O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

19 de novembro de 2020

Final do Ano A, início do Ano Litúrgico B

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

34º Domingo do Tempo Comum –  Jesus: Rei do Universo

(2ª. semana do saltério)

  1. Aprofundando os textos bíblicos:  Ez 34, 11-12.15-17; Sl 22 (23); 1 Cor 15, 20-26.28; Mt 25, 31-46:

O evangelho de hoje é uma descrição profética do juízo final. O Filho do Homem chega na sua glória, como rei, para julgar todos os povos e confirmar o seu modo de viver conforme a misericórdia praticada com os excluídos, os pobres. Ele se identifica com cada necessitado, seu irmão. O Ressuscitado julgará “todas as nações” sem distinção: os que creram, serão julgados pelo cumprimento do evangelho; os que não são cristãos, pela fidelidade à ética, à verdade e à justiça. O critério da separação é a prática da justiça, do direito e da misericórdia. A lei maior é o amor ao próximo. A sentença faz-se em forma de bênção e de maldição; a aprovação será “herdar o reino”. O castigo, o “fogo eterno”: lembrança  do mal e de suas inevitáveis conseqüências.

Dentro da situação de exílio, Ezequiel é profeta da esperança e porta-voz de Deus libertador que busca e cuida de seu rebanho todo e de cada ovelha em particular. O texto hebraico diz no versículo 16b: “Mas a ovelha gorda, a ovelha forte, eu a eliminarei; farei meu rebanho pastar segundo o direito. Nos versos 17-22 trata das relações de igualdade entre as ovelhas. Deus-pastor cuida para que haja justiça e direito na sociedade a ser construída.

2. Atualizando:   Neste domingo, celebrando a realeza de Jesus, Ressuscitado pela justiça e misericórdia de Deus, somos julgados pelos pobres. É possível  proclamar a realeza de Cristo enquanto seus irmãos prediletos, são excluídos da liberdade e do direito à vida digna?

  1. A palavra de Deus na celebração: A celebração litúrgica é o encontro com o Senhor, nosso pastor, rei e juiz que nos julga, nos purifica e nos faz participantes de sua realeza. Experimentamos por antecipação do reino que seu amor misericordioso nos  preparou. Hoje sua palavra faz cair nossas máscaras e nos leva a buscar nossa verdadeira identidade, na vivência da misericórdia para com todos, particularmente, com os pobres e excluídos.     
  2. Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor TC Ano A, p.283-293.

 

1º Domingo do Advento - Ano B

(1ª. semana do saltério)

 

  1. Aprofundando os textos bíblicos: Is 63, 16b-17.19b; 64,2b-7; Sl 79 (80); 1 Cor 1, 3-9; Mc 13,33-37:

Em sua Palavra, hoje Deus se revela como nosso resgatador, redentor. A palavra “resgatar” (Go’el) ocorre 23 vezes em Is 40-66. Seu significado é a intervenção de um parente em favor de um membro da família vivo ou morto. Em relação a um parente morto, o redentor é o vingador do sangue, ou quem lhe dá uma descendência se ele não deixou filhos; no caso de parente que caiu na miséria ou escravidão, o resgatador paga as dívidas, ou resgata a ele mesmo. Deus é nosso Parente, o Pai/Mãe que nos modela e ensina a caminhar. Jesus é o Go’el, que ao ausentar-se, deixou a sua missão sob responsabilidade de seus servos, recomendando que estivessem vigilantes. Servos, patrão e casa se referem à comunidade cristã. Nas mãos da comunidade está o evangelho de Jesus, sua causa, e sua casa. Seguir a Jesus, Go’el, redentor nosso, é ser resgatador do ser humano, dos pequenos, dos marginalizados, dos inválidos, dos que vivem com um salário de fome; do terceiro mundo vivendo de migalhas das nações ricas. A 1ª carta aos Coríntios é ação de graças pelos dons recebidos de Deus. Ele nos mantêm firmes e irrepreensíveis na caminhada, superando os conflitos. À esperança da vinda de Jesus, corresponde à contínua fidelidade que nos chama para a comunhão com nosso “Parente”, Irmão mais velho.

  1. Atualizando: A oração de Is 64,7, no início deste Advento, nos dá certeza de que Deus continua cuidando de nós como obra de suas mãos. Advento é o tempo de semear o Reino! Advento do mundo justo e solidário. Estamos vigilantes, cuidando da casa de Deus, para que o novo mundo chegue? Lembramos das palavras de Che Guevara: “Não me esperem para a colheita, pois estarei sempre na semeadura”.
  2. A palavra de Deus na celebração: O acendimento da 1ª vela do Advento, faz brilhar em nós a esperança do mundo novo, já presente em tantos sinais: na luta e resistência dos pobres e nas pequenas vitórias em nosso cotidiano. Damos graças ao Pai, o Divino oleiro que nos molda, qual barro em suas mãos. Pelo Filho, o redentor, sacramentalmente presente e atuante em nossa assembléia, Ele nos mantém acordados e perseverantes na missão de apressar a chegada definitiva do Reino.
  3. Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor, Ciclo do Natal, Ano B, p.71-75.

 

2º Domingo do Advento – (2ª. semana do saltério)

 

  1. Aprofundando os textos bíblicos: Is 40, 1-5.9-11; Sl 84 (85); Mc 1,1-8:

A 1ª leitura faz parte do livro da Consolação. Este trecho é um prólogo com várias vozes: 1-2 / voz do profeta a seus irmãos; 3-5 / voz de um arauto; 6-8 / voz de outros mensageiros (não lidos na liturgia de hoje); 9-11 / voz de Jerusalém que recebe a mensagem e a transmite a outras cidades. Falar ao coração, trata-se do mais íntimo, sentimentos, razão e vontade. A voz que clama para abrir no deserto um caminho para o Senhor, motivou os monges de Qumran a retirar-se para o deserto; incentivou a profecia de João Batista. O tema do Novo Êxodo, já anunciado por Jr e Ez, começa aqui a afirmar-se explicitamente. A palavra “glória” originariamente significa peso. Deus vai fazer sentir o peso de sua presença, libertando Israel. O verso 9 é boa notícia por excelência, um evangelho: Deus apascenta seu povo como pastor que reúne, “carrega no colo os cordeirinhos” e conduz carinhosamente. É um novo êxodo. O Evangelho retoma Isaías.  Marcos identifica João Batista como o anjo prometido no Ex 33,2, como o arauto da primeira leitura e como o profeta Elias pela austeridade e modo de vestir-se. João, o Batizador, prega no deserto, lugar do caminho de volta para Deus. Muitos acorrem ao deserto porque não acham mais resposta nas liturgias penitenciais e ritos de expiação do templo. JB prega um batismo de arrependimento e conversão que se expressa na confissão dos pecados, como renovação da Aliança e na imersão na água, como rito que sela a reconciliação.

  1. Atualizando: A palavra de hoje nos pede um estilo simples de vida, como João, uma crítica à acumulação e consumismo de hoje e denúncia às riquezas injustas. O advento do Reino exige mudança de vida, mudança de mentalidade, mudança do lugar social. Estamos dispostos a isso?
  2. A palavra de Deus na celebração: No meio de nossas infidelidades, Deus vem refazer conosco sua aliança, pela memória pascal de Jesus e nos oferece o alimento do Reino. Na escuta atenta da palavra e na partilha do pão, expressamos nosso desejo de conversão pessoal e comunitária, preparando os caminhos para a chegada de um mundo novo.
  3. Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor , Ciclo do Natal, Ano B, p.76-80.

 

3º Domingo do Advento –  “Gaudete”(3ª. semana do saltério)

  1. Aprofundando os textos bíblicos: Is 61, 1-2ª. 10-11; Cant. Lc 1,46-50; 1 Ts 5, 16-24; Jo 1, 6-8. 19-28:

Neste domingo da alegria, o evangelho apresenta João Batista e seu testemunho diante dos chefes do povo judeu. Ele não é o Messias esperado, nem pretende ser Elias, o profeta do século VIII que lutou para manter Israel fiel à Aliança. Nem pretende ser o profeta esperado por outras correntes do judaísmo. João Batista, com sua pregação penitencial e seu anúncio do iminente juízo de Deus, com seu batismo para remissão dos pecados se declara simplesmente como a “voz que clama no deserto” exigindo “que sejam preparados os caminhos do Senhor que está para chegar”. João Batista afirma que o enviado de Deus já está presente. A 1ª. leitura, é do Terceiro Isaías, texto escrito após o exílio (538 a.C.). Ungido por Deus para anunciar a salvação aos mais necessitados, Jesus aplicará esta passagem a si mesmo em Lc 4,16-22, apresentando-se como o Messias. Isaías fala da alegria transbordante pela chegada de Deus, como noivos no dia do casamento, com vestes especiais e com manto da justiça. Fala também da terra fértil, do jardim, que brota e floresce e os louvores de todas as nações. A 2ª. leitura é um convite à alegria em contexto escatológico, cultual, de ação de graças, de oração profética. Espírito, alma e corpo é a forma grega de explicar o ser humano em sua consagração plena e total. A alegria intensa dos seguidores do Messias tem seu fundamento na fidelidade do Deus da Aliança.

2. Atualizando: A tarefa de preparar o caminho do Senhor é nossa tarefa para qualquer época do ano. A missão de João Batista é nossa missão: não usurpar o lugar de Jesus, mas gastar a vida abrindo-lhe caminho, anunciando-o, tornando possível a sua chegada e o Reino. Como  precursores, nivelamos montes, preenchemos os vales, abrimos caminhos? Estamos convencidos que o messianismo de Jesus é ser Boa notícia para os pobres?

  1.  A palavra de Deus na celebração: Em nosso louvor e ação de graças manifestamos a alegria da ação libertadora de Deus em nossa vida. O Senhor, o verdadeiro portador da Boa-Nova que esperamos já está no meio de nós. Sua palavra nos convida, pelo testemunho convicto de João Batista, a centrar nossa vida no projeto da Luz verdadeira e nos confia a missão de ser, no deserto do mundo, sinais de sua vinda.
  2. Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor,Ciclo do Natal, Ano B, p. 81-85.

 

4º Domingo do Advento  – (4ª. semana do saltério)

  1. Aprofundando os textos bíblicos: 2 Sm 7, 1-5.8b-12.14ª.16; Sl 88 (89); Rm 16, 25-27; Lc 1, 26-38:

No Evangelho de hoje, o Espírito é o centro da narrativa da Encarnação do Verbo que acontece na insignificância de Nazaré, na Galiléia. Maria era legalmente casada com José, mas conforme o costume judaico, ainda não convivia com ele. O poder de Deus se manifesta de modo contrário ao poder humano, dependendo da vontade e da resposta de uma mulher, de um ser que não conta como força de decisão e de governo no esquema social vigente. A jovem Maria se apóia no projeto de Deus. A força não está nela, mas no Espírito. Ela está coberta com a sombra de Deus, como em Ex 40,35 e Nm 9,18-22, presença eficaz de Deus, sinal que Ele toma posse de sua morada. A resposta de Maria resume a atuação de Deus que toma a iniciativa, para que a história humana não se submeta aos interesses de pessoas e grupos. “Eis a serva”, antes ser uma resposta de humildade é resposta de fé e de amor. Na Bíblia, ser “serva de Deus” é um título de glória. Jesus não pode ser filho de interesses reais ou de dinastias que manipulam a Deus. O Messias vem da periferia, por meio dos pobres e inaugura o tempo de abandonar os sonhos de poder, de domínio, de riqueza, de desejo de “acabar com o inimigo”. A 1ª leitura é uma profecia, não do futuro, mas descreve a pretensão que o poder provocou em Davi. A história se encarrega de demonstrar que a monarquia suplantou a experiência tribal comunitária e não foi capaz de guardar os valores da igualdade, mas abriu caminho ao poder e ambição individual dos reis. Foi a corrupção da dinastia de Davi que levou Judá ao desastre e ao exílio. O equívoco do poder na economia, política e religião, quando se coloca à frente do divino, é pensar que são os poderosos que vão dar prestígio e força à divindade; que vão construir “casa” para Deus. O profeta quer demonstrar o contrário: o poder humano não pode manipular a divindade. É Deus que dá sentido ao poder quando exercido a serviço dos irmãos. A carta aos Romanos recorda que é exatamente esta a missão de Jesus. Ele faz a “revolução” do serviço: aquilo que esteve oculto, aquilo que nunca se conseguiu no AT por causa dos interesses humanos, em Jesus se manifesta pela força do Espírito.

  1. Atualizando: Deus não aprova os projetos de poder de nossas Igrejas. Eles são contra a lógica da Encarnação. A única e verdadeira força da Igreja é e será sempre o Espírito do Ressuscitado. O plano de Deus não passa pelo triunfalismo, mas germina na história dos pequenos, como em Maria de Nazaré. Acreditamos no Messias pobre que vem da periferia do mundo?
  2. A palavra de Deus na celebração: Com o coração agradecido e cheio de esperança, proclamamos pela eucaristia, nossa adesão ao plano de salvação em nossa vida e na história da humanidade. Como Maria, acolhemos a Palavra que em nós se faz carne pela força do Espírito e suplicamos que sejamos transformados pelo mesmo Espírito em Corpo eclesial de Cristo, sacramento de sua salvação no mundo.
  3. Dicas e sugestões: Encontram-se no Dia do Senhor, Ciclo do Natal, Ano ABC p.86-90.

 

Vigília do Natal – 24/12/  - Tempo do Natal

  1. Aprofundando os textos bíblicos: Is 62, 1-5; Sl 88(89); At 13, 16-25; Mt 1, 1-25 (ou 18-25): O Evangelho desta vigília é a genealogia de Jesus, conforme Mateus, para inseri-lo na história da humanidade e na história de seu povo. Abraão é o pai dos crentes; Davi o fundador de uma dinastia real. Ambos recebem as promessas de Deus. Jesus é filho da história humana e da promessa divina. Mencionam-se cinco mães de Jesus: Tamar, nora de Judá; Raab, a aliada do povo hebreu em Jericó; Rute a estrangeira moabita que faz aliança com Noemi e lhe dá uma descendência. Betsabéia, esposa de Urias, assassinado por Davi, mãe de Salomão. A quinta é Maria de Nazaré. O texto distingue a importância da mãe e diz: José, esposo de Maria e não Maria esposa de José. Gerar é transmitir a própria imagem. O evangelho reúne três tradições do povo: Abraão, patriarca no sistema tribal, igualitário; Davi, rei no sistema monárquico e Isaías, o profeta. O texto repete 3 vezes o número quatorze: 14 seria a soma do valor numérico das três consoantes do nome de Davi (D=4, V=6:  4+6+4=14). Para os apocalípticos da época, Jesus surge ao termo da sexta semana da história sagrada, que começa com Abraão, ou seja na plenitude do tempo (6 x 7). O nome Jesus equivale a Emanuel, Deus conosco para sempre.

 

Natal do Senhor Jesus – 25/12 (3)

 

  1. Aprofundando os textos bíblicos - missa da noite: Is 9, 1-6; Sl 95 (96); Tt 2, 11-14; Lc 2, 1-14:

A 1a. leitura se refere ao povo do norte de Israel. Esse povo está debaixo do jugo do império assírio. O texto traz o contraste trevas-luz e fala repetidas vezes de alegria e júbilo. As trevas são símbolo da infelicidade, opressão, cativeiro e morte. A luz é símbolo de salvação. No hino de Isaías, a luz afugenta as trevas e dá forma a uma nova terra. A alegria substitui a guerra e o traje de festa faz esquecer a roupa manchada pela violência. A esperança toma o lugar da agonia e os olhos cansados pelo pranto se renovam à luz de uma nova existência. Deste modo, o país se prepara para uma paz duradoura.  O povo de Deus é um povo movido pela esperança que mesmo em meio às incertezas e obscuridade se aventura a buscar novos rumos; povo que constrói sua identidade a partir da proposta de Deus. É um povo que aprende a reler sua própria história no meio de grandes decepções e crises. O nascimento de um menino traz a libertação ao povo, alimenta suas esperanças e seu nome mostra suas ações a favor dos pobres: “Conselheiro maravilhoso”, “Deus forte”, “Pai para sempre”, “Príncipe da paz”.

No AT a cidade de Davi é Jerusalém. Lucas diz que é a pequena Belém, onde, pobre entre os pobres, nasce o Salvador. Jesus vem por caminhos alternativos, não trilhados pelos poderosos. Os pastores eram pobres e humildes, malvistos em Israel porque viviam à margem da comunidade praticante. Eles recebem por primeiro a Boa Nova. Acreditam na palavra e reconhecem na criança pobre, o Salvador. O céu (anjos) e a terra (pastores) o adoram. Ele é “o Senhor”, manifesta a glória de Deus e traz a paz ao mundo. O Messias pobre enche de luz existência humana e nos permite vislumbrar Deus que vem ao nosso encontro. Jesus ilumina a insignificância e anonimato da vida dos pobres. Deus Encarnado nos convoca para proclamar um reino onde todas as pessoas podem alcançar a plenitude humana. Reino sem injustiças, sem poder absoluto, sem a violência do sistema vigente. Reino do diálogo e da solidariedade.

A segunda leitura enfatiza que se deve assumir um estilo de vida conforme o acontecimento salvífico, pois para Paulo e todos os apóstolos, o seguimento de Cristo não se reduz à execução de certos preceitos religiosos, mas se expressa basicamente num estilo de vida sóbrio, autêntico e criativa, superando a alienação e o conformismo.

2-Atualizando: Hoje a palavra de Deus nos diz: a salvação não vem dos poderosos; vem dos pobres, migrantes, marginalizados e explorados; Jesus é Messias pobre, enviado ao povo pobre. A que Messias seguimos? A quem hoje devemos ser portadores de boas notícias?

 

DOMINGO DO NATAL DE JESUS  – 25/12 –

1. Aprofundando os textos bíblicos: 2ª. missa: Is 62, 11-12; Sl 96 (97); Tt 3, 4-7; Lc 2, 15-20: 

O evangelho põe em destaque a figura dos pastores, pessoas pouco contadas na sociedade. São insignificantes, mas recebem por primeiro a Boa-Nova. Vão comprovar a mensagem, tornam-se testemunhas oculares. Acreditam na Palavra e reconhecem na pobre criança o Salvador.  Maria interioriza, guarda as palavras no coração, até no momento de entender plenamente. Na primeira leitura o profeta anuncia a salvação de Deus. Deus adotou novamente seu povo, chamando-o do exílio, não que o povo merecesse, mas porque Deus é fiel à sua Aliança. A segunda leitura é uma síntese da fé, parecido com um hino. A bondade de Deus se revela em diversos salmos, no livro do Êxodo e  agora a bondade se manifestou no Messias que a revelou como amor universal e solidariedade de Deus.

2-Atualizando: O seguimento de Jesus é um estilo de vida. É o jeito dos pastores: ouvem o anuncio e vão contar a outros o que viram e ouviram. É o jeito de Maria que ouve o que os pastores vão lhe contar e deixa a palavra se aprofundar nela. Nossas comunidades conseguem viver como os pastores e como Maria? Aceitamos que a mensagem do Natal passe pelos pequenos, devido sua receber e partilhar com simplicidade?

 

Natal do Senhor Jesus – 25/12

1. Aprofundando os textos bíblicos: (3ª. missa) João 1,1-18 ; Isaías 52,7-10; Salmo 98(97); Hebreus 1,1-6:

O prólogo do evangelho de João é um hino ao Messias, celebrado como Palavra divina; hino que traz os sinais da liturgia cristã de Éfeso, ampliado pelo evangelista João que ultrapassa os limites da humanidade de Jesus e remonta a Deus. Este evangelho é um hino, cujo sujeito é a Palavra cujo significado é a Sabedoria personificada e razão do universo. A Palavra se identifica com Jesus Messias, pela encarnação. Ele é o mediador da revelação de Deus (v. 18). “No princípio”, assim começa o Gênesis, e assim começa o Evangelho de João, referindo-se ao começo absoluto, desde sempre junto de Deus. João chega a um princípio anterior à criação; a Palavra está antes de tudo. A Palavra, amor e fidelidade de Deus, entrou na história, assumiu a condição humana naquilo que tem de mais frágil – criança pobre. A Palavra chega “sobre os pés do mensageiro da paz”. A Palavra habitou entre nós a partir do corpo da jovem Maria. A Palavra estava junto, face-a-face com o Pai e carregada de humanidade retorna a Ele. A expressão “os seus” pode significar a humanidade inteira capaz de aceitar ou recusar a palavra de Deus; ou o povo eleito. O v. 16 é traduzido pela Bíblia do Peregrino como: “lealdade que corresponda à sua lealdade”, “graça após graça”. A lealdade, a fidelidade de Deus se realizaram em Jesus de Nazaré.  A 2ª. leitura apresenta Jesus como: herdeiro de todas as coisas, encarnação da sabedoria, pela qual Deus criou o universo, palavra que tudo sustenta, redentor (go’el) e herdeiro da glória. Tudo isso nos é revelado através de uma criança.

2-Atualizando: A Palavra armou sua tenda em nosso meio, fez-se gente como nós, para nos ensinar a nos tornar mais divinos como o Pai. Jesus é, em pessoa, aquilo que Deus sonhou para toda humanidade: salvação, paz, bem, boa notícia, cantos de alegria, compaixão e redenção. Nossa celebração do Natal é compromisso com a transformação da história?

3-A palavra de Deus na celebração: Damos graças pela manifestação de Deus na fragilidade de nossa humanidade e participando da ceia pascal, como filhos no Filho, acolhemos sua vinda nos sinais simples e pobre do pão, no hoje de nossa história.

4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo do Natal, ABC.

 

> 2 - Atualizando:     Neste domingo, celebrando a realeza de Jesus, Ressuscitado pela justiça e misericórdia de Deus, somos julgados pelos pobres. É possível proclamar a realeza de Cristo enquanto seus irmãos prediletos, são excluídos da liberdade e do direito à vida digna?

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Textos bíblicos: Ez 34, 11-12.15-17; Sl 22 (23); 1 Cor 15, 20-26.28; Mt 25, 31-46:

> 4 - Dicas e Sugestões:    No início deste Advento, nos dá certeza de que Deus continua cuidando de nós como obra de suas mãos. Advento é o tempo de semear o Reino! Advento do mundo justo e solidário. Estamos vigilantes, cuidando da casa de Deus, para que o novo mundo chegue? Lembramos das palavras de Che Guevara: “Não me esperem para a colheita, pois estarei sempre na semeadura”.

 

M.Carmo de Oliveira e M.Lourdes Zavarez