O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

26 de março de 2017

Quarto Domingo da Quaresma – ANO A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Quarto Domingo da Quaresma – ANO A

1-Aprofundando os textos bíblicos:
João 9, 1-41 – 1Samuel 16,1b.6-7.10-13a – Salmo 23(22) – Efésios 5,8-14: 

O contexto que está por trás do relato do cego de nascença, é a crise sofrida pelos primeiros cristãos ao serem expulsos da sinagoga O clima do interrogatório dos pais revela a situação de intimidação sofrida por quem seguia Jesus. Por certo tempo, os judeus que aceitaram Jesus como o Messias, formavam uma seita judaica. A partir do ano 70, com a destruição do templo de Jerusalém, os fariseus foram endurecendo suas posições, até expulsar do judaísmo quem confessasse Jesus de Nazaré, crucificado, como Messias.
Conforme a concepção do mundo antigo, havia um vínculo estreito entre o pecado e as enfermidades físicas. Os rabinos atribuíam as doenças de nascença ao pecado dos pais, ou à falta da própria criança durante a gestação. Neste único caso de cego de nascença mencionado no NT, Jesus afasta estas teorias. Para Ele o importante é assegurar a plena integridade à pessoa. Assim realiza um sinal manifestando sua origem divina e convida a humanidade a receber a luz verdadeira. A passagem da cegueira para a visão simboliza a passagem da incredulidade à fé, da morte à vida. O versículo 6 faz alusão ao conhecimento antigo dos efeitos terapêuticos da saliva, e quem sabe, do uso da argila. Jesus manda lavar-se na piscina do Enviado, e o cego recupera a vista. O Enviado/Messias traz a luz da revelação do projeto do Pai. Este sinal, o sexto do evangelho de João, unindo o simbolismo da água à luz e à unção, é clara alusão à liturgia batismal. 
2-Atualizando: Jesus é a luz que veio a este mundo. Quem o segue caminha progressivamente das trevas à luz, sendo também luz. E “se no passado fomos trevas, agora, pelo Senhor, somos luz: comportemo-nos como filhas/os da luz; e o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade”. Quem tem a luz não enxerga só pelas aparências, mas vê o coração.
3-A palavra de Deus na celebração: Hoje toda a assembléia, reconhecendo sua própria cegueira, deixa-se iluminar pelo Cristo e seu Espírito, retoma o compromisso batismal de viver como filhos/as da luz, vencendo as trevas do pecado e da morte. Agradeçamos ao Pai pelo novo olhar capaz de reconhecer na assembléia, na palavra e no pão, sinais da presença real do Cristo que salva e nos coloca em seu caminho.
4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p.85-92.

Maria do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez

 

 

> 2 - Atualizando:     João 9, 1-41 – 1Samuel 16,1b.6-7.10-13a – Salmo 23(22) – Efésios 5,8-14: Jesus é a luz que veio a este mundo. Quem o segue caminha progressivamente das trevas à luz, sendo também luz. E “se no passado fomos trevas, agora, pelo Senhor, somos luz: comportemo-nos como filhas/os da luz; e o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade”. Quem tem a luz não enxerga só pelas aparências, mas vê o coração. Hoje toda a assembleia, reconhecendo sua própria cegueira, deixa-se iluminar pelo Cristo e seu Espírito, retoma o compromisso batismal de viver como filhos/as da luz, vencendo as trevas do pecado e da morte. Agradeçamos ao Pai pelo novo olhar capaz de reconhecer na assembleia, na palavra e no pão, sinais da presença real do Cristo que salva e nos coloca em seu caminho.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     João 9, 1-41 – 1Samuel 16,1b.6-7.10-13a – Salmo 23(22) – Efésios 5,8-14: O contexto que está por trás do relato do cego de nascença, é a crise sofrida pelos primeiros cristãos ao serem expulsos da sinagoga O clima do interrogatório dos pais revela a situação de intimidação sofrida por quem seguia Jesus. Por certo tempo, os judeus que aceitaram Jesus como o Messias, formavam uma seita judaica. A partir do ano 70, com a destruição do templo de Jerusalém, os fariseus foram endurecendo suas posições, até expulsar do judaísmo quem confessasse Jesus de Nazaré, crucificado, como Messias. Conforme a concepção do mundo antigo, havia um vínculo estreito entre o pecado e as enfermidades físicas. Os rabinos atribuíam as doenças de nascença ao pecado dos pais, ou à falta da própria criança durante a gestação. Neste único caso de cego de nascença mencionado no NT, Jesus afasta estas teorias. Para Ele o importante é assegurar a plena integridade à pessoa. Assim realiza um sinal manifestando sua origem divina e convida a humanidade a receber a luz verdadeira. A passagem da cegueira para a visão simboliza a passagem da incredulidade à fé, da morte à vida. O versículo 6 faz alusão ao conhecimento antigo dos efeitos terapêuticos da saliva, e quem sabe, do uso da argila. Jesus manda lavar-se na piscina do Enviado, e o cego recupera a vista. O Enviado/Messias traz a luz da revelação do projeto do Pai. Este sinal, o sexto do evangelho de João, unindo o simbolismo da água à luz e à unção, é clara alusão à liturgia batismal.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal ABC, p.85-92.

 

Maria do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez