O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

DESTAQUES SEMANAIS

Domingo do Fariseu e do Publicano

27/10/2019

30º Domingo do Tempo do Discipulado e da Missão – C:

Domingo do Fariseu e do Publicano

 

Lc 18,9-14

Caminhando pela estrada da vida, se formos suficientemente sinceros, e nos deixarmos trabalhar pela mão invisível, não a do Mercado, com suas ilusões consumistas e suas vãs propostas de grandeza e prestígio, mas a do Deus da Verdade e da Vida, entenderemos melhor a insistência com que Jesus, na sua caminhada, investe contra toda manifestação de orgulho e soberba, toda postura elitista e preconceituosa, toda atitude  de exclusão.

Se havia uma coisa que ele não suportava era a humilhação de uns por outros, qualquer tipo de ostentação.

Neste sentido, poderíamos pedir licença a Lucas para que Mateus nos venha em auxílio, com a primeira das Bem-Aventuranças:

“Felizes os pobres em espírito, porque deles o Reino dos Céus!”.

Aí está o retrato falado do publicano, bem lá atrás, no templo, olhando pro chão, batendo no peito e reconhecendo, humildemente, sua condição de pecador...

 

A Justiça de Deus que justifica, que faz justos os seres humanos, ela opera e se manifesta nas pessoas que se veem diante de Deus, simplesmente como filhos e filhas, ansiosos em fazer com alegria a sua vontade... e, em meio aos irmãos e irmãs, generosos no prazer de servir, sobretudo, a quem mais precisar... aqui e acolá, reconhecendo as próprias falhas e pedindo perdão...

Acima ou abaixo disso, está o pecado, que ensoberbece a uns e desqualifica a outros...

 

Nosso encontro semanal, em torno da Mesa do Senhor, deveria ser como uma ciranda, onde todos e todas, de mãos dadas, elevam confiantes o olhar para o Pai, contente em poder escutar, de nossas bocas, o canto afinado da irmandade que o glorifica.

 

Uma semana pela frente para nos darmos conta do que falta de compreensão, de espírito de acolhida, de convivência respeitosa com as diferenças... e do que sobra de preconceito e hipocrisia nos ambientes em que vivemos... 

 

Eu te louvo, ó Deus, ó Pai santo,

Deus do céu e senhor desta terra!

Os mistérios, ó Pai, do teu reino

Aos pequenos e humildes revelas!

 

(4) Ofertório: SENHOR, AQUI TRAZEMOS

     (mel.: Pe. Jimenes “Senhor vos ofertamos”)

 

Senhor, aqui trazemos,

Em súplice oração,

/:O cálice com vinho

e na patena o pão!:/

 

O pão de nossas vidas,

Com a vida de Jesus,

/:Será a nossa oferta,

Será a nossa Cruz!:/

 

O vinho da alegria,

Das festas do teu povo,

/:Será, em Cristo, o Sangue,

Da Ceia o Vinho Novo!:/

 

Amigos e parentes,

Em marcha ou já defuntos,

/:Em torno a vossa Mesa,

Estamos sempre juntos!:/

 

(5) Comunhão: PIEDADE, MEU DEUS

     Sl 103 + Lc 18,13-14   (HIN III p. 288)

 

“piedade, meu deus, piedade,

piedade de mim, pecador!”

foi a prece do vil publicano

que perdoado pra casa voltou.

 

1. Minh’alma, louva o Senhor,

    Seu nome seja louvado!

    Minh’alma, louva ao Senhor,

    Por tudo que me tem dado:

    /:Me cura as enfermidades

    E me perdoa os pecados!:/

 

2. Me tira da triste morte,

    Me dá carinho e amor;

    Com sua misericórdia

    Do abismo me retirou;

    E como se eu fosse águia,

    Vem renovar meu vigor!

 

3. Consegue fazer justiça

    A todos os oprimidos:

    Guiou Moisés no deserto,

    A Israel escolhido;

    Tem pena, tem compaixão

    E não se sente ofendido.

 

4. Guardando mágoa não fica

    E é lento pra castigar.

    É sempre cheio de amor

    E gosta de perdoar.

    Dos nossos erros não usa

    Para de nós se vingar.

 

­­­­­­­­­­­­­(1) Abertura: DE PAZ SÃO MEUS PENSAMENTOS 

     Sl 143 + Jr 29,11-14  (Hin III p.130)

 

de paz são meus pensamentos,

onde estiverem, onde estiverem,

onde estiverem,

os livrarei do sofrimento

 

1. Ó Amor, escuta a prece

    Que te faço e o meu pedido!

    Vem! Me atende, Deus fiel!

    Eu preciso ser ouvido...

    Se vieres nos julgar,

    Todo mundo está perdido!

 

2. Lembro os dias do passado:

    Os teus feitos que me alentam.

    Eu estendo as minhas mãos,

    A minh’alma está sedenta

    Como terra esturricada,

    Ressequida e poeirenta.

 

3. Vem depressa, Eterno Amor!

    Vem depressa me escutar!

    Meu espírito está fraco,

    Eu já estou pra desmaiar...

    Não me escondas o teu rosto,

    Para eu não me arrasar.

 

4. Vem, me ensina a fazer sempre,

    Ó Amor, tua vontade!

    Teu Espírito me guie

    A uma terra conquistada.

    Vem, renova a minha vida,

    Das angústias libertada!

 

 (2) Salmo de resposta: Salmo 34

                     (HIN III p. 182s)

 

o pobre clama a Deus e ele escuta:

o Senhor liberta a vida dos seus servos!

 

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,

Seu louvor estará sempre em minha boca...

-- Minha alma se gloria no Senhor,

   Que ouçam os humildes e se alegrem!

 

Meu Deus volta a sua face contra os maus

Para da terra apagar sua lembrança...

-- Clamam os justos e o Senhor bondoso escuta

    E de todas as angústias os liberta!

 

Do coração atribulado Ele está perto

E conforta os de espírito abatido...

-- Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos

   E castigado não será quem nele espera!

 

    (3) Aclamação: ALELUIA + Is 61,1

         (melodia do 29º Dom. CHIN III p. 244)

 

aleluiá! aleluia! aleluiá! aleluia!

aleluiá! aleluia! aleluia! aleluiá!

 

Do Documento de Aparecida / 2007:

24. Bendizemos a Deus com ânimo agradecido, porque nos chamou para sermos instrumentos de seu reino de amor e vida, de justiça e paz, pelo qual tantos se sacrificaram. Ele mesmo nos encomendou a obra de suas mãos para que cuidemos dela e a coloquemos a serviço de todos. Agradecemos a Deus porque nos faz colaboradores seus para que sejamos solidários com a sua criação pela qual somos responsáveis. Bendizemos a Deus que nos deu a natureza criada que é seu primeiro livro para que possamos conhecer a Ele e viver nela como em nossa casa.

26. Iluminados pelo Cristo, o sofrimento, a injustiça e a cruz nos desafiam a viver como Igreja samaritana (cf. Lc 10,25-37), recordando que “a evangelização vai unida sempre à promoção humana e à autêntica libertação cristã”. Damos graças a Deus e nos alegramos pela fé, solidariedade e alegria características de nossos povos, transmitidas ao longo do tempo pelas avós e avôs, as mães e pais, os catequistas, os rezadores e tantas pessoas anônimas, cuja caridade mantém viva a esperança em meio às injustiças e adversidades.

31. A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes (cf. Mt 9,35-36). Ele, sendo o Senhor, se fez servidor e obediente até a morte de cruz (cf. Fl 2,8); sendo rico, escolheu ser pobre por nós (cf. 2 Cor 8,9), ensinando-nos o caminho de nossa vocação de discípulos e missionários. No Evangelho aprendemos a sublime lição de ser pobres seguindo a Jesus pobre (cf. Lc 6,20; 9,58). E a de anunciar o Evangelho da paz sem bolsa ou alforje, sem colocar nossa confiança no dinheiro nem no poder deste mundo (cf. Lc 10,4 ss). Na generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus, na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do Evangelho. **********************

 

Nesses últimos meses, em vários países de nossa América Latina, no Haiti, no Equador, na Argentina, e agora, no Chile, populações intei-ras, estudantes, aposentados, indígenas, a Classe Trabalhadora, enfim, está se insurgindo contra as opressões do Sistema Capitalista Neoliberal, que explora, engana e mata... Nin-guém está aguentando mais o sufoco do desemprego, dos aumentos abusivos... O po-vo está saindo pras ruas e gritando por uma boca só: “Chega de exploração! Chega de fo-me e violência! Chega de mentiras!” A repres-são tem sido muita, mas a resistência é mais. Sinal dos Tempos! Tudo isso está sinalizando o quê pra nós brasileiros e brasileiras?... Até onde vai nossa acomodação?...

 

 

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