O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

15 de abril de 2017

SÁBADO SANTO - VIGÍLIA PASCAL

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

SÁBADO SANTO – VIGÍLIA PASCAL

 

Manhã:  Oséias 6,1-3ª; Romanos 6,3-11. Tarde: 1ª. Pedro 1, 18-21

Vigília Pascal: renovação das promessas batismais. Batismo, Confirmação e eucaristia dos eleitos – catecúmenos que se preparam durante a quaresma

1- Aprofundando os textos bíblicos: Gênesis 1,1-2,2; Salmo 104 (103); Gênesis 22,1-18; Salmo 16(15); Êxodo 14,15-15,1; Cântico: Ex 15,1-5.17-18; Isaías 54,5-14; Salmo 30(29); Isaías 55,1-11; Cântico: Isaías 12,2.4-6; Baruc 3,9-15.32-4,4; Salmo 19 (18b); Ezequiel 36,16-28; Salmo 42(41); Romanos 6,3-11; Salmo 118 (117); Mateus 28, 1-10:

As nove leituras desta noite constituíam a última catequese, antes do batismo. Dão uma visão de toda caminhada de Deus com a humanidade, desde a criação até a nova criação realizada em Jesus Cristo. Isaías 55 insiste na transcendência de Deus, na eficácia de sua Palavra e no brilho do novo êxodo. Deus propõe o alimento sólido do seu ensinamento que proporciona a vida em plenitude; insiste na confiança no perdão, pois a sua visão ultrapassa a do povo e sua Palavra não decepciona; renova a promessa de uma libertação cheia de júbilo, de paz, de aclamações e até as árvores baterão palmas. O evangelho fala que “Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” A outra Maria é provavelmente Maria mãe de Tiago e de José, conforme Mt 27, 56; Mc 16,1s; Lc 24,10. A visita ao túmulo acontece logo após o sábado, primeiro dia da semana, madrugada, ainda escuro, indicando o início de um novo dia. Elas não vão para ungir o corpo de Jesus, mas ver, visitar, chorar, como era costume do povo judeu de fazer peregrinação ao túmulo de profetas e lideranças. Elas recebem dos anjos e depois de Jesus, a missão de anunciar a ressurreição aos discípulos; elas mesmas se encontram com o Ressuscitado que lhes recomenda não terem medo.

2- Atualizando: Numa época em que a mulher não podia testemunhar, Jesus escolhe enviar as mulheres como testemunhas da ressurreição. Coube a elas o primeiro anúncio, até mesmo aos apóstolos, de que Jesus está VIVO e caminha conosco. Na escuridão e silêncio da noite e da morte, o orvalho da Palavra continua impregnando o chão de todas as pessoas excluídas. Não há lugar para o medo! A vida sairá vitoriosa!

3- A palavra de Deus na celebração: Profundamente atingidos pela luz do ressuscitado, fazemos memória dos feitos maravilhosos de Deus na história. Renovamos nossa consagração batismal e participamos da ceia, passando com Cristo, da morte para a vida. Celebramos nesta noite a páscoa em todas as suas dimensões: cósmica, histórica, batismal, eucarística, escatológica...

4- Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p.207-234.

1. A celebração da Vigília se desenvolve em quatro importantes partes: liturgia da luz, da palavra, da água e da eucaristia. Além da cor branca ou amarela e das flores, é necessário prever e organizar o espaço de acordo com os diversos momentos. Seria bom que junto à Pia batismal estivem também, bem visíveis, os santos óleos que foram consagrados na Missa do Crisma , na 5ª feira Santa.

 

2. Por meio da Liturgia da Luz, através do fogo novo, do Círio, das velas, do incenso, adoramos o Ressuscitado, luz de nossa vida.

.a) Preparar uma bonita fogueira, começando a vigília fora do local da celebração, ao ar livre. Enquanto as pessoas vão chegando, a equipe de cantores entoa músicas populares, de esperança, de saudades: “Hoje, eu quero a rosa...Luar do sertão; Eu quero ver acontecer...Liberdade vem e canta...”

b) Quem preside, após uma acolhida, pode motivar a comunidade a convidar o universo a celebrar junto a festa da Páscoa. O animador e outras pessoas vão chamando as criaturas do universo (lua, vento, estrelas, terra, rios, pássaros...), grupos e comunidades... Após cada invocação, todos respondem: “Vem celebrar conosco a páscoa do Senhor!”

c) A pessoa que preside a celebração invoca a bênção sobre o fogo e acende o círio pascal com o fogo novo, dizendo: A luz de Cristo que ressuscitou resplandecente dissipe as trevas do nosso coração e de toda a nossa vida. No círio, acendem-se as velas da assembléia.

d) Começa-se a procissão da luz onde, como o povo de Deus no deserto guiado por uma coluna de nuvem, nós também caminhamos conduzidos pelo círio pascal, imagem do Cristo luz da humanidade. Durante a procissão, entoar cânticos alegres, da caminhada, de acordo com a cultura popular: “O povo de Deus...Quero entoar um canto novo de alegria....Eu quero ver acontecer...” Cuidar de escolher cantos que todos saibam de cor, para dispensar folha de canto e vivenciar bem, “curtir melhor” a caminhada pascal. Em três momentos da caminhada, pára-se e a pessoa que traz o Círio, canta: “Eis a luz de Cristo!” A assembléia responde: “Demos graças a Deus!” Um grupo de crianças poderá caminhar à frente, jogando pétalas de flores no Círio e na comunidade.

e) Ao chegar na Igreja, o Círio é incensado. Canta-se, então, a solene proclamação da Páscoa. Há uma versão popular no Hinário 2, p. 143 , onde a assembléia participa com a resposta: “Bendito seja o Cristo Senhor, que é do Pai imortal esplendor!” Há ainda outras versões bem populares que merecem ser divulgadas. Durante o canto da proclamação da Páscoa, no momento indicado pelo próprio canto, fazer a entrada da cruz bem florida e com um pano branco.

 

3. Por meio da Liturgia da Palavra, contemplamos a longa e maravilhosa história do amor de Deus por nós e meditamos as ações maravilhosas que ele realizou aos nossos antepassados.

a) É importante que esta parte seja bem preparada, para que a palavra seja, de fato, proclamada. A primeira leitura, também chamada de Poema da Criação, é aconselhável manter na proclamação, seu estilo poético.

b) A leitura do Êxodo pode ser contada, seguida de uma dança no Cântico de Míriam e Moisés.

c) A leitura de Isaías pode ser recitada de cor. Após cada leitura segue o canto do salmo e a oração.

d) Ao final das leituras bíblicas, pode-se fazer uma dança, ou encenação, evocando as páscoas de nossa história, seja a nível de continente, seja a nível de Brasil e da própria comunidade local. A comunidade pode continuar dizendo o que, desde a última Páscoa, foi sinal de vida e ressurreição. Após cada colocação, a assembléia poderia intervir com uma breve manifestação, como “Isto é Páscoa!”

e) Segue o canto do glória, a oração da coleta, a epístola.

f) O texto da carta aos Romanos pode ser proclamado junto a pia batismal, por uma pessoa da pastoral do batismo.

g) Dar especial destaque ao Evangelho, com uma aclamação bem vibrante, toque de sinos, fogos.  Se possível, cantado. As velas podem ser acesas novamente durante a proclamação.

 

4. Por meio da Liturgia do Batismo renovamos o nosso compromisso batismal e acolhemos os novos membros da comunidade.

a) A água poderá ser trazida em 7 vasilhas, por 7 jovens vestidas de branco e em ritmo de dança. Colocam-se junto à pia batismal, que nesta noite, deverá estar bem destacada e ornamentada. Durante a oração, a cada tipo de água recordada na bênção, derramar a água de uma vasilha na pia batismal..

b) Renovação das promessas batismais. A assembléia, com velas acesas, faz a sua profissão de fé. É importante preparar bem para que não seja algo apenas formal. (Há uma sugestão no Dia do Senhor, p.229) Poderia ser o momento de apresentar os compromissos firmados pelos grupos durante a quaresma, tendo presente a proposta da CF/2008. 

c) Segue o rito do batismo (se houver) e o rito de aspersão sobre toda a assembléia, acompanhado do canto: “Eu vi, eu vi, vi foi água a manar”(HL 3, CNBB, p. 83) ou “Banhados em Cristo”...

                                                                      

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     Manhã: Oséias 6,1-3ª; Romanos 6,3-11. Tarde: 1ª. Pedro 1, 18-21 Vigília Pascal: renovação das promessas batismais. Batismo, Confirmação e eucaristia dos eleitos – catecúmenos que se prepararam durante a quaresma. Gênesis 1,1-2,2; Salmo 104 (103); Gênesis 22,1-18; Salmo 16(15); Êxodo 14,15-15,1; Cântico: Ex 15,1-5.17-18; Isaías 54,5-14; Salmo 30(29); Isaías 55,1-11; Cântico: Isaías 12,2.4-6; Baruc 3,9-15.32-4,4; Salmo 19 (18b); Ezequiel 36,16-28; Salmo 42(41); Romanos 6,3-11; Salmo 118 (117); Mateus 28, 1-10: Numa época em que a mulher não podia testemunhar, Jesus escolhe enviar as mulheres como testemunhas da ressurreição. Coube a elas o primeiro anúncio, até mesmo aos apóstolos, de que Jesus está VIVO e caminha conosco. Na escuridão e silêncio da noite e da morte, o orvalho da Palavra continua impregnando o chão de todas as pessoas excluídas. Não há lugar para o medo! A vida sairá vitoriosa! Profundamente atingidos pela luz do ressuscitado, fazemos memória dos feitos maravilhosos de Deus na história. Renovamos nossa consagração batismal e participamos da ceia, passando com Cristo, da morte para a vida. Celebramos nesta noite a páscoa em todas as suas dimensões: cósmica, histórica, batismal, eucarística, escatológica...

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Gênesis 1,1-2,2; Salmo 104 (103); Gênesis 22,1-18; Salmo 16(15); Êxodo 14,15-15,1; Cântico: Ex 15,1-5.17-18; Isaías 54,5-14; Salmo 30(29); Isaías 55,1-11; Cântico: Isaías 12,2.4-6; Baruc 3,9-15.32-4,4; Salmo 19 (18b); Ezequiel 36,16-28; Salmo 42(41); Romanos 6,3-11; Salmo 118 (117); Mateus 28, 1-10: As nove leituras desta noite constituíam a última catequese, antes do batismo. Dão uma visão de toda caminhada de Deus com a humanidade, desde a criação até a nova criação realizada em Jesus Cristo. Isaías 55 insiste na transcendência de Deus, na eficácia de sua Palavra e no brilho do novo êxodo. Deus propõe o alimento sólido do seu ensinamento que proporciona a vida em plenitude; insiste na confiança no perdão, pois a sua visão ultrapassa a do povo e sua Palavra não decepciona; renova a promessa de uma libertação cheia de júbilo, de paz, de aclamações e até as árvores baterão palmas. O evangelho fala que “Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” A outra Maria é provavelmente Maria mãe de Tiago e de José, conforme Mt 27, 56; Mc 16,1s; Lc 24,10. A visita ao túmulo acontece logo após o sábado, primeiro dia da semana, madrugada, ainda escuro, indicando o início de um novo dia. Elas não vão para ungir o corpo de Jesus, mas ver, visitar, chorar, como era costume do povo judeu de fazer peregrinação ao túmulo de profetas e lideranças. Elas recebem dos anjos e depois de Jesus, a missão de anunciar a ressurreição aos discípulos; elas mesmas se encontram com o Ressuscitado que lhes recomenda não terem medo.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p.207-234. 1. A celebração da Vigília se desenvolve em quatro importantes partes: liturgia da luz, da palavra, da água e da eucaristia. Além da cor branca ou amarela e das flores, é necessário prever e organizar o espaço de acordo com os diversos momentos. Seria bom que junto à Pia batismal estivem também, bem visíveis, os santos óleos que foram consagrados na Missa do Crisma , na 5ª feira Santa. 2. Por meio da Liturgia da Luz, através do fogo novo, do Círio, das velas, do incenso, adoramos o Ressuscitado, luz de nossa vida. .a) Preparar uma bonita fogueira, começando a vigília fora do local da celebração, ao ar livre. Enquanto as pessoas vão chegando, a equipe de cantores entoa músicas populares, de esperança, de saudades: “Hoje, eu quero a rosa...Luar do sertão; Eu quero ver acontecer...Liberdade vem e canta...” b) Quem preside, após uma acolhida, pode motivar a comunidade a convidar o universo a celebrar junto a festa da Páscoa. O animador e outras pessoas vão chamando as criaturas do universo (lua, vento, estrelas, terra, rios, pássaros...), grupos e comunidades... Após cada invocação, todos respondem: “Vem celebrar conosco a páscoa do Senhor!” c) A pessoa que preside a celebração invoca a bênção sobre o fogo e acende o círio pascal com o fogo novo, dizendo: A luz de Cristo que ressuscitou resplandecente dissipe as trevas do nosso coração e de toda a nossa vida. No círio, acendem-se as velas da assembléia. d) Começa-se a procissão da luz onde, como o povo de Deus no deserto guiado por uma coluna de nuvem, nós também caminhamos conduzidos pelo círio pascal, imagem do Cristo luz da humanidade. Durante a procissão, entoar cânticos alegres, da caminhada, de acordo com a cultura popular: “O povo de Deus...Quero entoar um canto novo de alegria....Eu quero ver acontecer...” Cuidar de escolher cantos que todos saibam de cor, para dispensar folha de canto e vivenciar bem, “curtir melhor” a caminhada pascal. Em três momentos da caminhada, pára-se e a pessoa que traz o Círio, canta: “Eis a luz de Cristo!” A assembléia responde: “Demos graças a Deus!” Um grupo de crianças poderá caminhar à frente, jogando pétalas de flores no Círio e na comunidade. e) Ao chegar na Igreja, o Círio é incensado. Canta-se, então, a solene proclamação da Páscoa. Há uma versão popular no Hinário 2, p. 143 , onde a assembléia participa com a resposta: “Bendito seja o Cristo Senhor, que é do Pai imortal esplendor!” Há ainda outras versões bem populares que merecem ser divulgadas. Durante o canto da proclamação da Páscoa, no momento indicado pelo próprio canto, fazer a entrada da cruz bem florida e com um pano branco. 3. Por meio da Liturgia da Palavra, contemplamos a longa e maravilhosa história do amor de Deus por nós e meditamos as ações maravilhosas que ele realizou aos nossos antepassados. a) É importante que esta parte seja bem preparada, para que a palavra seja, de fato, proclamada. A primeira leitura, também chamada de Poema da Criação, é aconselhável manter na proclamação, seu estilo poético. b) A leitura do Êxodo pode ser contada, seguida de uma dança no Cântico de Míriam e Moisés. c) A leitura de Isaías pode ser recitada de cor. Após cada leitura segue o canto do salmo e a oração. d) Ao final das leituras bíblicas, pode-se fazer uma dança, ou encenação, evocando as páscoas de nossa história, seja a nível de continente, seja a nível de Brasil e da própria comunidade local. A comunidade pode continuar dizendo o que, desde a última Páscoa, foi sinal de vida e ressurreição. Após cada colocação, a assembléia poderia intervir com uma breve manifestação, como “Isto é Páscoa!” e) Segue o canto do glória, a oração da coleta, a epístola. f) O texto da carta aos Romanos pode ser proclamado junto a pia batismal, por uma pessoa da pastoral do batismo. g) Dar especial destaque ao Evangelho, com uma aclamação bem vibrante, toque de sinos, fogos. Se possível, cantado. As velas podem ser acesas novamente durante a proclamação. 4. Por meio da Liturgia do Batismo renovamos o nosso compromisso batismal e acolhemos os novos membros da comunidade. a) A água poderá ser trazida em 7 vasilhas, por 7 jovens vestidas de branco e em ritmo de dança. Colocam-se junto à pia batismal, que nesta noite, deverá estar bem destacada e ornamentada. Durante a oração, a cada tipo de água recordada na bênção, derramar a água de uma vasilha na pia batismal.. b) Renovação das promessas batismais. A assembléia, com velas acesas, faz a sua profissão de fé. É importante preparar bem para que não seja algo apenas formal. (Há uma sugestão no Dia do Senhor, p.229) ser o momento de apresentar os compromissos firmados pelos grupos durante a quaresma, tendo presente a proposta da CF/2017, sobre os biomas. c) Segue o rito do batismo (se houver) e o rito de aspersão sobre toda a assembléia, acompanhado do canto: “Eu vi, eu vi, vi foi água a manar”(HL 3, CNBB, p. 83) ou “Banhados em Cristo”...

 

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira