O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

2 de abril de 2017

Quinto Domingo da Quaresma - (Ano A – I semana do Saltério)

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

 

> 2 - Atualizando:     Em Cristo qualquer resquício de vida está destinada à ressurreição, por menos que seja. Com Marta confessemos nossa fé em Jesus, nossa vida e ressurreição pelo qual vencemos todas as formas de morte. Como fez diante do túmulo de Lázaro, nesta celebração o próprio Jesus suplica ao Pai, nos chama de dentro de nossos túmulos, nos dá seu espírito e nos convida a desatar as amarras que nos impedem de viver como ressuscitados. Damos graças ao Pai pela morte e ressurreição de seu filho Jesus Cristo. Comendo sua carne e bebendo seu sangue participamos de sua páscoa, passando da morte para a vida.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     João 11,1-45 – Ezequiel 37,12-14 – Salmo 130(129) – Romanos 8,8-11: A ressurreição de Lázaro é o último dos sete sinais do evangelho de João, vitória sobre o último inimigo. O nome Lázaro é a abreviação de Eleazar que significa “Deus ajudou”. Este sinal aponta para o Grande Sinal: a morte e ressurreição de Jesus. O diálogo entre Jesus e Marta vai subindo até chegar ao cume da revelação e da fé. Marta expressa a fé na ressurreição no final dos tempos, reconhece que Jesus é o Messias, o Filho de Deus e “o que há de vir”. Confessando o messianismo e a filiação divina de Jesus, Marta reconhece que Ele é a fonte da ressurreição. A declaração de Jesus: EU SOU, acompanhada de predicado “a ressurreição e a vida” baseia-se no livro do Êxodo 3,14. Pela história, Deus manifesta pouco a pouco quem ele é. Conforme Is 52,6 conhecer o nome de Deus é conhecer que ele é aquele que diz: Eis-me aqui! O “Eu Sou” significa: “Eu serei com eles nesta aflição o que serei com eles quando estiverem oprimidos e subjugados em outras situações”. O texto de Ezequiel anuncia a vida, o reinício, a esperança ao povo deportado e sofrido. Deus se revela como “Eu sou o Senhor” porque abre e faz sair dos túmulos. Em Jesus se encarnam a ressurreição e a vida definitiva. Ele recebe do Pai o poder de fazer com que outras pessoas participem de sua plenitude, tenham acesso à ressurreição escatológica. A oração de Jesus na ressurreição de Lázaro, deixa entrever a relação filial de Jesus para com o Pai. É ação de graças. Falando em voz alta, Jesus quer atribuir a glória ao Pai e fazer que todos creiam em sua missão. O grito forte de Jesus é um chamado à vida, uma convocação pessoal, palavra criadora. É o Espírito de Deus, aquele que ressuscitou Jesus, que vivificará pela justiça nossos corpos mortais.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p. 93-100.

 

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira