O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

DESTAQUES SEMANAIS

DÉCIMO OITAVO D.T.C. - Domingo da Fome Saciada

31/07/2020

18º Domingo do Tempo do Discipulado e da Missão – A:

Domingo da Fome Saciada

 

Mateus 14,13-21

Da partilha do “pão nosso de cada dia” à partilha fraterna do Pão da Ceia do Senhor, há um caminho por ser percorrido, onde as etapas não poderão ser queimadas, sob pena de invalidar-se o que há de mais caro à fé dos cristãos.

Desde o tempo de Paulo e da comunidade cristã de Corinto que uma exigente certeza nos deveria acompanhar, o tempo todo, em nossa caminhada eclesial: se cada um de nós não se dispuser a compartilhar o que tem com os demais, sobretudo com os que passam necessidades, não adianta celebrar a Eucaristia. Seria mera enganação, blasfema alienação.

 Por outro lado, podemos sonhar com uma comunidade, em permanente “campanha da fraternidade”, onde todos cuidam uns dos outros, todo dia, e no final da semana, podem repartir o Pão da Ceia do Senhor, com uma alegria e um canto que fazem a diferença, como se diz das primeiras comunidades.

Nesses longos dias de pandemia, é assim que as coisas acontecem entre nós?... Cada qual está fazendo a sua parte?... Está faltando o quê, para esse sonho se realizar?... O fato é que essa doença, que pegou o mundo todo de surpresa, só veio escancarar as desigualdades que envergonham a Humanidade. Agora, podemos perceber, com mais clareza do que nunca, o tanto de injustiça que o Sistema Capitalista implantou no mundo, o tanto de amor que falta nesta Terra. E o que era para ser o “paraíso” tornou-se o inferno para tanta gente. Não podemos deixar de dar graças a Deus pelo tanto de solidariedade que por toda parte tem desabrochado em generosas inciativas de socorro a quem mais precisa. Mas precisamos pensar e agir com urgência para que mudanças estruturais aconteçam, um outro Sistema Econômico se organize no mundo, e sugestões é o que não faltam. Invistamos na informação criteriosa e na troca permanente de ideias com as pesso-as de nossa convivência... Pela nossa organização e articulação, pressionemos as Instituições em todos os níveis... Não deixemos a onda passar, sem aproveitar o impulso mobilizador do momento. Em nome da compaixão do Mestre JESUS!

Venham todos a mim, meus queridos,

E eu os aliviarei!

 

(4) Ofertório: A Liberdade haverá

                       (HIN III A, p.177)

1.As mesmas mãos que plantaram a semente aqui estão!

O mesmo pão que a mulher preparou 

aqui está!

O vinho novo que a uva sangrou jorrará

no nosso altar!

 

a liberdade haverá, a igualdade haverá

e nesta festa onde a gente é irmão,

o Deus da vida se faz comunhão! (bis)

 

2.Na flor do altar, há um sonho de paz mundial!

A luz acesa é a fé que palpita hoje em nós!

Do livro aberto, o amor se derrama total

no nosso altar!

 

3.Benditos sejam os frutos da terra de Deus!

Bendito seja o trabalho e a nossa união!

Bendito seja Jesus que conosco estará,

além do altar!

 

(5) Comunhão: Sl 145 + Mt 14,19

              (HIN III A, p. 177)

os pães e os peixes tomou,

bendisse e deu-lhes nas mãos;

reparte-se o alimento

e farta-se a multidão!

 

1.Louvar eu quero a ti, meu Deus, meu Rei,

   Teu nome, eternamente, eu vou cantar;

   Eu digo, cada dia, teu louvor,

   Vou bendizer teu nome, sem parar!

 

   A ti, grande Senhor, todo o louvor!

   Ninguém pode medir tua grandeza!

   As gerações ensinam uma à outra

   /:O que fizeste e a tua fortaleza!:/

 

2.O teu poder e glória todos cantem

   E espalhem os milagres que operaste;

   Os teus terríveis feitos se divulguem

   E os mil prodígios que tu praticaste!

 

   Bondoso é o Senhor para com todos,

   Com tudo que criou toma cuidado...

   Senhor, as criaturas te agradeçam

   /:E te bendiga todo ser criado!:/

 

3.Teu Reino vai durar eternamente

   E Tu dominas todas as idades!

   Tu és fiel àquilo que prometes

   E tudo realizas com bondade!

 

   Sustentas quem tropeça por fraqueza,

   Consertas quem caminha encurvado...

   Pra Ti se voltam todos os olhares

   /:E o pão concedes em tempo aprazado!:/

(1) Abertura: Acolhe os oprimidos: Sl 33

          + Sl 68,6-7.36    (HIN III A, p. 174)

 

acolhe os oprimidos em sua casa,

o Senhor é seu abrigo!

só Ele se faz temer,

pois a seu Povo dá força e poder!

 

1.A nação que Ele governa

   É feliz com tal Senhor.

   Lá do céu, Ele vê tudo,

   Vê o homem e seu valor;

   Fez o nosso coração

   Forte e contemplador!

 

2.O que dá vitória ao rei

   Não é ter muitos soldados;

   O valente não se livra

   Por sua força ou seus cuidados

   Quem confia nos cavalos

   Vai, no fim, ser derrotado!

 

3.O Senhor protege sempre

   Quem espera em seu amor,

   Pra livrar da triste morte

   E, na fome, dar vigor;

   No Senhor é que esperamos,

   Ele é escudo protetor!

 

4.Nele, nosso coração

   Encontrou sempre alegria;

   No seu nome sacrossanto,

   Quem é bom sempre confia...

   Traz, Senhor, com teu amor,

   Esperança e alegria!

 

(2) Salmo de resposta: Salmo 145

(HIN III A, p. 175)

vós abris a vossa mão

e saciais os vossos filhos!

 

1.Misericórdia e piedade é o Senhor,

   Ele é amor, é paciência e compaixão!

   O Senhor é muito bom para com todos,

   Sua ternura abraça toda criatura!

 

2.Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam,

E vós lhes dais, no tempo certo, o alimento;

   Vós abris a vossa mão prodigamente

   E saciais todo ser vivo com fartura!

 

3.É justo o Senhor em seus caminhos,

   É santo, em toda obra que Ele faz;

   Ele está perto da pessoa que o invoca,

   De todo aquele que o invoca lealmente!

 

(3) Aclamação: Aleluia! + Mt 11.28

                      (HIN III  A, p. 176)

aleluia! aleluia! aleluia! aleluia!

aleluia! aleluia! aleluia! aleluia!

Oh! Vocês que estão fatigados,

Vocês, oprimidos, eu sei,

4.A mão pra todos abres, sem medida,

   E todos os viventes ficam fartos...

   É muito justo Deus em seus caminhos

   E sempre santo em todos os seus atos!

 

   Senhor, sempre estás perto de quem chama,

   De quem, na vida, tem sinceridade...

   Escutas quem te chama, e vens salvar,

   /:E dos que te amam  fazes a vontade!:/

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CARTA AO POVO DE DEUS

 

Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profun-da comunhão com o Papa Francis-co e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercí-cio de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sen-síveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo. Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a pro-posta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos neces-sitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta. É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil.

 

(em anexo, leia a íntegra desta Carta).

 

“CARTA AO POVO DE DEUS”

Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós. O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).

 

 

Assinam 152 bispos, entre eles, Dom Cláudio Humes.

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