REDE CELEBRA 
O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

7 de janeiro de 2018

SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     

Epifania do Senhor Jesus

1-Aprofundando os textos bíblicos: Mateus 2, 1-12 – Isaías 60,1-6 – Salmo 72(71) – Efésios 3,2-6: Hoje as leituras acentuam que Deus quer a unidade de todos os povos, unidos  como filhos de Deus, irmãos entre si, pela fé em Jesus Cristo. A 1ª leitura é um poema, um canto sobre Jerusalém abandonada e na escuridão. O profeta entrevê o futuro de reconstrução. Jerusalém será iluminada, reencontrará seus filhos e uma multidão de estrangeiros encherão de bens preciosos e de oferendas o seu templo. Madiã, Efa, Sabá se referem a povos árabes, estrangeiros do leste do Golfo de Ácaba, da Arábia Saudita. Em Efésios 3, somos chamados a ser filhos herdeiros de Deus, participando do Corpo de seu filho Jesus. Fala do ‘mistério’ que é o desígnio eterno de Deus realizado em Jesus e dirigido a todas as pessoas. O Evangelho mostra o sentido universal do nascimento de Jesus. Ele é o Rei-Messias, salvador anunciado pelos profetas do Primeiro Testamento. Rejeitado por Herodes e seu povo, é aceito pelos pagãos representados pelos Magos, que provavelmente são sábios, astrólogos da região do atual Iraque, antiga Babilônia. Este texto opõe Herodes a Jesus Menino. Para Herodes, Jesus é um rival perigoso a ser eliminado por ser o anunciado descendente do Rei Davi. A astúcia de Herodes é vencida pela luz da estrela, pela atenção dos magos aos sinais enviados por Deus através da trajetória da estrela. São estrangeiros fiéis ao projeto de Deus revelado nos sinais cósmicos. Os magos trazem tributos dos pagãos, conforme ouvimos na profecia de Isaías.

2- Atualizando: Natal e Epifania celebram aspectos diferentes de um mesmo mistério: "a manifestação do Salvador em nossa terra, em nossa realidade humana".
Epifania é manifestação do Messias de Deus ao mundo, como luz que ilumina e acalenta os que a recebem e desmascara os hipócritas. A missão da Igreja é manifestar Jesus ao mundo através de sua mensagem e de sua maneira de ser.
 Enquanto, no Natal, celebramos a encarnação do Filho de Deus e seu nascimento no meio do seu povo, a Epifania realça a caminhada dos magos guiados pela estrela e a manifestação de Jesus Salvador a todos os povos e nações.
 Como peregrinos na fé, nos unimos com toda a humanidade que enfrenta o cansaço do caminho e vive a busca contínua de um sentido para a vida e para as suas contradições. Hoje somos convocados a uma comunhão universal com todos os povos, com os diferentes jeitos de adorar a Deus e buscar a libertação.
 A estrela indica um caminho alternativo, um caminho que não passa pelo conhecimento dos grandes, mas pelo discernimento dos pequenos e fracos, o caminho que nos leva ao Menino de Belém.

3-A palavra de Deus na celebração:  Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na busca espiritual que hoje se espalha por todo o mundo, na luta pela paz, pela unidade e comunhão e pela preservação de terra... Como povo celebrante somos epifania da Igreja – cidade-luz: mistério de comunhão, peregrina e convocada à fraternidade universal, ao diálogo ecumênico e ao anúncio da boa-nova da salvação. Damos graças ao Pai porque em Jesus, ele se manifesta luz para todos os povos, “magos” de todos os tempos que buscam a verdade, a justiça, a fraternidade e a paz.

4-Dicas e sugestões:
• A equipe de celebração entra levando, além da cruz, das velas e do livro das leituras, uma estrela, a bandeira do Menino e o incenso... Pode fazer parte dessa procissão inicial, flores e frutos que expressam a participação de toda a natureza.
•  Será muito bom valorizar e integrar na celebração, grupo de "folia dos santos reis", onde houver.
•  Durante a aclamação e a proclamação do Evangelho, poderão ser acesas várias velas, rodeando, com a estrela e o incenso, a mesa da Palavra.
• Conforme antigo costume, depois da proclamação, antes mesmo da homilia, faz-se a proclamação da Páscoa, que poderá ser cantada: (cf. M. Guimarães& P.Carpanedo, Dia do Senhor, Ciclo do Natal, p.181-2)

 D- Irmãos caríssimos,
a glória do Senhor se manifestou e sempre há de se manifestar no meio de nós, até a sua vinda no fim dos tempos.
Nos ritmos e nas variações do tempo, recordamos e vivemos os mistérios da salvação.
O centro de todo o ano litúrgico é o tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no domingo da Páscoa, este ano no dia primeiro de abril.
Em cada domingo, Páscoa semanal, a Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte.
Da Páscoa derivam todos os dias santos:
as cinzas, início da quaresma, no dia 14 de fevereiro;
a ascensão do Senhor, no dia 13 de maio;
a festa de Pentecostes, no dia 20 de maio;
O primeiro domingo do advento, no dia 2 de dezembro.
Também as festas da Santa Mãe de Deus,
dos apóstolos, dos santos e santas e na comemoração dos fiéis defuntos,
a Igreja, peregrina sobre a terra, proclama a Páscoa do Senhor.
A Cristo que era, que é e que há de vir,
Senhor do tempo e da história, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Amém.
No final, canta-se uma aclamação a Cristo: Cristo ontem, Cristo hoje, Cristo para sempre Amém!  ( ou outro semelhante)

• Antes de cantar a louvação ou o prefácio a comunidade é convidada a lembrar os "sinais luminosos" da manifestação do Senhor, ou onde está brilhando uma estrela na realidade em que vivemos.
• A bênção final é solene e própria, conforme Missal romano, p. 521 e poderá ser cantada.

M. do Carmo de Oliveira e Maria de Lourdes Zavarez

 

 

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