O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

4 de agosto de 2019

DÉCIMO OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO C

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Décimo oitavo Domingo do Tempo Comum – ano C

 

1-      Aprofundando os textos bíblicos:

Eclesiastes 1,2;2,21-23; Sl 90(89); Colossenses 3,1-5.9-11; Lucas 12,13-21.

– O Evangelho de hoje nos traz um dos discursos de Jesus sobre a riqueza. Jesus é muito duro e crítico com relação aos ricos e aos bens materiais acumulados na iniquidade e na injustiça.  Existe uma oposição radical entre Jesus e a riqueza.

Conforme Puebla 493-494, as riquezas tendem a se converter em ídolo que toma posse do coração. Na parábola de Lucas, o rico exprime seu pensamento através de um monólogo insensato. Ele tem a vida como empréstimo e está chegando a hora de restituí-la. Herança, investimento, safra, sucesso não livram a pessoa humana do perigo de endurecer-se, de romper a comunhão com Deus e com os irmãos.

É importante ter o suficiente para viver dignamente, mas a vida é muito mais do que possuir armazéns e acumular bens. O fazendeiro da parábola poderia ter feito tanta coisa boa com sua riqueza, mas resolveu fechar-se em si mesmo. Vida inútil, imprestável para Deus. O texto do Eclesiastes lembra que acumular e juntar riquezas é vaidade. Todos os esforços e preocupações não levam a nada, pois iremos morrer e o que tivermos acumulado de nada nos servirá.

O autor do Eclesiastes chega à conclusão que o mais importante não é ser rico, famoso, ou sábio, mas saber viver bem com as outras pessoas.

Paulo, na segunda leitura, aconselha procurar as coisas do alto, pois nossa vida está escondida com Cristo em Deus. A grande riqueza é a convivência fraterna, a partilha, a solidariedade e a entrega da vida pela justiça e pelo bem comum.

2- Atualizando: A liturgia de hoje nos lembra que a riqueza é iníqua. O lucro é injusto e assassino, pois leva a desconsiderar os fracos e empobrecidos. O desejo desenfreado de lucro precisa manter as desigualdades e isso é contra o projeto de Deus, é pecaminoso. A produção deve trazer vida às pessoas, e não as pessoas estarem a serviço da produção e do lucro. Só a partilha, a solidariedade e o amor aos irmãos nos fazem passar da morte para a vida.

Como a Palavra de Deus nos questiona hoje? Qual é o projeto que domina nosso país e as estruturas políticas e econômicas do nosso tempo? De que lado estamos?

3- A palavra de Deus na celebração: A participação na celebração nos abre para a convivência e para a partilha, verdadeira riqueza que nos traz felicidade. Isto exige despojamento da ganância e do desejo de acumulação que geram desigualdade, para sermos comunidade de irmãos, pondo toda esperança no Senhor, o Pão da Vida, o “único necessário” que dá sentido, força e direção ao nosso caminhar...

4- Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, TC Ano C, p. 144- 148.

Maria do Carmo de Oliveira e M. Lourdes Zavarez

 

 

> 2 - Atualizando:     É importante ter o suficiente para viver dignamente, mas a vida é muito mais do que possuir armazéns e acumular bens.

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Eclesiastes 1,2;2,21-23; Sl 90(89); Colossenses 3,1-5.9-11; Lucas 12,13-21.

> 4 - Dicas e Sugestões:   

 

M. Lourdes Zavarez e M. Carmo de Oliveira