O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

16 de março de 2019

Segundo Domingo da Quaresma, Ano C - 2019

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Segundo Domingo da Quaresma – Ano C

Salmos da segunda semana

1- Aprofundando os textos bíblicos: Gênesis 15,5-12.17-18; Salmo 27(26);Filipenses 3,17-4,1; Lucas 9,28b-36: – O tema da aliança, centro da história de Israel, perpassa a liturgia de hoje. Conforme o costume da época, quando as pessoas firmavam um pacto ou contrato, deviam passar entre as metades de um animal sacrificado. O rito equivalia a um juramento. A aliança com Abraão é unilateral, porque somente Deus se compromete. Abraão não realiza o rito; somente Deus passa, em uma teofania misteriosa – escuridão, calor, fumaça e fogo. A aliança é renovação da promessa, pronunciada somente por Deus. A justiça de Abraão consiste em viver conforme a vontade de Deus, expressa na promessa. A narração da transfiguração de Jesus, retoma temas centrais do AT como: montanha(Ex 19), onde se realizou a Aliança de Deus com o povo, e onde Israel se refugiava para se organizar como povo livre; tenda(Jz 5, 24)  que é referência ao projeto de Deus, de uma sociedade igualitária, sem palácios, sem templo e sem rei. O v. 33 de Lucas traz, na palavra de Pedro, a proposta de Jesus e das comunidades cristãs de retomar o projeto tribal, igualitário. É também alusão a Êxodo 23,16, Levítico 23,24 e Deuteronômio 16,13 que falam da Festa das Tendas celebrando um aspecto da libertação. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas. A nuvem luminosa os encobre e a Jesus, da mesma forma como estava sobre o Sinai (Ex 19,16; 24, 15-16), sobre a Tenda do Encontro (Ex 40, 34.35) e sobre o Templo (I Rs 8,10-12). A nuvem (Ex 13, 20-21; 19,9) indica a presença de Deus em Jesus.          

2- Atualizando: “Se a morte é o maior dos absurdos, a partir de Cristo, desde a sua morte a sua ressurreição (hoje vislumbrada na Transfiguração), doar a vida, gastá-la na luta pela justiça e pela solidariedade, pela verdade e pela vida, é o acontecimento frutífero por excelência, já que Cristo associa a si mesmo a uma multidão de irmãos... Não é que Deus queira - é preciso insistir - que ninguém morra. Ele é o Deus da vida e não da morte, porém nada oferece mais vida que o amor, por isso é Deus de amor. Deus nos quer sempre, a cada dia, doando vida, ainda que diante da injustiça, da violência e do pecado, essa busca de dar vida pode implicar ter que efetivamente doar a vida. Porém, como sempre, é a vida e o amor o que conta, é a vida pelo reino, é um dar a vida para que outros vivam. Uma morte que dá vida e sentido a tantas vidas mortas.” (Portal Claret) Que transfiguração Deus nos propõe hoje?

3- A Palavra de Deus na celebração: Acolhemos com alegria a revelação que o Pai nos faz de sermos em Jesus, seus filhos amados. Conscientes desta dignidade somos encorajados a permanecer firmes em seu caminho, obedientes ao mandamento de escutar atentos sua Palavra. Participamos do mistério de sua morte e ressurreição, recebemos seu corpo glorioso e somos motivados a transfigurar com Ele nossa realidade ainda tão desfigurada.

4- Dicas e sugestões: As sugestões encontram-se no Dia do Senhor Ciclo Pascal ABC, p. 132-137. A Oração da CF poderá concluir as preces da comunidade.

 

 

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> 3 - A palavra de Deus na celebração:    

> 4 - Dicas e Sugestões: