REDE CELEBRA 
O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

DESTAQUES SEMANAIS

Décimo oitavo domingo do Tempo Comum, ano B - Reginaldo Veloso

05/08/2018

18º Domingo do Tempo do Discipulado e da Missão – B: DOMINGO DO PÃO DA VIDA

 

João 6,24-35

 A multidão saciada pelo pão misteriosamente multiplicado volta a Jesus, infelizmente, não por haver entendido o “mistério”, o sentido mesmo do “sinal”... Vem atrás de mais pão, do pão fácil. Não se deu conta de que tudo foi possível porque alguém, um menino, colocou à disposição de todos o pouco que tinha. Alguém que acreditou na palavra e no poder de Jesus...

Ele, sim, é o Pão vivo, descido do céu, capaz de dar vida ao mundo...

Alimentar-se dele é abrir o coração para sua mensagem de solidariedade e partilha, capaz de transformar este mundo eivado de egoísmo, injustiça e violência, num mundo de amor, de fraternidade, de justiça e de paz, Reino de Deus!

Nosso encontro com Jesus, hoje, nesta celebração, é uma bela oportunidade de abrirmos ainda mais os olhos, a mente e o coração para o sentido profundo do “sinal”.

E nosso canto deverá ser capaz de nos fazer experimentar, na alegria, o sabor divino deste Pão, que nos vem alimentar com os nutrientes do Reino.

 

Nesses dias sombrios, em que repre-sentantes de Movimentos Populares se encontram em GREVE DE FOME, em Brasília, escutemos Papa Francisco. Em visita a nosso Continente, ele disse às pessoas e grupos da Igreja: "Não importa a quantas missas de domingo você foi, se você não tem um coração solidário. Se você não sa-be o que está acontecendo em sua cidade, sua fé é muito fraca, está doente ou morta.” E convidou bispos, padres e agentes pastorais a muda-rem a compreensão que muitos ainda têm da missão da lgreja. Não é cristã uma Igreja voltada para si mesma e cujo trabalho seja meramente religio-so. O papa afirmou fortemente que toda a Igreja deve estar disposta a "acompanhar as pessoas que bus-cam superar as graves situações de injustiça que sofrem os excluídos em todo o mundo”.

*

Da boca de Deus, e não só de pão,

Amém! Aleluia! Aleluia!

 

(4) Ofertório: SENHOR, MEU DEUS

(HIN III B, p. 166)

 

senhor, meu deus, obrigado, senhor,

porque tudo é teu!

 

1.É teu o pão que oferecemos,

   É tua a vida que vivemos,

   Obrigado, Senhor!

 

2.É teu o vinho que ofertamos,

   E a alegria que cantamos,

   Obrigado, Senhor!

 

3.A tua vida é nossa vida,

   Na tua casa recebida,

   Obrigado, Senhor!

 

4.Na tua cruz crucificados,

   Seremos teus ressuscitados,

   Obrigado, Senhor!  

 

(5) Comunhão: EU SOU O PÃO NECESSÁRIO - Sl 78 + Jo 6,35  

             (HIN III B, p. 167)

 

eu sou o pão necessário,

é o próprio pai quem vos dá.

é, no deserto da vida,

o verdadeiro maná!

/:quem come deste alimento

a vida eterna terá!:/

 

1.Escuta, ó meu povo, a minha Lei,

 Ouve atento as palavras que eu te digo;

  Abrirei a minha boca em parábolas

  Os mistérios do passado lembrarei.

 

2.Não havemos de ocultar a nossos filhos;

   Mas, à nova geração nós contaremos:

   As grandezas do Senhor e seu poder,

   Os seus feitos, que por nós realizou!

 

3.Rochedos no deserto Ele partiu

E lhes deu para beber águas correntes;

Mas pecaram contra Ele sempre mais,

Provocaram no deserto o Deus Altíssimo

 

4.Falavam contra Deus e assim diziam:

“Eis que fere os rochedos num momento,

Faz as águas transbordarem em torrentes, 

Mas será também capaz de dar-nos pão?”

 

5.Ordenou, então, às nuvens lá dos céus

  E as comportas das alturas fez abrir;

  Fez chover-lhes o maná e alimentou-os

  E lhes deu para comer o pão do céu!

 

   

(1) Abertura: MEU DEUS, VEM LIBERTAR-ME

Sl 33 + Sl 70,2.6   (HIN III B, p. 164)

 

meu deus, vem libertar-me,

oh! não demores, senhor, em socorrer!

só tu, tu és meu arrimo,

libertador, vem depressa me valer!

 

5.A Nação que Ele governa

   É feliz com tal Senhor.

   Lá do céu Ele vê tudo,

   Vê o homem e seu valor.

   Fez o nosso coração,

   Forte e contemplador!

 

6.O que dá vitória ao rei

   Não é ter muitos soldados.

   O valente não se livra

   Por sua força ou seus cuidados.

   Quem confia nos cavalos

   Vai, no fim, ser derrotado!

 

7.O Senhor protege sempre

   Quem espera em seu amor,

   Pra livrar da triste sorte

   E, na fome, dar vigor.

   No Senhor é que esperamos,

   Ele é escudo protetor!

 

8.Nele nosso coração

   Encontrou sempre alegria.

   No seu nome sacrossanto,

   Quem é bom sempre confia.

   Traz, Senhor, com teu amor,

   Esperança e alegria!

 

(2) Salmo de resposta: Sl 78

               (HIN III B, p. 165)

 

o senhor deu a comer o pão do céu!

 

1.Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos

   E transmitiram para nós os nossos pais

   Não haveremos de ocultar a nossos filhos,

   Mas à nova geração nós contaremos!

 

2.Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,

   E as comportas das alturas fez abrir;

   Fez chover-lhes o maná e alimentou-os,

   E lhes deu para comer o pão do céu!

 

3.O homem se nutriu do pão dos anjos,

   E mandou-lhes alimento em abundância.

   Conduziu-os para a Terra Prometida,

   Para o Monte que seu braço conquistou!

 

(3) Aclamação: ALELUIA + Mt 4,4

(HIN III B, p. 166)

 

aleluia! aleluia! aleluia! aleluia!

aleluia! aleluia! aleluia! aleluia!

 

O homem não vive somente de pão,

Mas vive de toda palavra que sai

 

6.O homem se nutriu do pão dos anjos,

   Pois, mandou-lhes alimento em abundância;

   E comeram e beberam à vontade,

   O Senhor preenchera os seus desejos!

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PAPA FRANCISCO, aos Movimentos Populares do Mundo:

Nas vossas cartas e nos nossos encontros, relataram-me as múltiplas exclusões e injustiças que sofrem em cada atividade laboral, em cada bairro, em cada território. São tantas e tão variadas como muitas e diferentes são as formas próprias de as enfrentar.

Mas há um elo invisível que une cada uma destas exclusões: conseguimos nós reconhecê-lo? É que não se trata de questões isoladas. Pergunto-me se somos capazes de reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global. Reconhecemos nós que este sistema impôs a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza?

Se é assim – insisto – digamo-lo sem medo: Queremos uma mudança, uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema é insuportável: não o suportam os camponeses, não o suportam os trabalhadores, não o suportam as comunidades, não o suportam os povos... E nem sequer o suporta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia São Francisco.

Queremos uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro, porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença.”

 

Dia 10 de agosto será o DIA DO BASTA: o Brasil vai parar para protestar contra este sistema que suga o sangue do povo e prende quem faz pelo povo. Escutando o apelo do Papa, vamos mostrar, unidos, que queremos MUDANÇA JÁ! E LULA LIVRE!

 

 

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