O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

DESTAQUES SEMANAIS

ANO C: Quinto Domingo da Quaresma

07/04/2019

5º Domingo da Quaresma – C: Domingo da pecadora, do pecado e do perdão

 

João 8,1-11

“Quem dentre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra!” Essa resposta de Jesus que, com certeza, “pega na curva” escribas e fariseus de ontem e de hoje, prepara o lance seguinte: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? – Ninguém, Senhor!... – Eu também não te condeno. Vai e, de agora em diante, não peques mais!” . Embora relatado por João, tem todo o jeito das coisas que Lucas narra. Talvez por isso, tenha sido escolhi-do para este 5º Domingo do Ano C, ou seja, de Lucas.

Vale como convite geral ao “desarmamen-to”. Vale, sobretudo, como apelo à confian-ça na misericórdia de Deus, que precisaria, porém, inspirar todas as atitudes das pessoas na convivência cotidiana em famí-lia, em comunidade, em sociedade. Não se trata, simplesmente, de “tirar por menos”, nem de “deixar como está”... Mas, certa-mente, de dar uma chance, de abrir um caminho de esperança para quem se sente no “fundo do poço” e acha que “não tem mais jeito”. Trata-se, enfim, de criar oportunidade e abrir espaços, sobretudo, quando se trata de JUVENTUDE! Muito especialmente, daquela gente jovem, de muitas maneiras, rotulada, marginalizada, entregue à própria sorte. Por sinal, um papa, “Francisco”, tudo indica, veio para conduzir toda a Igreja Cristã por estes caminhos. E a Páscoa, que se aproxima, se desenha como “passagem” da Misericórdia Divina no meio dos que perderam a espe-rança do perdão e da vida em plenitude.

 

(1) Abertura: Salmo 43 O ETERNO É MEU JUIZ

           Pe. Geraldo Leite Bastos – Loas e lamentos, 181

 

1.Coro A: O Eterno Amor é juiz,

              Defensor da minha causa,

              Contra esta corja infeliz

              Da língua injusta e falsa!

 

2.Coro B: És força em minha fraqueza!

              Oh! Não me abandones não!

              É grande a minha tristeza

              E os maus fazem gozação.

 

3.Coro A: Manda tua luz, tua verdade,

              Que me servirão de guia

    

    3. O Amor fez conosco

    Suas maravilhas,

    Que grande alegria!

    Que grande alegria!

 

4. Como os riachos secos

    Lá do meu sertão,

    Muda, ó Amor, assim,

    Nossa situação!

 

5.Quem vai penando, vai

   A semear sementes

   Mas chegou a safra

   A gente vem contente!

 

6. A gente vai chorando

    Ao cuidar do plantio,

    Mas, com cestos cheios,

    Volta só sorriso!

 

(4) Aclamação: HONRA E GLÓRIA

                     Hin II, p.111

honra, glória, poder e louvor

a jesus, nosso deus e senhor!

Ninguém se atreveu à mulher condenar

E nem eu te condeno. Vai e não mais pecar!

 

(5) Ofertório: Sl 51, 14-21 -  EIS AQUI!

       ODC I, p. 67 “Senhor Deus, misericórdia!”

eis aqui! teu povo, em cristo, a ti se oferta!

 

1.Que teu perdão me inunde de alegria

   E um espírito generoso me sustente;

   Ensinarei aos maus as tuas vias,

   Será imensa a procissão dos penitentes!

 

   Vem me livrar de toda morte violenta

   E tua justiça, ó Salvador, irei gritando;

   Abre meus lábios e esta boca bem atenta

   O teu louvor alegremente irá cantando!

 

2.Pois tu não queres sacrifício nem oferta,

   Meu sacrifício é meu espírito contrito...

   Um coração que esmagado se converta,

  Tu não desprezas nem te vai despercebido!

 

   Derrama, enfim, tuas graças em Sião,

   Vem, reconstrói as ruínas do teu povo...

   Aceitarás as oferendas e oblações,

   Receberás em teu altar um culto novo!

 

(6) Comunhão: Sl 32 + Jo 8,10-11

    (Salmo: ODC Part. I, p. 48 - Refrão: mel: Sl 25 OMS. I – Of.

          das Alegrias, fx. 13: “feliz és tu que acreditaste”)

“ninguém, mulher, te condenou?”

“Não, meu senhor!” – “Nem eu também!

Vai e não peques mais”. Amém!

 

1. Coro A

    Feliz aquele a quem Deus perdoa,

    Quem de suas culpas recebeu perdão!

    /:Feliz aquele a quem Deus não condena,

    E que é sincero em seu coração!:/

              Pra montanha da alegria,

              Teu lugar de santidade.

 

4.Coro B: Ao teu altar hoje eu subo,

              Pois sei que me consolas.

              Vou te cantar com a viola,

              Meu Deus Amor e meu tudo!

 

5.Coro A: Por que te abates, minh’alma

              Lá dentro em meu coração?...

              Espera em Deus e te acalma,

              Pois ele é luz, salvação!

 

6.Coros A+B: Ao Pai Eterno, a glória!

                   Ao Filho e ao Amor, também!

                   No tempo passado e agora,

                   Nos séculos sem fim. Amém!

 

(2) Hino quaresmal: SOL RESPLENDENTE

                     (ODC part. II, p.  118)

 

1. Pascal Cordeiro,

    que libertas a todos do exílio,

    vieste resgatar as ovelhas perdidas

    e com preço de sangue nos salvaste.

    Vem, ó Senhor Jesus!

    Pastor das águas vivas,

    Que a tua Páscoa cantemos!

 

bendito seja, em nome do senhor,

aquele que vem salvar seu povo!

 

2. Misericórdia,

    Que convidas à pedra atirar

    Todo que sem pecado se achar

    E a Mulher pecadora resgataste!

    Vem, ó Senhor Jesus,

    Vem nos fazer pensar

    E os caminhos da vida retomar!

 

3. Nuvem de fogo

  sobre aqueles que marcham noite a dentro,

   vieste apontar o caminho para Deus,

   e com a chave da cruz o céu abriste...

   Vem, ó Senhor Jesus!

   Presença de Deus Pai,

   que a tua Páscoa cantemos!

 

(3) Salmo de resposta: Salmo 126

         (ODC part. I p. 164 - Hin II p. 72)

 

lará – lará – lari!

lará – lará – lari!

lará – lará – lari!

 

1. Quando o Amor mudou

    A sorte do seu povo,

    Parecia um sonh’

    Sonho maravilhoso!

 

2. Encheu-se a nossa boca

    De tanta alegria,

    O pessoal dizia:

    “O Amor fez maravilhas!”

*

 

Coro B

     Enquanto eu não confessei minhas culpas

    O dia inteiro fiquei a chorar

    Me castigavas, Deus, e minhas forças

    Eram sereno no sol a secar!

 

2. Coro A:

    Os meus pecados, então, confessei,

    Minha maldade não te escondi:

    Tu perdoaste todas minhas faltas

     Pois confessar-te tudo eu resolvi.

 

    Coro B:

    Os que te amam, quando angustiados,

    Devem assim fazer sua oração...

    E podem vir as ondas mais pesadas,

    Grandes tormentos não os ferirão.

 

3. Coro A:

     Tu és, ó Deus, o meu esconderijo,

     Tu quem me livra de toda aflição;

     Porque, ó Deus, tu me tens protegido,

     Bem alto eu canto a tua salvação!

 

 Coro B:

    Deus disse: “Eu vou te mostrar o caminho,

    Por onde andares vou te ensinar...

    Não sejas feito um burro sem juízo

    E de cabresto e rédea a precisar!”

 

4. Coro A:

    Sofrem os maus, mas quem confia em Deus

    Do seu amor recebe a proteção;

    Vós que sois justos gritai de alegria,

    Ficai contentes, fazei louvação!

 

    Coro B

    Pelo que Deus tem feito alegrai-vos,

    Vós que honestos sois de coração,

    Sua Compaixão a nós se revelou,

    E os perdoados fazem louvação!

 

Neste momento de comunhão, reflitamos...

Num mundo em que se acirram os preconceitos e os ódios, a Justiça para ser justiça, começa pela Misericórdia. É isso o que Jesus nos quis fazer entender, domingo passado, com a Parábola do Pai Misericordioso, e hoje, com este episódio da Mulher adúltera, prestes a ser apedrejada, de quem Jesus toma a defesa. De repente, tem tudo a ver com “políticas públicas”: Quem defende que “bandido bom é bandido morto”, provavelmente, nunca se perguntou por que alguém se tornou bandido, ou então, nem queira se perguntar, porque, talvez, tenha alguma responsabilidade nessa história e não queira assumir...

Ontem, para a Mulher adúltera, a pressa era de apedrejá-la. Hoje, para quem está na marginalidade, se planeja “o pacote anticrime”.

E assim, para cada marginal há um “fariseu” na esquina... Para cada prostituta ou adúltera, um “ancião”, um machista, um feminicida, apontando o dedo ou arma.

 

 

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