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Em Quebec, um casamento presidido por uma irmã religiosasa

01/08/2017

Em Quebec, um casamento celebrado por uma irmã religiosasa
REVISTA IHU ON-LINE
01 Agosto 2017
 
Pierrette Thiffault, irmã da Providência há 55 anos, foi autorizada pelo Vaticano para celebrar um casamento no dia 22 de julho, em uma diocese rural no oeste de Quebec, onde faltam sacerdotes. Sábado, 22 de julho, Cindy e David viram seu casamento celebrado por...uma mulher. A cerimônia excepcional aconteceu na igreja Católica de Lorrainville, mais de 650 quilômetros a oeste de Montreal, no Canadá.
A reportagem é de De Mélinée Le Priol, publicada por La Croix, 26-07-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.
Nessa diocese rural de Rouyn-Noranda (região de Abitibi-Téminscamingue), a escassez de sacerdotes é tal que o bispo fez um apelo a uma religiosa, membro das Irmãs da Providência: Pierrette Thiffault. Por que ela? "Devemos perguntar ao bispo" responde com um sorriso tímido a interessada, explicando que na região alguns padres devem tomar conta de sete a oito paróquias. "Fiquei feliz e orgulhosa por prestar este serviço à minha diocese".
O evento, raro, é de qualquer forma autorizado pelo direito canônico: "Onde faltam sacerdotes ou diáconos, o Bispo, com prévio voto favorável da conferência dos Bispos e obtida a licença da Santa Sé, pode delegar leigos para assistirem aos matrimônios. O leigo deve ser escolhido entre pessoas idôneas, sendo capaz de formar os nubentes e de realizar convenientemente a liturgia do matrimônio". É o que estipula o cânon 1112.
Em 23 de maio último, Pierrette Thiffault recebeu esse mandato: uma autorização vinda de Roma, que lhe foi dada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Há 55 anos religiosa das irmãs da Providência, é encarregada da pastoral na paróquia Moffet, perto de Lorrainville, onde ocorreu o casamento em 22 de julho. Inclusive, ela já havia conhecido o noivo, David, como catequista, quando ele estava no ensino médio. Nos três meses que antecederam a cerimônia, reuniu-se por três vezes com o casal. "É uma missão de evangelização, é claro", disse a celebrante, que durante a cerimônia tentou explicar alguns dos seus gestos para os presentes. Não escondeu sua alegria por ter celebrado um casamento, declarou estar orgulhosa dessa decisão por parte do bispo. “È um grande passo para as mulheres na Igreja”, explica. Mas também está orgulhosa pelo casal de noivos que uniu, e “um pouco” orgulhosa também por si mesma. Apesar do nervosismo, tudo ocorreu bem durante a cerimônia Ela está pronta para desempenhar novamente essa função caso seja solicitada, e não tem dúvida que os laicos serão chamados, no futuro, a desempenhar um papel cada vez mais importante na liturgia.

 

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