O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

16 de abril de 2017

DOMINGO DA SANTA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

DOMINGO DA SANTA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR –

 

1-Aprofundando os textos bíblicos: João 20, 1-9(manhã); Lucas 24,13-35 (Tarde) – Atos 10, 34.37-43 – Salmo 118 (117) – Colossenses 3,1-4:

O Evangelho é uma catequese sobre a ressurreição. Madalena, figura simbólica da comunidade, seguiu Jesus desde a Galiléia e por isso Jesus a conhece pelo nome e ela conhece sua voz. Ela o procura no túmulo, citado 7 vezes, depois no jardim, que lembra a criação. Neste primeiro dia da semana iniciou-se nova criação nascida da morte e ressurreição de Jesus! A conseqüência da busca e do encontro é que Madalena pode declarar aos outros discípulos: “Eu vi o Senhor!” Ela é a primeira testemunha da Ressurreição e recebe de Jesus a missão de ser apóstola dos apóstolos. Pedro e o discípulo que Jesus amava correm também como Maria. Não se trata de competição, mas corridas de buscas e anúncios. Pedro entra no túmulo, e vê apenas, panos de linho. O discípulo amado chega primeiro, vê as faixas de linho, não entra, aguarda Pedro, vê e acredita. O texto não diz que Pedro tenha acreditado. Eles enxergam “panos”, mas Maria Madalena vê “anjos”. Diferenças determinadas pela ligação afetiva com Jesus. O amor é fundamental para reconhecer o Ressuscitado em túmulos vazios, em pedras retiradas. Faixas e panos dobrados ou enrolados são pormenores demonstrando que ninguém havia roubado o corpo de Jesus. O túmulo não parece lugar da morte; mas um quarto arrumado para o encontro do Senhor com sua esposa, a comunidade. A 1ª leitura é um dos discursos de Pedro, a que chamamos de “Kerigma” ou proclamação solene do núcleo da fé cristã: anúncio da vida de Jesus de Nazaré, sua pregação e suas atitudes, fazendo o bem, como sinais da misericórdia de Deus, desde a Galiléia até Jerusalém; sua morte na cruz, sua ressurreição, da qual os apóstolos foram constituídos testemunhas. Deus inverteu a sorte de seu filho e transformou a pedra rejeitada em coluna de sustentação.

2-Atualizando: Para quem tem fé, o túmulo está pleno de sinais de vida é sementeira de ressurreição. Só encontramos o Ressuscitado se tivermos coragem de correr ao “túmulo” e de lá voltarmos, para anunciar a vida, a nova criação, o novo céu e a nova terra. Deixemos que esta Palavra nos interpele: Correndo também hoje para o túmulo onde uma multidão de pessoas se encontram enterradas pelo sistema, pelo poderio e domínio de países imperialistas, vemos com os olhos da fé, os sinais de que Jesus já passou por ali?

3-A palavra de Deus na celebração: .Mirando o túmulo vazio, professamos com coragem nossa fé na vida que vence a morte. Aspirando as coisas do alto e solidários com a dor da humanidade, suplicamos com Cristo ao Pai. Entre “aleluias”, bendizemos ao Pai, que nos faz participantes da páscoa de Jesus, o Cordeiro imolado e Senhor do mundo. Com Ele nos faz criaturas novas e livres, levedando-nos com o fermento novo da verdade. Ele nos alimenta e nos guia na corrida da missão como testemunhas alegres de seu amor e sua paz..

4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor Ciclo ABC, p. 241-261.

1. Preparar o ambiente, destacando o Círio pascal e a pia batismal, usando muitas flores e a cor branca ou amarela nas vestes e toalhas.

2. Procissão de entrada com as pessoas batizadas na Vigília Pascal, ou crianças com vestes brancas, trazendo flores.

3. Após o canto de entrada, fazer um pequeno lucernário, solenizando o acendimento do Círio pascal.

a) Uma pessoa acende o Círio e diz: “Bendito sejas, Deus da Vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por essa luz radiante!”

b) A seguir incensa o Círio e a comunidade reunida, enquanto canta-se um hino pascal, como: “Ó vem cantar comigo, irmãos, nesta festa da Ressurreição” ou outro.

  4. Na acolhida, pode-se retomar o costume das Igrejas orientais de saudarem-se com as seguintes palavras: “O Senhor ressuscitou, verdadeiramente ressuscitou!”

5. Substituir o ato penitencial pelo rito de aspersão com a água que foi abençoada na Vigília pascal e, se possível, perfumada. Ajuda a comunidade a aprofundar sua consagração batismal.

6. Encenar o canto da seqüência, expressando o diálogo entre a comunidade e Maria Madalena.

7. Dar um destaque à proclamação do Evangelho, que poderá ser cantado ou encenado. Onde for possível usar aromas ou incenso, retomando o gesto afetuoso das mulheres.

8. De acordo com as orientações em vigor, a comunhão pode ser sob duas espécies para toda a comunidade.

9- Bênção final própria para o tempo pascal, conforme  Missal Romano, p. 523.

                                                                      

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     João 20, 1-9(manhã); Lucas 24,13-35 (Tarde) – Atos 10, 34.37-43 – Salmo 118 (117) – Colossenses 3,1-4: Para quem tem fé, o túmulo está pleno de sinais de vida é sementeira de ressurreição. Só encontramos o Ressuscitado se tivermos coragem de correr ao “túmulo” e de lá voltarmos, para anunciar a vida, a nova criação, o novo céu e a nova terra. Deixemos que esta Palavra nos interpele: Correndo também hoje para o túmulo onde uma multidão de pessoas se encontram enterradas pelo sistema, pelo poderio e domínio de países imperialistas, vemos com os olhos da fé, os sinais de que Jesus já passou por ali? Mirando o túmulo vazio, professamos com coragem nossa fé na vida que vence a morte. Aspirando as coisas do alto e solidários com a dor da humanidade, suplicamos com Cristo ao Pai. Entre “aleluias”, bendizemos ao Pai, que nos faz participantes da páscoa de Jesus, o Cordeiro imolado e Senhor do mundo. Com Ele nos faz criaturas novas e livres, levedando-nos com o fermento novo da verdade. Ele nos alimenta e nos guia na corrida da missão como testemunhas alegres de seu amor e sua paz..

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     João 20, 1-9(manhã); Lucas 24,13-35 (Tarde) – Atos 10, 34.37-43 – Salmo 118 (117) – Colossenses 3,1-4: O Evangelho é uma catequese sobre a ressurreição. Madalena, figura simbólica da comunidade, seguiu Jesus desde a Galiléia e por isso Jesus a conhece pelo nome e ela conhece sua voz. Ela o procura no túmulo, citado 7 vezes, depois no jardim, que lembra a criação. Neste primeiro dia da semana iniciou-se nova criação nascida da morte e ressurreição de Jesus! A conseqüência da busca e do encontro é que Madalena pode declarar aos outros discípulos: “Eu vi o Senhor!” Ela é a primeira testemunha da Ressurreição e recebe de Jesus a missão de ser apóstola dos apóstolos. Pedro e o discípulo que Jesus amava correm também como Maria. Não se trata de competição, mas corridas de buscas e anúncios. Pedro entra no túmulo, e vê apenas, panos de linho. O discípulo amado chega primeiro, vê as faixas de linho, não entra, aguarda Pedro, vê e acredita. O texto não diz que Pedro tenha acreditado. Eles enxergam “panos”, mas Maria Madalena vê “anjos”. Diferenças determinadas pela ligação afetiva com Jesus. O amor é fundamental para reconhecer o Ressuscitado em túmulos vazios, em pedras retiradas. Faixas e panos dobrados ou enrolados são pormenores demonstrando que ninguém havia roubado o corpo de Jesus. O túmulo não parece lugar da morte; mas um quarto arrumado para o encontro do Senhor com sua esposa, a comunidade. A 1ª leitura é um dos discursos de Pedro, a que chamamos de “Kerigma” ou proclamação solene do núcleo da fé cristã: anúncio da vida de Jesus de Nazaré, sua pregação e suas atitudes, fazendo o bem, como sinais da misericórdia de Deus, desde a Galiléia até Jerusalém; sua morte na cruz, sua ressurreição, da qual os apóstolos foram constituídos testemunhas. Deus inverteu a sorte de seu filho e transformou a pedra rejeitada em coluna de sustentação.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor Ciclo ABC, p. 241-261. 1. Preparar o ambiente, destacando o Círio pascal e a pia batismal, usando muitas flores e a cor branca ou amarela nas vestes e toalhas. 2. Procissão de entrada com as pessoas batizadas na Vigília Pascal, ou crianças com vestes brancas, trazendo flores. 3. Após o canto de entrada, fazer um pequeno lucernário, solenizando o acendimento do Círio pascal. a) Uma pessoa acende o Círio e diz: “Bendito sejas, Deus da Vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por essa luz radiante!” b) A seguir incensa o Círio e a comunidade reunida, enquanto canta-se um hino pascal, como: “Ó vem cantar comigo, irmãos, nesta festa da Ressurreição” ou outro. 4. Na acolhida, pode-se retomar o costume das Igrejas orientais de saudarem-se com as seguintes palavras: “O Senhor ressuscitou, verdadeiramente ressuscitou!” 5. Substituir o ato penitencial pelo rito de aspersão com a água que foi abençoada na Vigília pascal e, se possível, perfumada. Ajuda a comunidade a aprofundar sua consagração batismal. 6. Encenar o canto da seqüência, expressando o diálogo entre a comunidade e Maria Madalena. 7. Dar um destaque à proclamação do Evangelho, que poderá ser cantado ou encenado. Onde for possível usar aromas ou incenso, retomando o gesto afetuoso das mulheres. 8. De acordo com as orientações em vigor, a comunhão pode ser sob duas espécies para toda a comunidade. 9- Bênção final própria para o tempo pascal, conforme Missal Romano, p. 523.

 

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira