O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

11 de julho de 2020

DÉCIMO QUINTO DOMINGO - Ano A

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

15º Domingo do Tempo Comum ano A

1- Aprofundando os textos bíblicos: Mateus 13, 1-23 (ou 1-9); Isaías 55, 10-11; Salmo 65(64); Romanos 8,18-23:

O capítulo 13 de Mateus é composto por 7 parábolas sobre o Reino de Deus: semeador, joio, grão de mostarda, fermento, tesouro, pérolas e rede lançada ao mar. O número sete evoca os dias da criação, sugerindo a revelação, no tempo. A parábola do semeador é estruturada em três partes: parábola (vv.3-9) pergunta (10) e explicação (11-23). O cerne da parábola é a fecundidade da semente, conforme o terreno. São três terrenos estéreis, um terreno bom com 3 capacidades de frutificar. Jesus anuncia que já se deu o encontro entre o germe e a terra. Só o último terreno deu frutos, mas os 3 primeiros também receberam a semente. Uns mais, outros menos, acolheram a palavra. Chama a nossa atenção a ordem decrescente “cem, sessenta, trinta por um”; o rendimento “30 por um” já é muito bom, excelente, mesmo! É necessário ouvir e compreender. A compreensão depende das disposições do coração. O evangelho e a primeira leitura estão muito ligadas. Isaías diz que a Palavra de Deus é eficaz, “como a chuva no chão”. Mas Jesus acrescenta: depende do chão! A Palavra de Deus permanece sempre, e a seu tempo realiza sua missão. Ela é sempre fecunda, mas como na Aliança, espera que alguém, ao ouvi-la, deixe-se penetrar, a absorva e assimile, deixando-a frutificar na história da humanidade. A segunda leitura, um trecho do capítulo 8, eixo da carta aos Romanos, onde a palavra Espírito ocorre 29 vezes. Na vida do Espírito, somos filhas e filhos, herdeiros e podemos esperar o mundo novo. A vida nova é semente de nova humanidade. Faz olhar a história como um processo de gravidez com dores de parto que envolve toda a criação e tem nascimento garantido. O Espírito, poder e força do Ressuscitado, traz a vitalidade que a lei mosaica jamais pôde conferir.

2- Atualizando: Quais são concretamente os obstáculos que impedem a boa acolhida e o crescimento da semente da Palavra em nós, nas famílias e comunidades, na estrutura da sociedade? Como temos combatido o consumismo, dominação ideológica, alienação, culto ao poder, à riqueza e ao prazer, que endurecem nossos “terrenos”, hoje?

3- A palavra de Deus na celebração: Na celebração nos reunimos para escutar e acolher a Palavra da salvação que é o próprio Jesus, o Verbo de Deus. Ele, como boa semente foi lançado à terra, frutificou e faz-se pão para nosso alimento. Participamos da vida de Jesus como discípulos/as - bom terreno- acolhendo dele, o semeador, a semente da palavra viva e fecunda, capaz de saciar a fome de muitos.

4-Dicas e sugestões:

1) Toda a liturgia da Palavra neste domingo do semeador merece destaque. O símbolo mais sugestivo é a semente.

2) Preparar bem a mesa da Palavra, enfeitando-a com toalha colorida, flores, velas.

3) No final da primeira leitura, todos podem entoar a estrofe do canto que retoma o texto: “É como a chuva que lava/ É como o fogo que abrasa/ Tua Palavra é assim/  não passa por mim sem deixar um sinal”. (bis)

Maria de Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     Isaías diz que a Palavra de Deus é eficaz, “como a chuva no chão”. Mas Jesus acrescenta: depende do chão! Que tipo de terreno somos?

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Textos bíblicos: Mateus 13, 1-23 (ou 1-9); Isaías 55, 10-11; Salmo 65(64); Romanos 8,18-23:

> 4 - Dicas e Sugestões:    Mateus é composto por 7 parábolas sobre o Reino de Deus: semeador, joio, grão de mostarda, fermento, tesouro, pérolas e rede lançada ao mar. O número sete evoca os dias da criação, sugerindo a revelação, no tempo.

 

M. do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez