de fé para este domingo:
D- Professemos a nossa fé, animados pela profissão de Tomé e, pedindo que o Senhor aumente a nossa pouca fé.
1- Creio em Deus, Pai e Mãe de toda a família humana, criador de todas as coisas e fonte de todo o amor.
T- (cantando) Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
2- Creio em Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre, que morreu e ressuscitou para nos fazer participar de sua vida.
1-Creio em Jesus Cristo, que está vivo no meio de nós, também quando não conseguimos reconhecê-lo. Ele nos entrega seu Espírito para continuarmos no mundo sua obra redentora.
2-Creio no Espírito Santo, que habita em nós, constrói a unidade entre nós e renova a face da terra.
1- Creio na Igreja santa e pecadora, que animada pelo Espírito Santo se torna nova, misericordiosa, aberta aos desafios do nosso tempo, portadora de esperança e missionária.
2 – Creio nas comunidades que animadas pela Palavra, pela caridade fraterna, pela oração e pela eucaristia alimentam a esperança do povo e são sinais de um mundo novo.
1. Creio nas pessoas e organizações que se comprometem com ações concretas a favor da vida, da dignidade humana, da solidariedade e da paz.
2. Creio que fomos salvos e libertos do mal e da morte e, que batizados na vida nova, ressuscitaremos no último dia.

                                                                     Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     PALAVRA DE DEUS PARA ESTE DOMINGO: João 20,19-31 – Atos 2,42-47 - Salmo 118(117)- 1 Pedro 1,3-9: Após a ressurreição de Jesus, quem acreditava nele, acreditava também que fazia parte do novo povo de Deus e se organizava ao redor do pão: o pão das Escrituras, relidas à luz do Ressuscitado; o “pão nosso de cada dia” partilhado para que não houvesse necessitados entre eles; o pão eucarístico, fazendo o que o Senhor mandou: a entrega total da vida; o pão da oração, sustento diário da fé e espiritualidade cristã. Como hoje estamos vivendo estas 4 colunas da vida cristã? Somos bem-aventurados/as! Cremos em Jesus, não porque O tocamos como exigiu Tomé, mas porque em sua grande misericórdia Ele nos toca com seu sopro divino. Experimentamos sua presença viva na assembléia de irmãos reunidos para celebrar. Ele nos toca profundamente com sua Palavra que anima nossa fé, sempre tão frágil e nos encoraja para a vivência comunitária e para a missão em nosso dia-a-dia. Ele nos toca, sobretudo pela participação no mistério de sua entrega na eucaristia. Seremos com Ele um só Corpo e um só espírito, enviados para continuar no mundo, o sopro de sua paz, da reconciliação entre as pessoas e povos, realizando sua páscoa.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     EVANGELHO de João 20,19-31 – Atos 2,42-47 - Salmo 118(117)- 1 Pedro 1,3-9: O evangelho tem como núcleo a declaração de fé de Tomé, o incrédulo que pede provas, que crê apenas em milagres, não acredita na palavra de irmãs e irmãos companheiros. É advertência a todos que devem manter a fé no ressuscitado por meio da palavra anunciada pelas Sagradas Escrituras e testemunho dos que “viram”, e conviveram com Jesus. A 1a. leitura, sumário da vida da comunidade de Jerusalém, é proposta concreta de como devem viver pessoas que acreditam no Ressuscitado. O texto realça uma palavra, quase em desuso entre nós: “perseverança” enlaçando as quatro colunas que sustentam a vida da nova comunidade: a) perseverança no acolhimento da Palavra de Deus que guardam e fazem ecoar (catequese) para as outras gerações; b) perseverança na comunhão fraterna: caridade, solidariedade, ajuda mútua, partilha de bens, serviço à vida; c) perseverança na fração do pão nas casas – eucaristia, como memória de Jesus; d) perseverança nas orações diárias. A 2ª leitura é uma espécie de homilia batismal. Pelo batismo somos adotados como filhos de Deus. Isto é fundamento de uma grande e viva esperança baseada no Cristo Ressuscitado que produz alegria e firmeza diante das provações.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo ABC p.262- 266. 1. Preparar o espaço celebrativo, destacando o círio pascal, a pia batismal, além da mesa da Palavra e da Eucaristia, usando a cor branca ou amarela, a gosto da comunidade. 2. Trazer na procissão de entrada, a bandeira da paz. 3. Acender solenemente o círio pascal, que poderá ser trazido na procissão de entrada, ou já estar enfeitado em lugar bem visível, junto à pia batismal. 4. A pessoa que acende o Círio diz: Bendito sejas, Deus da vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por esta luz radiante! Incensar o Círio enquanto todos cantam um hino pascal, como: “ Ó vem cantar comigo, irmão, nesta festa da ressurreição!”, ou “Cristo ressuscitou, verdadeiramente ele ressuscitou!” ou “Salve, luz eterna / Luz és tu, Jesus! Teu clarão é a fé / Fé que nos conduz!” ou outro adequado e mais conhecido da comunidade. 5. Incensar também todas as pessoas presentes na celebração, ou fazer um outro rito de acolhida bem afetuosa entre os irmãos e irmãs, valorizando a comunidade reunida, como sinal da presença do ressuscitado, hoje. Cada pessoa saúda a outra com as palavras: “O Senhor ressuscitou; Ele vive com a gente!” 6. Quem preside dê à saudação inicial, uma tônica mais pascal e festiva, se possível, cantando-a . 7. O ato penitencial poderá ser substituído pelo rito da aspersão com água batismal, consagrada na vigília pascal, fazendo memória do batismo. 8. A assembléia poderá escolher fazer este rito no momento da profissão de fé, como já indicamos nas sugestões gerais, no início deste subsídio. 9. No final da proclamação do evangelho a assembléia poderá aclamar três vezes, repetindo a profissão de Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”. 10. O abraço da paz poderá ser feito após o evangelho, se for encenado, ou como de costume, após o Pai - Nosso, enquanto a bandeira da paz circula pelo meio da assembléia. 11. Nas celebrações da Palavra, pode-se cantar a “louvação pascal”, indicado no Hinário Litúrgico, 2, CNBB, p. 101. 12. No final da celebração, retomar o gesto de envio e as palavras de Jesus no evangelho, para toda a comunidade. Sugestão de Profissão de fé para este domingo: D- Professemos a nossa fé, animados pela profissão de Tomé e, pedindo que o Senhor aumente a nossa pouca fé. 1- Creio em Deus, Pai e Mãe de toda a família humana, criador de todas as coisas e fonte de todo o amor. T- (cantando) Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé! 2- Creio em Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre, que morreu e ressuscitou para nos fazer participar de sua vida. 1-Creio em Jesus Cristo, que está vivo no meio de nós, também quando não conseguimos reconhecê-lo. Ele nos entrega seu Espírito para continuarmos no mundo sua obra redentora. 2-Creio no Espírito Santo, que habita em nós, constrói a unidade entre nós e renova a face da terra. 1- Creio na Igreja santa e pecadora, que animada pelo Espírito Santo se torna nova, misericordiosa, aberta aos desafios do nosso tempo, portadora de esperança e missionária. 2 – Creio nas comunidades que animadas pela Palavra, pela caridade fraterna, pela oração e pela eucaristia alimentam a esperança do povo e são sinais de um mundo novo. 1. Creio nas pessoas e organizações que se comprometem com ações concretas a favor da vida, da dignidade humana, da solidariedade e da paz. 2. Creio que fomos salvos e libertos do mal e da morte e, que batizados na vida nova, ressuscitaremos no último dia.

 

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira