O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

13 de abril de 2017

Quinta-Feira Santa / CEIA DO SENHOR

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

~~Quinta-Feira Santa / CEIA DO SENHOR
1-Aprofundando os textos bíblicos: João 13,1-15 – Êxodo 12,1-8.11-14 – Salmo 116(115) – 1 Coríntios 11, 23-26:
Com o lava-pés, o evangelho de João apresenta um novo sentido de eucaristia, diferente dos sinóticos e Paulo, que narram a instituição. Na ceia pascal, Jesus realiza ações que deverão ser normas para a comunidade: despoja-se do manto e pega o avental. Quem fazia o serviço de lavar as mãos eram subalternos e mulheres. Jesus vai além e lava os pés. É o Senhor que se torna servo, para dar testemunho do amor que é serviço. O maior gesto eucarístico que Jesus nos deixou como exemplo e missão é comprometer-se com uma nova história, que se constrói a partir da entrega total da vida. A páscoa marca o início de vida nova, um novo tempo de libertação, vitória sobre o poder opressor. A segunda leitura é o primeiro texto do NT que trata da eucaristia. É a “ação de graças”, correspondente à berakah judaica traduzida pela palavra grega eu-charis-tia; charis significa graça, dom, beleza. Eucaristia significa boa graça, belo dom, bondade manifestada: agradecimento pelo dom recebido - ceia do Senhor, também chamada de fração do pão.
2. Atualizando:
O mistério que celebramos:  Nesta noite, iniciando o tríduo pascal, o Senhor nos convida, expressando  ardente desejo de celebrar conosco a páscoa, memorial da libertação. Recordamos os gestos de amor que Deus realizou, tirando nossos pais da terra da escravidão. Participamos de sua ceia, comendo de seu corpo doado e de seu sangue derramado, entregues por nós. Permitimos que Ele nos lave os pés, acolhendo dele o mandamento do amor, tornando-nos testemunhas de tudo o que ele nos entregou e deixou. É a Páscoa da Ceia!” Hoje, também nos unimos com o povo de Israel que celebra  “pessach”, a festa da Páscoa judaica.  A eucaristia celebrada por Jesus com discípulas e discípulos, é anúncio de que a salvação e a libertação só são possíveis no amor. Viver a eucaristia é ser capaz de trocar o poder pelo avental; o “mistério da fé” é entregar a vida totalmente, como Jesus fez, o que nada tem a ver com triunfalismo. Somos pessoas eucarísticas conforme o sentido do Lava-pés?
3-A palavra de Deus na celebração: Damos graças ao Pai pelos gestos de amor, tirando-nos da escravidão. Aceitamos que o Senhor nos lave os pés e acolhemos o novo mandamento, dispondo-nos a doar a vida pelos irmãos. Participamos da sua ceia, comendo seu corpo doado e bebendo de seu sangue derramado, selo da nova aliança.
   4-Dicas e sugestões:
1- Preparar o ambiente da celebração, como uma verdadeira e festiva refeição: flores, velas, cor branca nas toalhas e vestes, pão (ázimo) e vinho abundante.
2- Para expressar mais claramente o sentido de refeição e ceia, além do sinal do vinho e do pão, a comunidade poderá trazer algum alimento para partilhar, especialmente com as crianças e com os pobres. Onde for possível, toda a comunidade se reúne ao redor da mesa, arrumada no centro da igreja.
3- Preparar cuidadosamente o lava-pés, que por algum tempo já foi considerado um sacramento pelas comunidades cristãs. Mesmo ligando-o com o tema da Campanha da Fraternidade, como acontece em algumas comunidades, é importante salientá-lo como sinal da doação de Jesus e o gesto profético que anuncia sua morte.
4- Neste dia do “novo mandamento”, é importante acolher bem as pessoas que chegam para a celebração.
5- Iniciar a celebração com um toque de flauta ou outro instrumento musical seguido do canto de um  refrão orante, que expresse o sentido desta festa, como:”Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está!”. Uma voz entoa, seguida pela assembléia que o repete várias vezes, diminuindo o volume da voz.
6- Para a abertura, o Hinário Litúrgico 2, p. 161, sugere o canto: “ Nós devemos gloriar-nos”... Quem preside e toda a equipe de celebração entra e  beija calma e solenemente a mesa da ceia (altar). Quem anima dá o sentido da celebração e acolhe fraternalmente todos. Sendo o início do Tríduo pascal, todos se saúdam, desejando-se mutuamente  “ Feliz Páscoa!”.
7- Nesta noite da unidade, onde for conveniente, após este acolhimento, a comunidade faz a memória dos vários grupos e igrejas, com os quais quer estar em comunhão. Ao lembrar cada grupo, uma pessoa acende uma vela de uma candelabro preparado para isso e colocado em lugar de destaque. Assim retoma-se o primeiro rito da páscoa judaica, o acendimento das luzes da festa, a “ menorah”, (candelabro de sete braços), sempre feito pelas mulheres -. Segue-se imediatamente o canto do glória e a oração da coleta.
8- Particularmente neste dia, abrir o rito da Palavra com a recordação da vida, ou seja, fatos ou ações concretas, em que durante a quaresma a comunidade vivenciou sua páscoa.
9- A 1ª leitura pode ser feita como na ceia judaica. Uma criança pergunta: Por que esta noite é diferente das outras? Um adulto responde recitando o texto, se possível, de cor. Depois da leitura, onde for oportuno, podem ser passadas vasilhas com ervas amargas (chicória, almeirão, mostarda), como na ceia pascal, lembrando o sofrimento do povo de Israel no Egito. “Desta forma, estamos reverenciando o povo do qual veio Jesus e, ao mesmo tempo, entrando em comunhão com ele, que também celebra neste dia a festa da Páscoa”.
10-  O Hinário Litúrgico 2, p. 47 oferece uma versão cantada para o salmo responsorial – Sl 116(115) e na p. 52, traz a partitura da aclamação ao evangelho, indicada para esta celebração: “Eu vos dou um novo mandamento”.
11-  De preferência, encenar o evangelho integrando o lava-pés ao longo da narração. Uma pessoa faz o papel de Pedro, no diálogo com Jesus. Quem dirige lava, enxuga e beija o pé de cada pessoa, enquanto a comunidade entoa um hino apropriado, retomando o texto, como: “ Jesus, erguendo-se da Ceia, jarro e bacia tomou ...” Onde for possível, o gesto de Jesus seja vivido pelas pessoas que, na comunidade, exercem algum ministério ou serviço.
12- No momento da apresentação das oferendas, um grupo de pessoas prepara mesa da ceia diante da comunidade. Além de pães ázimos e de jarra de vinho, é bom que tenha algum alimento (pão, bolo, suco de uva...) que possa ser partilhado com todos no final da celebração.
      M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira
 

 

> 2 - Atualizando:     João 13,1-15 – Êxodo 12,1-8.11-14 – Salmo 116(115) – 1 Coríntios 11, 23-26: O mistério que celebramos: Nesta noite, iniciando o tríduo pascal, o Senhor nos convida, expressando ardente desejo de celebrar conosco a páscoa, memorial da libertação. Recordamos os gestos de amor que Deus realizou, tirando nossos pais da terra da escravidão. Participamos de sua ceia, comendo de seu corpo doado e de seu sangue derramado, entregues por nós. Permitimos que Ele nos lave os pés, acolhendo dele o mandamento do amor, tornando-nos testemunhas de tudo o que ele nos entregou e deixou. É a Páscoa da Ceia!” Hoje, também nos unimos com o povo de Israel que celebra “pessach”, a festa da Páscoa judaica. A eucaristia celebrada por Jesus com discípulas e discípulos, é anúncio de que a salvação e a libertação só são possíveis no amor. Viver a eucaristia é ser capaz de trocar o poder pelo avental; o “mistério da fé” é entregar a vida totalmente, como Jesus fez, o que nada tem a ver com triunfalismo. Somos pessoas eucarísticas conforme o sentido do Lava-pés? Damos graças ao Pai pelos gestos de amor, tirando-nos da escravidão. Aceitamos que o Senhor nos lave os pés e acolhemos o novo mandamento, dispondo-nos a doar a vida pelos irmãos. Participamos da sua ceia, comendo seu corpo doado e bebendo de seu sangue derramado, selo da nova aliança.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     João 13,1-15 – Êxodo 12,1-8.11-14 – Salmo 116(115) – 1 Coríntios 11, 23-26: Com o lava-pés, o evangelho de João apresenta um novo sentido de eucaristia, diferente dos sinóticos e Paulo, que narram a instituição. Na ceia pascal, Jesus realiza ações que deverão ser normas para a comunidade: despoja-se do manto e pega o avental. Quem fazia o serviço de lavar as mãos eram subalternos e mulheres. Jesus vai além e lava os pés. É o Senhor que se torna servo, para dar testemunho do amor que é serviço. O maior gesto eucarístico que Jesus nos deixou como exemplo e missão é comprometer-se com uma nova história, que se constrói a partir da entrega total da vida. A páscoa marca o início de vida nova, um novo tempo de libertação, vitória sobre o poder opressor. A segunda leitura é o primeiro texto do NT que trata da eucaristia. É a “ação de graças”, correspondente à berakah judaica traduzida pela palavra grega eu-charis-tia; charis significa graça, dom, beleza. Eucaristia significa boa graça, belo dom, bondade manifestada: agradecimento pelo dom recebido - ceia do Senhor, também chamada de fração do pão.

> 4 - Dicas e Sugestões:    1- Preparar o ambiente da celebração, como uma verdadeira e festiva refeição: flores, velas, cor branca nas toalhas e vestes, pão (ázimo) e vinho abundante. 2- Para expressar mais claramente o sentido de refeição e ceia, além do sinal do vinho e do pão, a comunidade poderá trazer algum alimento para partilhar, especialmente com as crianças e com os pobres. Onde for possível, toda a comunidade se reúne ao redor da mesa, arrumada no centro da igreja. 3- Preparar cuidadosamente o lava-pés, que por algum tempo já foi considerado um sacramento pelas comunidades cristãs. Mesmo ligando-o com o tema da Campanha da Fraternidade, como acontece em algumas comunidades, é importante salientá-lo como sinal da doação de Jesus e o gesto profético que anuncia sua morte. 4- Neste dia do “novo mandamento”, é importante acolher bem as pessoas que chegam para a celebração. 5- Iniciar a celebração com um toque de flauta ou outro instrumento musical seguido do canto de um refrão orante, que expresse o sentido desta festa, como:”Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está!”. Uma voz entoa, seguida pela assembléia que o repete várias vezes, diminuindo o volume da voz. 6- Para a abertura, o Hinário Litúrgico 2, p. 161, sugere o canto: “ Nós devemos gloriar-nos”... Quem preside e toda a equipe de celebração entra e beija calma e solenemente a mesa da ceia (altar). Quem anima dá o sentido da celebração e acolhe fraternalmente todos. Sendo o início do Tríduo pascal, todos se saúdam, desejando-se mutuamente “ Feliz Páscoa!”. 7- Nesta noite da unidade, onde for conveniente, após este acolhimento, a comunidade faz a memória dos vários grupos e igrejas, com os quais quer estar em comunhão. Ao lembrar cada grupo, uma pessoa acende uma vela de uma candelabro preparado para isso e colocado em lugar de destaque. Assim retoma-se o primeiro rito da páscoa judaica, o acendimento das luzes da festa, a “ menorah”, (candelabro de sete braços), sempre feito pelas mulheres -. Segue-se imediatamente o canto do glória e a oração da coleta. 8- Particularmente neste dia, abrir o rito da Palavra com a recordação da vida, ou seja, fatos ou ações concretas, em que durante a quaresma a comunidade vivenciou sua páscoa. 9- A 1ª leitura pode ser feita como na ceia judaica. Uma criança pergunta: Por que esta noite é diferente das outras? Um adulto responde recitando o texto, se possível, de cor. Depois da leitura, onde for oportuno, podem ser passadas vasilhas com ervas amargas (chicória, almeirão, mostarda), como na ceia pascal, lembrando o sofrimento do povo de Israel no Egito. “Desta forma, estamos reverenciando o povo do qual veio Jesus e, ao mesmo tempo, entrando em comunhão com ele, que também celebra neste dia a festa da Páscoa”. 10- O Hinário Litúrgico 2, p. 47 oferece uma versão cantada para o salmo responsorial – Sl 116(115) e na p. 52, traz a partitura da aclamação ao evangelho, indicada para esta celebração: “Eu vos dou um novo mandamento”. 11- De preferência, encenar o evangelho integrando o lava-pés ao longo da narração. Uma pessoa faz o papel de Pedro, no diálogo com Jesus. Quem dirige lava, enxuga e beija o pé de cada pessoa, enquanto a comunidade entoa um hino apropriado, retomando o texto, como: “ Jesus, erguendo-se da Ceia, jarro e bacia tomou ...” Onde for possível, o gesto de Jesus seja vivido pelas pessoas que, na comunidade, exercem algum ministério ou serviço. 12- No momento da apresentação das oferendas, um grupo de pessoas prepara mesa da ceia diante da comunidade. Além de pães ázimos e de jarra de vinho, é bom que tenha algum alimento (pão, bolo, suco de uva...) que possa ser partilhado com todos no final da celebração.

 

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira