O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

11 de agosto de 2019

Décimo nono domingo do Tempo Comum – Ano C

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Décimo nono domingo do Tempo Comum – Ano C

 

1-      Aprofundando os textos bíblicos: Sabedoria 18,6-9; Sl 33(32); Hebreus 11,1-2.8-19; Lucas 12, 32-48.

– O Evangelho de hoje nos anima à vigilância com três parábolas: a primeira fala do servo e patrão; a segunda do dono e o ladrão; a terceira do administrador fiel. Embora a exortação valha para todos, há diversos graus de responsabilidade. As parábolas têm como horizonte, a parusia, volta gloriosa do Cristo no fim dos tempos, para o Juízo Final e sua aplicação é para o presente dos seguidores de Jesus. No provérbio “onde está o vosso tesouro, aí estará vosso coração” do v. 34, o coração é visto como o centro da vida consciente e livre: aquilo que alguém declara seu tesouro polariza seu interesse e alimenta sua atividade.

“Tende a cintura cingida”- o israelita cinge e prende a veste talar para trabalhar ou caminhar, ou brigar (Ex 12,11). Estar cingido e com lamparinas acesas é estar atento, disponível, à espera. O patrão tem uma atitude de servo e convida os criados a um banquete numa hora avançada da noite. Quem está vigilante é chamado de feliz (vv 37.38.43). A vigilância é coletiva, mas se aplica a cada pessoa. A demora do patrão se aplica ao tempo de Lucas, em que já não se espera uma concretização imediata do Reino de Deus. E devido a essa espera, o espírito de vigilância deve permanecer sempre firme.

 A 1ª leitura mostra-nos que o povo de Deus na caminhada para a terra prometida vive o provisório; o Senhor é sua segurança e o cobre de glória. Os pais ensinavam seus filhos a confiar nas promessas e na ação de Deus e viver a solidariedade e a partilha com todos, e assim se preparar para participarem da libertação. O exemplo de fé de nosso pai Abraão nos leva a arriscar a vida, abandonar todas as seguranças para se lançar confiante no chamado de Deus. Nem Abraão, nem seus descendentes viram a realização da promessa, mas permaneceram vigilantes e na esperança.

2- Atualizando: O evangelho nos pede vigilância para a vinda do Senhor, desprendimento dos bens, valorização do que é fundamental e novo sentido para nossas atividades do cotidiano. Deus está sempre chegando, chamando, oferecendo oportunidades. Estamos atentos e abertos para não perder as horas de Deus?

3- A palavra de Deus na celebração: Reunidos como pequeno rebanho, acolhemos a Palavra do Senhor que nos faz vencer o medo, cingir nossos rins, acender nossas lâmpadas para estarmos vigilantes e em permanente prontidão para o serviço do Reino. O pão que juntos repartimos é sacramento do tesouro que dá razão à nossa esperança em meio às inevitáveis lutas da vida.

4- Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, TC Ano C p. 149-153.

 

M. do Carmo de Oliveira e

M. Lourdes Zavarez

 

 

> 2 - Atualizando:    

> 3 - A palavra de Deus na celebração:    

> 4 - Dicas e Sugestões:   

 

M. Carmo de Olivira e M. Lourdes Zavarez