O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

DESTAQUES SEMANAIS

Décimo primeiro Domingo do Tempo do Discipulado e da Missão – Ano A - DOMINGO DA COMPAIXÃO

14/06/2020

11º. Domingo do Tempo do Discipulado e da Missão – A

DOMINGO DA COMPAIXÃO

Mateus 9,36-10,8

O Evangelho, o Projeto de Jesus é um “samba de uma nota só”: a ternura de um coração que se compadece da dor, sob todas as suas formas, e anda à procura de gente que, por sua vez, se compadeça também, porque a dor é tanta e são poucos os que lhe são realmente sensíveis... Somente essa compaixão será capaz de redimir o mundo de todas as suas mazelas, encontrando, com a criatividade própria do amor, os jeitos e meios de libertar as pessoas e as sociedades dos males que as infelicitam. Ser cristão é essencialmente sentir-se chamado a viver a compaixão do coração de Cristo. Esta é a essência do discipulado e da missão. Oxalá nossa liturgia celebre esta experiência semanal da compaixão, e a ternura do coração de Jesus seja a fonte primeira de inspiração dos nossos cantos, como parece ter sido a do Cântico de Maria, sua Mãe...

 

Essas duas semanas passadas, poderíamos dizer, foram um tempo forte de compaixão. Toda a Humanidade se irmanou num sentimento só de compaixão e protesto diante do brutal assassinato de GEORGE FLOYD... Todo o Brasil se compadeceu e gritou diante da morte absurda do menino MIGUEL!... Tanto num caso, como no outro, uma cruz horrenda que a Humanidade carrega: o RACISMO!

Racismo entranhado, mais ou menos consciente, no coração das pessoas, na cultura dos povos e nas estruturas das sociedades. Anteontem foi Zumbi dos Palmares, ontem foi Luther King, hoje acaba de ser George e Miguel. Aliás, nas favelas das grandes cidades do Brasil, é todo dia. E as polícias, que existem para garantir o direito e a vida, têm sido, cotidianamente, instrumento de dizimação e de morte, a serviço de “elites” dominantes, acostumadas ao privilégio e à exclusão, obstinadas em seus preconceitos e em seu egoísmo, que não raro, descamba para o ódio. Por conta dessas monstruosidades, sofrem pessoas, famílias, comunidades e povos.

 

Mais que nunca, é a hora da COMPAIXÃO! Ser discípul@ de Jesus, aqui e agora, é sentir-se enviad@ a toda essa gente que sofre... Unir-se à sua dor e indignação, aderir à sua mobilização, participar da sua organização e da sua luta por reverter esse cenário de horrores, em nome da Igualdade e da Dignidade, do Respeito às diferenças, da Justiça, da Harmonia e da PAZ!

Mais que nunca é tempo de suplicar ao Pai e fazer sua parte, para que o Reino de Deus “venha”, e sua “vontade” seja feita “assim na terra como no céu”!

(4) Ofertório: BENDITO SEJA, SENHOR DEUS

(Hin III A, p. 237)

bendito sejas, senhor deus,

pelo vinho e pelo pão,

vão tornar-se, no caminho,

alimento e salvação!

 

1.Ó Senhor, neste altar colocamos,

Com ofertas de pão e de vinho,

Alegria, esperança e angústia,

Que são partes do nosso caminho.

 

2.Mesmo quando forçado a partir

E deixar sua terra natal,

Este povo caminha contigo,

Com vigor, combatendo o mal!

 

3.Se os estranhos nos vêm perguntar:

“Povo errante, pra onde tu vais?”

Nós dizemos: “Com Cristo caminhamos,

Para o amor, a verdade e a paz!”

 

4.És um Deus peregrino na História,

Deus fiel, que caminha na frente

Do teu povo, que luta, à procura

Do seu chão, com coragem valente!

 

(5) Louvação do Povo Sacerdotal

           (versão antiga do HIN III, p. 71)

 

//eu vou cantar um bendito,

um canto novo, um louvor!//

 

1. //Ao Deus, Pai santo e bondoso               por Cristo, Nosso Senhor!

 

2. //Morrendo e ressuscitando             

Cristo Jesus nos salvou!// 

        

3. //Por Cristo fomos chamados           

das trevas ao esplendor!//  

 

4.//Da morte à Vida passamos

    e do pecado ao Amor!//

 

5. //Nós somos teu Povo santo,

    teus Sacerdotes, Senhor!//

 

6. //Nação de Reis e Profetas,

    tuas Testemunhas, Senhor!

 

7. //Povo do Céu e da Terra

    celebra o seu Salvador!//

 

(6) PAI, VENHA O TEU REINO

      (para se cantar antes da recitação do Pai Nosso)

ó pai que habitas a imensidão

tu que és nosso e de toda a gente,

que venha a nós o teu reino, ó Pai,

e nosso mundo se reinvente!

 

assim na terra como no céu

tua vontade, oh! se faça sempre,

haja o pão  nosso em toda mesa,

haja o perdão entre toda a gente!

 

oh! vem livrar-nos da tentação

do cada um por si tão somente

(1) Abertura: ó senhor, ouve o meu grito

                Salmo 27 – (Hin III A, p. 142)

ó Senhor, ouve o meu grito,

tu és min há proteção;

Senhor, não me abandones,

Deus, minha salvação!

 

1.O Senhor é minha luz

   Ele é minha salvação...

   O que é que eu vou temer?

   Deus é minha proteção!

   /:Ele guarda a minha vida,

   Eu não vou ter medo não!:/

 

2.Quando os maus vêm avançando,

   Procurando me acuar,

   Desejando ver meu fim,

   Só querendo me matar,

   Inimigos, opressores

   É que vão se liquidar!

 

3.Se um exército se armar

   Contra mim, não temerei!

   Meu coração está firme

   E bem firme ficarei!

   Se estourar uma batalha,

   Mesmo assim, confiarei!

 

4.Sei que eu hei de ver, um dia,

   A bondade do Senhor:

   Lá na terra dos viventes,

   Viverei no seu amor!

   Espera em Deus, cria coragem!

   Espera em Deus, que é teu Senhor!

 

(2) Salmo de resposta: Salmo 100

(Hin III A, p. 143)

 

//nós somos o Povo e o rebanho do Senhor//

 

1.Aclamai o Senhor, ó terra inteira,

Servi ao Senhor com alegria,

Ide a Ele cantando jubilosos!

 

2.Sabei que o Senhor, só Ele é Deus,

Ele mesmo nos fez e somos seus,

Nós somos seu Povo e seu Rebanho!

 

3.Si, é bom o Senhor e nosso Deus,

Sua bondade perdura para sempre,

Seu amor é fiel eternamente!

 

(3) Aclamação: ALELUIA! + Mc 1,15

(Hin III A, p.

aleluia! aleluia! aleluia!

aleluia! aleluia! aleluia!

 

O Reino do Céu está perto,

Convertam-se irmãos(ãs), é preciso,

Creiam tod@s no Evangelho,

Creiam tod@s no Evangelho!

 

o Amor, o Bem a nos irmanar,

de todo o mal, Pai, liberta a gente!

 

(7) Comunhão: VEM, SENHOR, CURAR

(Hin III A, p. 145)

vem, senhor, vem curar nossos males

libertar-nos das duras correntes!

vem trazer aos perdidos a graça

e a saúde vem dar aos doentes!

 

1.Um canto novo ao Senhor,

Ó terras todas cantai!

Louvai seu nome bendito,

Diariamente aclamai!

Sua glória, seus grandes feitos

Aos povos todos contai!

 

2.Ele é o maior dos Senhores:

Merece o nosso louvor;

E mais do que aos deuses todos

Nós lhe devemos temor...

Os outros deuses são nada,

Ele é do céu criador!

 

3.Sabei que o Senhor é rei

E traz justiça a esta terra...

Alegrem-se o mar e os peixes

E tudo o que o mundo encerra!

Os campos, plantas, montanhas

E as árvores da floresta!

 

4.Ele é o Senhor do universo

E faz justiça a seu povo...

Aos povos há de julgar,

Reinando no mundo todo!

Por isso, a ele cantai,

Ó terras, um canto novo!

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Junho, mês dos Santos

«Felizes os que choram, porque serão consolados!»

O mundo propõe-nos o contrário: o entretenimento, o prazer, a distração, o divertimento. E diz-nos que isto é que torna boa a vida. O mundano ignora, olha para o lado, quando há problemas de doença ou aflição na família ou ao seu redor. O mundo não quer chorar: prefere ignorar as situações dolorosas, cobri-las, escondê-las. (...) A pessoa que, vendo as coisas como realmente estão, se deixa trespassar pela aflição e chora no seu coração, é capaz de alcançar as profundezas da vida e ser autenticamente feliz. Esta pessoa é consolada, mas com a consolação de Jesus e não com a do mundo. Assim pode ter a coragem de compartilhar o sofrimento alheio, e deixa de fugir das situações dolorosas. Desta forma, descobre que a vida tem sentido socorrendo o outro na sua aflição, compreendendo a angústia alheia, aliviando os outros. Esta pessoa sente que o outro é carne da sua carne, não teme aproximar-se até tocar a sua ferida, compadece-se até sentir que as distâncias são superadas. Assim, é possível acolher aquela exortação de São Paulo: «Chorai com os que choram» (Rm 12,15) Saber chorar com os outros: isto é santidade.

(Papa Francisco, Ex. Ap. Alegrai-vos e exultai, 75-76)

Qurid@s

Chamar os Domingos da maior parte do ano de "Domingo do Tempo Comum" é no mínimo falta de imaginação.

Seguindo a rica mensagem do Doc. de Aparecida, optamos por chamá-los de TEMPO DO DISCIPULADO E DA MISSÃO.

E este 11o. Domingo: DOMINGO DA COMPAIXÃO.

E haja sentido para vivê-lo e  celebrá-lo.

Com carinho pastoral e militante, Reginaldo Veloso, presbítero leigo das CEBs.

 

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